Numa manhã de agosto na BR-101, o que parecia uma fiscalização de rotina revelou, dentro de duas mochilas escondidas num ônibus, setenta dispositivos Apple sem respaldo fiscal legítimo. O passageiro responsável tentou contornar a situação com documentos que logo se mostraram incompatíveis com a mercadoria — um gesto que transformou uma infração tributária em indício de operação organizada. O episódio lembra que as estradas, além de caminhos entre cidades, são também fronteiras invisíveis onde o Estado tenta recuperar o que lhe é subtraído pela sonegação.