O falhanço foi festejado como se de um golo se tratasse
Na noite de 24 de março, no Estádio do Dragão, Portugal cumpriu a sua obrigação histórica diante da Turquia, vencendo por 3-1 e mantendo vivo o sonho de marcar presença no Mundial do Qatar. A vitória, construída com autoridade na primeira parte e defendida com algum nervosismo na segunda, coloca a seleção das quinas a um único passo de garantir o passaporte para a competição máxima do futebol mundial. Na terça-feira seguinte, a Macedónia do Norte — que surpreendeu o mundo ao eliminar a Itália — será o último guardião entre Portugal e o Qatar.
- Portugal entrou no Dragão com a pressão de não poder falhar, sabendo que uma derrota significaria ficar fora do Mundial pela segunda vez consecutiva.
- Os golos de Otávio e Diogo Jota na primeira parte criaram uma almofada confortável, mas a seleção adormeceu no jogo e permitiu que a Turquia regressasse à discussão com o golo de Burak Yilmaz.
- A grande penalidade desperdiçada por Yilmaz nos minutos finais foi o momento de maior tensão da noite, celebrado nas bancadas como se de um golo português se tratasse.
- Matheus Nunes, nos descontos, selou o 3-1 e devolveu a tranquilidade a uma equipa que por momentos pareceu querer complicar o que tinha simplificado.
- Portugal aguarda agora a Macedónia do Norte na final do play-off, um adversário improvável mas perigoso, que já provou ser capaz de eliminar gigantes.
Portugal entrou no Dragão na noite de 24 de março com uma missão clara: vencer a Turquia e garantir lugar na final do play-off de acesso ao Mundial 2022. Fernando Santos apostou em várias novidades no onze, com Diogo Costa na baliza, Otávio no meio-campo e Bruno Fernandes entre as novidades em relação ao jogo anterior.
A primeira parte foi de domínio português. Aos 15 minutos, Otávio aproveitou uma recarga após remate de Bernardo Silva no poste para inaugurar o marcador. Perto do intervalo, Diogo Jota apareceu nas costas da defesa turca para cabecear um cruzamento de Otávio e fazer o 2-0. Portugal ia para o descanso confortável e confiante.
A segunda parte trouxe uma mudança de postura preocupante. A seleção baixou o ritmo e a Turquia aproveitou para acreditar. Burak Yilmaz tabelou com Cengiz Under, fugiu a José Fonte e reduziu para 2-1, reacendendo o jogo. Fernando Santos lançou João Félix para tentar recuperar o controlo, mas os minutos finais foram de nervosismo crescente.
A cinco minutos do fim, o árbitro assinalou grande penalidade para a Turquia após consultar as imagens. Yilmaz atirou por cima da trave, e o Dragão festejou o falhanço como um golo. Nos descontos, Rafael Leão assistiu Matheus Nunes, que não desperdiçou na cara do guarda-redes e estabeleceu o 3-1 definitivo.
Portugal está na final do play-off e enfrenta na terça-feira a Macedónia do Norte — a equipa que surpreendeu o mundo ao eliminar a Itália — numa partida que valerá o passaporte para o Qatar.
Portugal entrou no Dragão na noite de 24 de março com a tarefa clara de vencer a Turquia e abrir caminho para a final do play-off de acesso ao Mundial 2022. A equipa das quinas cumpriu, ainda que sem a clareza que o resultado final sugere. Otávio, Diogo Jota e Matheus Nunes marcaram os golos que levaram a seleção a vencer por 3-1, garantindo um encontro decisivo contra a Macedónia do Norte na terça-feira seguinte, novamente em casa.
Fernando Santos apresentou várias mudanças no onze inicial. Diogo Costa, guarda-redes do FC Porto, relegou Rui Patrício para o banco. Otávio, também do Dragão, ganhou lugar no meio-campo. Diogo Dalot, Raphael Guerreiro e Bruno Fernandes completavam a lista de novidades em relação ao jogo anterior contra a Sérvia. Danilo Pereira recuou para o centro da defesa, compensando a ausência de Pepe. Portugal entrou pressionante, criando perigo com facilidade na área turca, que se organizava num esquema de 3x5x2.
