Receita Federal abre prazo para declarar Imposto de Renda 2026; confira prazos e novidades

80% das restituições nos dois primeiros meses beneficiando 9 milhões por lote
O governo concentra a maioria das devoluções em maio e junho para acelerar o impacto econômico.

A cada ano, o Estado e o cidadão se encontram num ritual de prestação de contas: o Imposto de Renda. Em 2026, esse encontro começou na manhã de 23 de março, com a Receita Federal abrindo o prazo para que cerca de 44 milhões de brasileiros declarem os ganhos de 2025 até o dia 29 de maio. Além das regras conhecidas, o governo introduz um calendário de restituição mais concentrado e um 'cashback' inédito para quem, mesmo sem obrigação de declarar, tem valores a receber — sinalizando uma tentativa de tornar o sistema fiscal mais inclusivo e ágil.

  • O relógio começou a correr na manhã de 23 de março: contribuintes com rendimentos acima de R$ 35.584,00 em 2025 têm até 29 de maio para regularizar sua situação com a Receita Federal.
  • O calendário de restituição encolheu de cinco para quatro lotes, mas a Receita promete liberar 80% dos valores já nos dois primeiros meses — um movimento que pode aliviar rapidamente o bolso de 18 milhões de contribuintes.
  • Uma novidade chama atenção: um lote extra de 'cashback' em 15 de julho pode devolver até R$ 1 mil a cerca de 4 milhões de pessoas que não eram obrigadas a declarar, desde que tenham chave Pix vinculada ao CPF.
  • O sistema 'Meu Imposto de Renda' ganhou alertas automáticos para erros frequentes e recuperação facilitada de dados de dependentes, reduzindo as armadilhas que costumam atrasar restituições ou gerar malha fina.

A Receita Federal abriu na manhã desta segunda-feira, 23 de março, o prazo para a entrega das declarações do Imposto de Renda referentes aos ganhos de 2025. O órgão espera receber cerca de 44 milhões de documentos até o dia 29 de maio, data limite para que os contribuintes regularizem sua situação fiscal.

A obrigatoriedade de declarar vale para quem recebeu rendimentos acima de R$ 35.584,00 no ano passado — aproximadamente R$ 2.965,33 por mês —, incluindo salários, aposentadorias e aluguéis. Produtores rurais têm um limite diferente: receita bruta superior a R$ 177.920,00. Outros critérios, como venda de bens, operações na bolsa e patrimônio acima de R$ 800 mil, seguem os mesmos parâmetros de anos anteriores.

Uma das principais mudanças de 2026 está no calendário de restituições: em vez de cinco lotes, serão apenas quatro, distribuídos entre maio e agosto. A Receita pretende concentrar cerca de 80% das devoluções nos dois primeiros lotes — em 29 de maio e 30 de junho —, beneficiando aproximadamente 9 milhões de contribuintes em cada um desses pagamentos. Os lotes finais estão previstos para 31 de julho e 28 de agosto.

Outra novidade é o chamado 'cashback': um lote extra, a ser pago em 15 de julho, destinado a quem tem valores a receber mas não era obrigado a declarar em 2025. Até 4 milhões de pessoas podem ser beneficiadas com até R$ 1 mil cada, desde que possuam chave Pix vinculada ao CPF — uma iniciativa que busca alcançar contribuintes historicamente fora do radar das restituições.

A declaração pode ser enviada pelo programa IRPF 2026 instalado no computador, pelo sistema online 'Meu Imposto de Renda' ou pelo aplicativo da Receita para celulares. Este último sistema recebeu melhorias significativas: alertas automáticos para erros comuns, como despesas médicas elevadas ou chaves Pix inválidas, e recuperação automática de dados de dependentes cadastrados nos últimos três anos, tornando o preenchimento mais simples e menos sujeito a equívocos.

A Receita Federal deu início nesta segunda-feira, 23 de março, ao período de entrega das declarações de Imposto de Renda referentes aos ganhos de 2025. O prazo vai até 29 de maio, e o órgão espera receber aproximadamente 44 milhões de documentos. O processo começou às 8 da manhã, horário de Brasília, abrindo as portas para contribuintes que precisam regularizar sua situação fiscal perante o governo.

Nem todos precisam declarar. A regra principal estabelece que quem recebeu rendimentos acima de R$ 35.584,00 durante o ano passado — o equivalente a cerca de R$ 2.965,33 mensais — está obrigado a enviar a declaração. Isso inclui salários, aposentadorias e aluguéis. Para quem trabalha com atividade rural, o limite é mais alto: receita bruta acima de R$ 177.920,00 em 2025. Existem ainda outras situações que exigem declaração, como venda de bens, operações na bolsa de valores e posse de patrimônio acima de R$ 800 mil, mas esses critérios permanecem os mesmos dos anos anteriores.

