Num momento em que a inteligência artificial se tornou moeda de poder geopolítico, Portugal avança com um investimento público de até 200 milhões de euros para acolher uma gigafábrica europeia de IA, em parceria com Espanha e sob a liderança do Banco Português de Fomento. A iniciativa não é apenas uma aposta em infraestrutura — é uma declaração de intenção sobre o lugar que a Península Ibérica quer ocupar na ordem tecnológica global. Num continente que tem visto os seus rivais distanciarem-se no domínio da IA, este projeto ibérico representa a convicção de que a soberania tecnológica europeia