Portugal bate Itália (5-3) e marca encontro com Espanha nas meias do Euro sub-21

Dany Mota marcou duas vezes nos primeiros 31 minutos, mas a Itália nunca desistiu
Portugal venceu 5-3 após prolongamento, num jogo onde nenhuma equipa conseguiu manter vantagem confortável.

Em Ljubljana, a seleção portuguesa de sub-21 escreveu mais um capítulo na sua história europeia, superando a Itália por 5-3 após prolongamento numa batalha de intensidade rara. O futebol jovem revelou, uma vez mais, que a fronteira entre a glória e a eliminação é ténue — e que a resiliência pode ser tão decisiva quanto o talento. Portugal avança para as meias-finais, onde reencontrará a Espanha numa rivalidade ibérica carregada de memória e significado.

  • O jogo oscilou entre a esperança e a angústia: Portugal chegou a liderar por 3-2, mas viu a Itália empatar aos 89 minutos e forçar o prolongamento.
  • A expulsão de Matteo Lovato aos 91 minutos desequilibrou a balança, deixando a Itália a jogar com dez elementos nos momentos decisivos.
  • Jota, saído do banco, e Francisco Conceição, nos instantes finais da prorrogação, foram os heróis improváveis que selaram a qualificação.
  • Portugal chega às meias-finais pela quarta vez na história do torneio, com um historial que inclui vitórias memoráveis sobre Espanha e Alemanha.
  • O próximo adversário, a Espanha, chegou igualmente desgastado após eliminar a Croácia também em prolongamento, prometendo uma meia-final de alto desgaste físico e emocional.

No Estádio Stozice, em Ljubljana, Portugal e Itália protagonizaram um dos jogos mais intensos do Europeu sub-21, com os portugueses a vencerem por 5-3 após prolongamento e a garantirem um lugar nas meias-finais.

Dany Mota foi o grande protagonista da primeira parte, marcando aos seis e aos 31 minutos para colocar Portugal em vantagem. A Itália nunca desistiu: Pobega reduziu antes do intervalo, e Scamacca igualou pouco depois do golo de Gonçalo Ramos aos 58 minutos. O drama atingiu o pico aos 89 minutos, quando Cutrone empatou a 3-3 e forçou o prolongamento.

Foi na prorrogação, já com a Itália reduzida a dez elementos após a expulsão de Lovato, que Portugal encontrou a lucidez necessária. Jota, entrado do banco, fez o 4-3 aos 109 minutos, e Francisco Conceição fechou a contagem aos 119, selando uma qualificação sofrida mas merecida.

Esta é a quarta presença portuguesa nas meias-finais do torneio — depois de 1994, 2004 e 2015 — e o adversário será novamente a Espanha, que eliminou a Croácia também em prolongamento. O encontro está marcado para quinta-feira, às 17 horas, numa batalha ibérica onde o desgaste acumulado de ambas as equipas poderá ser tão determinante quanto a qualidade individual.

No Estádio Stozice em Ljubljana, Portugal conquistou uma vitória dramática e exaustiva contra a Itália, vencendo por 5-3 após prolongamento nos quartos de final do Europeu de sub-21. O jogo foi um exercício de intensidade constante, com ambas as equipas a trocarem golos numa sequência que manteve o resultado em aberto até aos minutos finais da prorrogação.

Dany Mota abriu o marcador cedo, aos seis minutos, e duplicou a vantagem portuguesa aos 31, colocando Portugal numa posição confortável no intervalo com 2-1. Mas a Itália respondeu com determinação. Tommaso Pobega reduziu ainda antes do intervalo, aos 45 minutos, e o jogo entrou numa fase de equilíbrio precário. Gonçalo Ramos restaurou a vantagem portuguesa aos 58 minutos, mas Gianluca Scamacca igualou apenas dois minutos depois, deixando tudo em aberto.

O ritmo não abrandou. Patrick Cutrone empatou aos 89 minutos, forçando o prolongamento com o marcador em 3-3. Foi nessa fase extra que Portugal encontrou as forças finais. Jota, entrando do banco, colocou os portugueses na frente aos 109 minutos, e Francisco Conceição selou a qualificação aos 119, num momento em que a Itália já jogava com dez elementos após a expulsão de Matteo Lovato aos 91 minutos por acumulação de cartões amarelos.

Esta é a quarta vez que Portugal atinge as meias-finais deste campeonato. A seleção esteve presente nesta fase em 1994, quando venceu a Espanha por 2-0, em 2004, quando perdeu para a Itália por 3-1, e em 2015, quando goleou a Alemanha por 5-0. O histórico é promissor, e desta vez o adversário será novamente a Espanha, que eliminou a Croácia por 2-1 também após prolongamento, com um bis de Javi Puado.

O encontro entre Portugal e Espanha está marcado para quinta-feira, às 17 horas, numa meia-final que promete ser tão intensa quanto o jogo que a precedeu. Rui Jorge, treinador português, terá de gerir o desgaste físico e emocional dos seus jogadores, enquanto a Espanha chega igualmente exaurida de uma batalha contra os croatas. O Europeu sub-21 está a revelar-se uma competição de grande qualidade, onde as margens entre vitória e derrota são mínimas e o prolongamento parece ser o destino de muitos encontros.

Rui Jorge conseguiu manter a equipa focada mesmo quando o jogo se tornou caótico, e os suplentes responderam quando foram chamados
— Análise do desempenho português
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
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Como é que Portugal conseguiu recuperar de um 3-3 aos 89 minutos para ganhar no prolongamento?

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A Itália cometeu um erro disciplinar crucial. Matteo Lovato foi expulso aos 91 minutos por acumulação de amarelos, deixando os italianos com dez jogadores. Isso abriu espaço para Portugal explorar, e os suplentes Jota e Francisco Conceição aproveitaram a superioridade numérica para marcar nos minutos 109 e 119.

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Qual foi o padrão do jogo nos 90 minutos regulamentares?

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Foi um jogo de ritmo muito elevado, com golos alternados. Portugal começou bem com dois golos de Dany Mota, mas a Itália respondeu constantemente. Gonçalo Ramos marcou para 3-1, mas Scamacca e depois Cutrone igualaram. Ninguém conseguiu manter uma vantagem confortável.

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Isto é a primeira vez que Portugal enfrenta a Espanha nesta fase?

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Não. Portugal já enfrentou a Espanha nas meias-finais em 1994 e venceu 2-0. Mas isso foi há 27 anos. Esta geração de jogadores sub-21 não tem essa experiência, e a Espanha é um adversário diferente agora.

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O que torna esta qualificação significativa para Portugal?

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É a quarta presença em meias-finais, o que mostra consistência. Mas mais importante é o tipo de vitória — contra uma Itália forte, num jogo que exigiu resistência mental e física. Isto diz algo sobre a qualidade e a maturidade desta geração.

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Qual é o risco para Portugal agora?

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O desgaste. Jogar 120 minutos contra a Itália é exaustivo. Portugal tem apenas dois dias para recuperar antes de enfrentar a Espanha, que também jogou 120 minutos. Quem conseguir recuperar melhor terá uma vantagem real.

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