Quando as palavras de um líder ferem quem serve a causa, o jogo em si torna-se refém do orgulho institucional. Na madrugada de sábado, Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, sentou-se à mesa com os árbitros portugueses numa tentativa de salvar a Supertaça — o ritual que abre cada temporada — depois de gravações suas a criticar a qualidade da arbitragem terem desencadeado um boicote silencioso mas poderoso. A menos de 24 horas do apito inicial em Coimbra, o futebol português confrontava-se com uma verdade incómoda: as instituições são tão frágeis quanto a confiança que as