O calendário de restituição sofreu uma mudança significativa em 2026. Enquanto nos anos anteriores o governo liberava as devoluções em cinco lotes, agora serão apenas quatro, distribuídos entre maio e agosto. A novidade mais importante é que a Receita pretende liberar cerca de 80% de todas as restituições nos dois primeiros lotes — em 29 de maio e 30 de junho — beneficiando aproximadamente 9 milhões de contribuintes em cada um desses períodos. Os dois lotes finais ocorrem em 31 de julho e 28 de agosto.

Uma inovação chamada de "cashback" foi criada especificamente para pessoas que têm valores a receber mas não eram obrigadas a declarar em 2025. Esse lote extra será pago em 15 de julho e pode beneficiar cerca de 4 milhões de contribuintes, com valores de até R$ 1 mil cada. Para receber, é necessário ter uma chave Pix vinculada ao CPF. Essa medida representa uma tentativa do governo de alcançar pessoas que, embora não fossem obrigadas a declarar, têm direito a restituições.

O envio da declaração pode ser feito de três formas principais. A mais tradicional é pelo programa IRPF 2026, instalado no computador — em 2025, 82,4% das declarações foram feitas dessa maneira. Existe também o sistema "Meu Imposto de Renda", disponível online para celulares, tablets e computadores, que em 2025 foi responsável por 12,4% das declarações. O aplicativo da Receita Federal, para Android e iOS, respondeu por 5,3% dos envios. Para usar o sistema online, é necessário ter uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro.

O sistema "Meu Imposto de Renda" recebeu melhorias importantes para 2026, segundo o auditor-fiscal José Carlos da Fonseca. A interface ficou mais amigável e agora oferece alertas automáticos para erros comuns, como pagamentos a dependentes sem declaração de rendimentos, despesas médicas elevadas ou chaves Pix inválidas vinculadas ao CPF. O sistema também foi otimizado para recuperar automaticamente informações de dependentes cadastrados no CPF e declarados nos últimos três anos, eliminando a necessidade de autorização específica para reutilizar esses dados. Essa mudança simplifica o preenchimento da declaração para quem tem dependentes.

O período de entrega, que começou na segunda-feira de manhã, oferece aos contribuintes mais de dois meses para organizar seus documentos e enviar a declaração. A expectativa de 44 milhões de declarações reflete a quantidade de brasileiros que precisam cumprir essa obrigação anual. Com as novas ferramentas e a simplificação dos processos, o governo busca facilitar o acesso e reduzir erros comuns que costumam atrasar restituições ou gerar problemas posteriores.

O sistema Meu Imposto de Renda recebeu melhorias importantes em 2026, com interface mais amigável e alertas automáticos para erros comuns
— José Carlos da Fonseca, auditor-fiscal
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o governo decidiu reduzir de cinco para quatro lotes de restituição?

Model

Não está explícito no comunicado, mas concentrar 80% das devoluções nos dois primeiros meses provavelmente acelera o impacto econômico — mais gente recebendo dinheiro mais rápido, em vez de espalhar ao longo de cinco meses.

Inventor

Esse "cashback" é realmente novo, ou é só um nome diferente para algo que já existia?

Model

É novo de verdade. Antes, quem não era obrigado a declarar simplesmente não recebia nada. Agora o governo está buscando ativamente essas pessoas — 4 milhões delas — e oferecendo até R$ 1 mil. É uma mudança de postura.

Inventor

Por que exigir Pix para receber o cashback? Isso não deixa de fora quem não tem acesso a banco digital?

Model

É uma boa pergunta. A exigência de Pix vinculado ao CPF reflete a aposta do governo em modernizar o sistema, mas sim, deixa de fora quem não tem conta bancária ou não conseguiu cadastrar Pix.

Inventor

As melhorias no sistema online — alertas automáticos, recuperação de dados — isso vai realmente reduzir erros?

Model

Deve ajudar bastante. Erros com dependentes e despesas médicas são comuns. Recuperar dados automaticamente economiza tempo e reduz a chance de alguém esquecer de incluir alguém que deveria estar lá.

Inventor

E quem ainda prefere fazer tudo no papel, como fica?

Model

Não há menção a declaração em papel no comunicado. Parece que o governo já considera isso obsoleto — tudo é digital agora, seja pelo programa, pelo site ou pelo app.

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