Em Porto Velho, a ciência inverte uma lógica antiga: os mesmos mosquitos que sempre foram sinônimo de doença passam a ser agentes de proteção. A Fiocruz, em parceria com o Ministério da Saúde, iniciou a liberação de Aedes aegypti portadores da bactéria Wolbachia — um microrganismo natural que bloqueia a transmissão de dengue, chikungunya e zika sem qualquer modificação genética. A iniciativa, aprovada pela OMS e pela Anvisa, já demonstrou reduzir infecções em até 89% em outras cidades brasileiras, e agora chega à capital rondoniense como uma aposta coletiva contra décadas de vulnerabilidade.