Os aumentos de preço da memória podem nunca ser totalmente corrigidos
Num ciclo que ecoa as grandes pressões industriais do passado, os componentes que alimentam a memória dos nossos dispositivos — DRAM e NAND — preparam-se para encarecer até 50% até ao final de 2026, com uma nova vaga de 40% prevista para 2027. A esperança depositada na produção chinesa como força estabilizadora revela-se ilusória: essa produção serve o mercado interno, não o mundo. O alívio, segundo a Jefferies Equity Research, só chegará em 2028, quando nova capacidade produtiva puder, finalmente, equilibrar a balança.
- Os preços da memória DRAM e NAND podem subir até 50% no terceiro trimestre de 2026, seguidos de mais 40% no final de 2027 — uma escalada que ameaça tornar a tecnologia pessoal cada vez mais inacessível.
- Microsoft e Apple já traduziram esses custos em aumentos concretos para os consumidores, sinalizando que a pressão nos componentes está a chegar às prateleiras.
- A Lenovo lançou um aviso sombrio: os preços podem nunca regressar aos níveis anteriores, sugerindo uma reconfiguração permanente do mercado tecnológico.
- A aposta de que a China inundaria o mercado global com memória barata falhou — os fabricantes chineses abastecem o seu próprio consumo interno, deixando o resto do mundo sem esse contrapeso.
- A única saída prevista é a criação de nova capacidade produtiva entre 15% e 20%, esperada para 2028 — até lá, quem precisar de atualizar dispositivos pagará um preço crescente por cada gigabyte.
Um relatório da Jefferies Equity Research lança um aviso claro a quem pensa atualizar o computador ou comprar novos dispositivos: os preços dos componentes de memória vão continuar a subir de forma acentuada. Estão previstos aumentos de até 50% até ao final de 2026, seguidos de mais 40% em 2027. O alívio só deverá chegar em 2028.
Os sinais desta pressão já são visíveis. A Microsoft aumentou os preços das consolas Xbox Series e a Apple fez o mesmo com vários produtos. A Lenovo, por sua vez, alertou há meses que o mercado demorará anos a estabilizar — e que os aumentos podem nunca ser completamente revertidos.
O calendário traçado pelo relatório é preciso: no terceiro trimestre de 2026, a memória DRAM e NAND deverá encarecer entre 40% e 50%; no último trimestre de 2027, um novo salto de 40% está previsto. Estes aumentos afetarão não só quem quer comprar um computador novo, mas qualquer pessoa que dependa de dispositivos eletrónicos modernos.
A esperança de que a China equilibrasse o mercado com produção em massa e preços baixos revelou-se infundada. Os fabricantes chineses direcionam quase toda a sua capacidade para o consumo interno, sem inundar os mercados internacionais. Só em 2028, com nova capacidade produtiva estimada entre 15% e 20%, se espera que os preços médios comecem a descer.
Se está a pensar em atualizar o computador ou comprar um novo dispositivo, talvez queira apressar-se. Um relatório recente da Jefferies Equity Research traz notícias desanimadoras para o bolso: os preços dos componentes de memória vão continuar a disparar até ao final de 2026, com aumentos que podem atingir os 50%, seguidos de mais 40% em 2027. O alívio que muitos esperam não chegará antes de 2028.
Os sinais de pressão já são visíveis no mercado. A Microsoft anunciou recentemente aumentos nos preços das suas consolas Xbox Series, enquanto a Apple fez o mesmo com vários dos seus produtos. Estas decisões refletem uma tendência mais ampla no setor tecnológico, onde os custos dos componentes continuam a subir de forma consistente. A Lenovo, uma das maiores fabricantes de computadores do mundo, já tinha alertado para esta situação meses atrás, avisando que o mercado demorará ainda alguns anos a estabilizar e que os aumentos de preço da memória podem nunca ser completamente corrigidos.
O calendário previsto pelo relatório é bastante específico. No terceiro trimestre de 2026, espera-se que os preços da memória DRAM e NAND subam entre 40% e 50%. Depois, no último trimestre de 2027, está previsto um novo salto de 40%. Estes aumentos sucessivos vão afectar não apenas quem quer comprar um computador novo, mas também qualquer pessoa que necessite de atualizar componentes ou adquirir dispositivos eletrónicos que dependam destas memórias.
Muitos analistas e observadores do mercado têm especulado que a produção em larga escala de memórias pela China poderia inundar o mercado global e forçar uma queda geral dos preços. O relatório da Jefferies, porém, desmente esta esperança. A análise esclarece que os fabricantes chineses, apesar da sua enorme capacidade produtiva, não estão a reduzir os preços de forma significativa. Em vez de exportarem em massa para os mercados internacionais, estão a direcionar quase toda a sua produção para abastecer o consumo interno chinês. A ideia de que o mercado chinês está saturado e pronto para inundar o resto do mundo não corresponde à realidade.
A recuperação que o mercado aguarda só deverá começar em 2028, quando se espera que surja nova capacidade produtiva estimada entre 15% e 20%. É apenas nesse momento que os preços médios deverão começar a descer. Até lá, quem necessite de componentes de memória terá de se preparar para desembolsos significativamente maiores do que aqueles a que estava habituado.
Citas Notables
O mercado só deverá estabilizar em 2028— Relatório da Jefferies Equity Research
Os aumentos de preço da memória podem nunca ser totalmente corrigidos— Lenovo
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Porque é que os preços estão a subir tanto agora, especificamente?
A procura por memória disparou com a inteligência artificial e os data centers. A oferta não consegue acompanhar, e os fabricantes sabem que podem cobrar mais.
E a China não pode resolver isto?
Pode produzir muito, mas não está a vender para fora. Está a guardar tudo para o seu próprio mercado interno, que está em crescimento acelerado.
Então isto é temporário?
Sim, mas "temporário" significa dois anos e meio. Até 2028, quem precisar de um computador novo vai pagar bastante mais.
A Lenovo disse algo preocupante?
Disse que estes aumentos podem nunca ser totalmente corrigidos. Mesmo quando os preços descerem, podem não voltar aos níveis de antes.
Isto afeta apenas quem compra computadores?
Não. Afeta telemóveis, tablets, servidores, qualquer coisa com memória. E como a Microsoft e a Apple já aumentaram preços, o impacto está a propagar-se por toda a indústria.