Professor do IFSC morre após infarto em Joinville

Falecimento de professor Fernando Claudio Guesser, 15 anos de dedicação à educação científica, causando comoção entre colegas, estudantes e servidores do IFSC.
Tornava o abstrato concreto, despertando curiosidade em quem o cercava
Sobre a abordagem de Fernando Guesser ao ensino de Física e divulgação científica.

Na manhã de 15 de junho, Fernando Claudio Guesser — professor de Física do IFSC Joinville há quinze anos — faleceu após uma parada cardiorrespiratória enquanto retornava de uma academia. Sua partida interrompeu não apenas uma vida, mas um projeto contínuo de aproximar pessoas das estrelas e da curiosidade científica. O câmpus decretou luto oficial, reconhecendo que há perdas que não cabem em comunicados administrativos.

  • Um coração parou na Estrada Lagoinha numa manhã de segunda-feira, levando consigo quinze anos de dedicação ao ensino científico em Joinville.
  • A notícia atravessou o câmpus do IFSC como uma onda de choque, unindo colegas, estudantes e servidores numa comoção coletiva.
  • Guesser deixa projetos vivos — uma maquete do Sistema Solar na biblioteca, olimpíadas de astronomia mobilizadas, feiras de ciência organizadas — obras que continuam a falar por ele.
  • O IFSC respondeu com luto oficial de três dias e suspensão de atividades, tentando dar forma institucional a uma ausência que vai muito além do calendário acadêmico.
  • Informações sobre velório e sepultamento ainda não foram divulgadas, mantendo a comunidade em espera e em silêncio.

Na manhã de segunda-feira, 15 de junho, Fernando Claudio Guesser saiu de uma academia no Morro do Meio e não chegou ao destino seguinte. Socorristas foram acionados para a Estrada Lagoinha, onde encontraram uma parada cardiorrespiratória em andamento. Fizeram o que puderam, mas o óbito foi confirmado ainda pela manhã.

A notícia chegou ao câmpus Joinville do IFSC como um choque. Guesser estava na instituição desde janeiro de 2011 — mais de quinze anos ensinando Física nos cursos técnicos e nas engenharias, mas sobretudo construindo pontes entre os estudantes e a ciência que existe além das fórmulas. Formado e mestre em Física pela Udesc, ele organizava a Feira de Ciências durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e mobilizava alunos para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica.

Seu trabalho mais recente e visível foi a instalação de uma maquete do Sistema Solar na biblioteca do IFSC, inaugurada em dezembro do ano anterior. Neste ano, seguia colaborando com o IFSC Verifica, refletindo sobre a Lua como território estratégico para o desenvolvimento científico e sustentável da humanidade.

Em resposta à perda, o câmpus decretou luto oficial de três dias, com suspensão de aulas e atividades administrativas a partir das 12h30 de segunda-feira. O gesto reconhecia, à sua maneira, o vazio deixado por um educador que entendia ensinar como um convite a olhar para o céu e imaginar possibilidades.

Na manhã de segunda-feira, 15 de junho, Fernando Claudio Guesser não chegou ao fim do dia. O professor de Física do Instituto Federal de Santa Catarina havia saído de uma academia na região do Morro do Meio quando seu coração parou. Socorristas foram acionados para a Estrada Lagoinha, onde encontraram uma parada cardiorrespiratória em andamento. Fizeram o que puderam no local, mas Guesser não resistiu. Seu óbito foi confirmado naquela manhã.

A notícia se espalhou pelo câmpus Joinville do IFSC como uma onda de choque. Colegas, estudantes, funcionários — todos sentiram o peso da perda. Guesser não era um nome qualquer na instituição. Durante mais de quinze anos, desde janeiro de 2011, ele havia construído uma carreira dedicada não apenas ao ensino, mas à tarefa maior de despertar curiosidade científica em quem o cercava.

Formado em Física pela Universidade do Estado de Santa Catarina, onde também completou seu mestrado, Guesser lecionava nos cursos técnicos integrados em Mecânica e Eletroeletrônica, além dos programas superiores de Engenharia Mecânica e Engenharia Elétrica. Mas sua marca foi deixada muito além das salas de aula convencionais. Ele organizava a Feira de Ciências durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, mobilizava estudantes para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, e levava adiante projetos que tornavam a ciência espacial viva e tangível.

Um de seus trabalhos mais visíveis foi a instalação de uma maquete do Sistema Solar na biblioteca do IFSC, inaugurada em dezembro do ano anterior, fruto do projeto "Explorando o Cosmos: construindo conhecimento na Biblioteca do IFSC". Neste ano, continuava colaborando com iniciativas como o IFSC Verifica, onde refletia sobre o futuro da exploração lunar — argumentando que a humanidade em breve poderia enxergar a Lua não como um sonho distante, mas como um território estratégico para desenvolvimento científico e sustentável.

Em resposta ao falecimento, o câmpus Joinville decretou luto oficial de três dias. As aulas e atividades administrativas foram suspensas a partir das 12h30 de segunda-feira até as 12h30 de terça-feira — o que significou nenhuma aula nos períodos da tarde e noite de segunda, nem durante a manhã de terça. A instituição reconhecia, através desse gesto, o vazio que Guesser deixava.

Até o momento, informações sobre velório e sepultamento não foram divulgadas. O que fica é a lembrança de um educador que entendia que ensinar Física não era apenas transmitir fórmulas, mas convidar pessoas a olhar para o céu e imaginar possibilidades.

A humanidade poderá, em um futuro próximo, enxergar a Lua como um novo território estratégico para o desenvolvimento sustentável e científico
— Fernando Claudio Guesser, em contribuição ao projeto IFSC Verifica
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

O que fazia Fernando Guesser diferente de outros professores de Física?

Model

Ele não se contentava em ensinar dentro de uma sala de aula. Criava experiências — uma maquete do Sistema Solar na biblioteca, olimpíadas de astronomia, feiras de ciência. Tornava o abstrato concreto.

Inventor

E por que isso importa agora que ele se foi?

Model

Porque mostra que educação científica não é um luxo. É alguém dedicando quinze anos de sua vida para despertar curiosidade em outras pessoas. Quando essa pessoa desaparece de repente, a comunidade sente a falta.

Inventor

A instituição suspendeu aulas por três dias. É uma resposta adequada?

Model

É um reconhecimento. Não é apenas sobre perder um professor — é sobre perder alguém que moldou como a instituição pensa sobre ciência e divulgação.

Inventor

Ele estava falando sobre a Lua como futuro estratégico. Isso parece ambicioso para um professor de instituto federal.

Model

Exatamente. Ele não via limite entre o que ensinava e o que era possível. Queria que seus alunos pensassem em grande escala, em contribuições reais para o conhecimento humano.

Inventor

Como uma comunidade acadêmica processa uma perda assim?

Model

Com dificuldade. Mas também com a certeza de que o trabalho que ele fez — cada estudante que inspirou, cada projeto que deixou — continua.

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