O primeiro golo chegou aos 15 minutos. Bernardo Silva rematou de fora de área, a bola bateu no poste e Otávio, sem oposição, desviou na recarga para o 1-0. Era o segundo golo do médio em apenas três internacionalizações. A Turquia tentou responder, com Kutlu a criar perigo aos 23 minutos ao ganhar o duelo com Dalot e cabecear perto do poste. Mas Portugal mantinha o controlo. Perto do intervalo, Otávio cruzou com precisão para o poste mais distante, onde Diogo Jota apareceu nas costas da defesa turca para cabecear para o canto inferior. 2-0 ao descanso, e a seleção portuguesa podia respirar.
A segunda parte trouxe uma mudança de postura. Portugal baixou o ritmo, optando por uma gestão mais conservadora do jogo. Diogo Jota teve oportunidades para ampliar a vantagem mas não as aproveitou, incluindo uma tentativa de chapéu aos 56 minutos que passou por cima da baliza. A Turquia, entretanto, começava a acreditar. Aos 65 minutos, Burak Yilmaz tabelou com Cengiz Under, fugiu a José Fonte e finalizou na cara de Diogo Costa, aproveitando a passividade da defesa portuguesa. O jogo reabriu-se.
Fernando Santos lançou João Félix em campo para dinamizar o ataque, trocando com Diogo Jota. Portugal voltou perto do golo aos 75 minutos, com Otávio a cabecear ligeiramente ao lado após um bom trabalho de Raphael Guerreiro. Mas a Turquia acreditava cada vez mais. A cinco minutos do fim, o árbitro foi alertado para um possível toque de José Fonte no pé de Enes na grande área. Após consultar as imagens, assinalou grande penalidade. Yilmaz, porém, atirou por cima da trave, e o falhanço foi celebrado nas bancadas do Dragão como se de um golo se tratasse.
Portugal selou a vitória nos descontos. Rafael Leão, que havia entrado do banco, deixou Matheus Nunes solto na área, e o médio não falhou na cara do guarda-redes turco, estabelecendo o 3-1 final. A seleção das quinas estava na final do play-off. Pela frente, a Macedónia do Norte, que havia eliminado a Itália e agora era o último obstáculo entre Portugal e o Qatar.
Citas Notables
Portugal apresentou várias novidades no onze, com destaque para dois homens do FC Porto, Diogo Costa e Otávio— Análise da formação portuguesa
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Como é que Portugal conseguiu controlar um jogo que poderia ter sido muito mais confortável?
A primeira parte foi praticamente perfeita — Portugal entrou com pressão, criou oportunidades e marcou dois golos sem sofrer muito. Mas na segunda parte, a equipa baixou o ritmo, talvez confiante demais no resultado.
E a Turquia aproveitou isso?
Exatamente. Yilmaz reduziu aos 65 minutos e, de repente, o jogo estava vivo outra vez. Portugal teve de sofrer, especialmente quando a Turquia teve aquela grande penalidade que Yilmaz desperdiçou.
Esse falhanço foi crucial?
Completamente. Se Yilmaz tivesse marcado, seria 3-2 com poucos minutos para jogar. O falhanço manteve Portugal no controlo psicológico do jogo, mesmo que não o dominasse taticamente.
Qual foi a maior novidade na equipa?
Diogo Costa no lugar de Rui Patrício foi uma mudança significativa. Respondeu bem, mas também teve de fazer algumas defesas importantes. E Otávio, do Porto, marcou logo — foi uma estreia de impacto.
O que esperar da final contra a Macedónia do Norte?
Será diferente. A Macedónia eliminou a Itália, portanto não é um adversário menor. Portugal terá de ser mais consistente durante os 90 minutos, não apenas na primeira parte.