Meloni rebate Trump: 'Cuide de sua própria popularidade'

Minha popularidade não é da sua conta
Meloni responde a Trump em disputa sobre aprovação política e soberania italiana.

Entre aliadas de longa data, uma disputa pública revela as tensões inevitáveis entre lealdade política e soberania nacional. A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e o presidente americano Donald Trump trocaram acusações abertas sobre popularidade e autonomia, expondo uma fratura que vai além de vaidades pessoais: no fundo, está a questão de até onde um país soberano pode — ou deve — subordinar suas decisões militares aos interesses de um aliado poderoso.

  • Trump acusou Meloni, pela segunda vez em dois dias, de se aproximar dos EUA apenas para inflar seus índices de aprovação — chegando a escrever seu nome incorretamente ao reiterar a acusação no Truth Social.
  • Meloni respondeu em inglês no Instagram com frieza calculada, chamando os ataques de 'constantes, gratuitos e sem sentido' e sugerindo que Trump se preocupasse com sua própria popularidade.
  • A provocação mais afiada veio quando ela observou que ser amiga de Trump 'certamente não ajudou' seus números — transformando a defesa em contra-ataque.
  • Por trás da troca de farpas está um conflito real: a Itália se recusou a ceder bases militares americanas para uso durante a guerra com o Irã, e Meloni reafirmou que o país 'continuará sendo uma nação soberana' enquanto ela governar.
  • Os números de aprovação de Meloni, em torno de 35%, mostram recuperação após um período de declínio — o que torna a acusação de Trump ainda mais frágil diante dos fatos.

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni respondeu a Donald Trump no sábado com uma provocação direta: se ele está preocupado com índices de aprovação, deveria olhar para os seus próprios. A disputa começou quando Trump acusou Meloni de restabelecer laços com os Estados Unidos apenas para ganhar pontos políticos em casa — alegando ainda que ela havia 'implorado' por uma foto com ele durante o G7 na França.

Meloni não deixou passar. Na sexta-feira, o acusou de mentir. No sábado, Trump dobrou a aposta no Truth Social, reiterando as acusações e escrevendo o nome da premiê de forma incorreta. A resposta dela veio em inglês, no Instagram: chamou os ataques de 'constantes, gratuitos e sem sentido', sugeriu que ele cuidasse da própria popularidade e acrescentou, com precisão cirúrgica, que ser amiga dele 'certamente não ajudou' seus números.

O conflito tem raízes mais profundas. Trump tem criticado a Itália por se recusar a permitir o uso de bases militares americanas em seu território durante a guerra com o Irã — conflito iniciado pelos EUA e Israel em fevereiro. Meloni respondeu com firmeza: o uso dessas bases é regido por acordos que a Itália sempre respeitou e não podem ser ignorados. 'Enquanto eu for primeira-ministra, a Itália continuará sendo uma nação soberana', afirmou.

Os números que Trump mencionava contam uma história diferente da que ele sugeria. A aprovação do governo Meloni subiu para cerca de 35% após um período de declínio, e seu partido lidera as pesquisas com 28% de apoio. A ironia que ela apontou — que a proximidade com Trump não parece ajudar sua popularidade — toca em uma realidade mais ampla: para líderes europeus, a relação com o presidente americano raramente é uma vantagem eleitoral simples.

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni respondeu a Donald Trump no sábado com uma provocação direta: se ele está preocupado com números de aprovação, deveria olhar para os seus próprios. A troca de farpas começou quando Trump acusou Meloni de tentar elevar sua popularidade doméstica ao restabelecer relações com os Estados Unidos — uma alegação que ele já havia feito na sexta-feira, afirmando que ela havia "implorado" por uma fotografia com ele durante a cúpula do G7 na França naquela semana.

Meloni não deixou a acusação passar. Na sexta-feira, ela o acusou de mentir. No sábado, Trump dobrou a aposta, postando novamente em sua plataforma Truth Social — desta vez escrevendo o nome da premiê italiana de forma incorreta — e reiterando que ela queria ser sua amiga novamente para "aumentar seus números". A resposta de Meloni veio em inglês, publicada no Instagram, onde ela chamou os ataques de "constantes e gratuitos" e "sem sentido". Depois, com uma frieza calculada, ela acrescentou: "Minha popularidade não é da sua conta. Sugiro que você se concentre na sua". Ela foi além, observando que "ser amiga dele certamente não ajudou" seus índices de aprovação — uma resposta que funcionava tanto como defesa quanto como ataque.

O conflito tem raízes mais profundas do que uma disputa sobre quem está tentando ganhar pontos políticos. Trump tem criticado a Itália repetidamente porque o país se recusou a permitir que os Estados Unidos utilizassem bases militares italianas durante a guerra com o Irã, um conflito iniciado pelos EUA e Israel no final de fevereiro. Quando Trump levantou essa questão novamente, Meloni respondeu com firmeza sobre soberania nacional. Ela explicou que o uso de qualquer base militar americana no território italiano é regido por acordos que a Itália sempre respeitou e que não podem ser simplesmente ignorados. "Enquanto eu for primeira-ministra, a Itália continuará sendo uma nação soberana", afirmou.

Os números de aprovação que Trump mencionava não são insignificantes. O governo de Meloni, que assumiu o poder em 2022, viu sua aprovação pública subir para cerca de 35% nas pesquisas de opinião recentes, após um período de declínio constante durante 2025. Seu partido, Irmãos da Itália, lidera as pesquisas com aproximadamente 28% de apoio, enquanto o Partido Democrático da oposição aparece com cerca de 22%. Esses números sugerem que Meloni conseguiu recuperar algum terreno político, mas ainda está longe de números dominantes. A ironia que ela apontou — que ser próxima a Trump não parecia estar ajudando sua popularidade — toca em uma realidade política mais ampla: a relação com o presidente americano é complexa para líderes europeus, nem sempre uma vantagem eleitoral clara.

Esses ataques constantes e gratuitos são sem sentido. Minha popularidade não é da sua conta. Sugiro que você se concentre na sua.
— Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália
Enquanto eu for primeira-ministra, a Itália continuará sendo uma nação soberana.
— Giorgia Meloni
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que Trump insistiria em uma acusação que Meloni nega tão veementemente?

Model

Porque funciona domesticamente. Ele está sinalizando aos seus apoiadores que está em conflito com líderes que não o servem — e ao mesmo tempo, está pressionando Meloni sobre as bases militares, que é o que realmente importa.

Inventor

Mas por que Meloni responderia em inglês, no Instagram, em vez de deixar passar?

Model

Porque deixar passar é perder. Ela está falando para múltiplas audiências — para Trump, para a mídia internacional, e para os italianos que precisam vê-la como alguém que não se deixa intimidar.

Inventor

A questão das bases militares é realmente sobre soberania, ou é sobre algo mais?

Model

É sobre ambos. Para Meloni, é genuinamente soberania — ela não quer que a Itália seja vista como um satélite americano. Para Trump, é sobre poder projetado. Ele quer que aliados façam o que ele quer.

Inventor

Seus números de aprovação subiram. Isso significa que ela está vencendo esse confronto?

Model

Talvez. Mas é cedo demais para saber se essa resposta firme vai ajudá-la ou prejudicá-la. Depende de como a mídia italiana enquadra isso — como coragem ou como risco desnecessário.

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