Porto Alegre entrega novo Ecoponto na zona Norte com meta de expandir rede

O Destino Certo só dá certo se trouxermos o povo para fazer a rede funcionar
O prefeito reconhece que o sucesso dos Ecopontos depende tanto da infraestrutura quanto da participação cidadã.

Novo Ecoponto Aterro Norte recebe madeira, móveis, colchões, entulho, eletrodomésticos e resíduos arbóreos de forma gratuita. Em 2025, os nove Ecopontos recolheram 26 mil toneladas de resíduos, reduzindo custos com limpeza de áreas irregulares.

  • Nona Unidade de Destino Certo inaugurada no bairro Sarandi, zona Norte
  • Em 2025, os Ecopontos recolheram 26 mil toneladas de resíduos
  • Prefeitura gasta R$ 1,8 milhão mensalmente com limpeza de áreas de descarte irregular
  • Planejamento prevê criar mais quatro unidades nos próximos anos

Prefeitura entrega nona unidade de Destino Certo (Ecoponto) em Porto Alegre, no bairro Sarandi, para receber gratuitamente resíduos não coletados regularmente. Previsão é criar mais quatro unidades nos próximos anos.

Porto Alegre inaugurou na segunda-feira à tarde sua nona unidade de coleta de resíduos especiais, batizada de Ecoponto Aterro Norte. O equipamento fica na rua Sérgio Jungblut Dieterich, no bairro Sarandi, zona Norte da cidade, instalado sobre a área administrativa do antigo aterro sanitário monitorado da região. A entrega ocorreu durante uma vistoria técnica com a presença do prefeito Sebastião Melo e representantes do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU).

Esses espaços, conhecidos também como Unidades de Destino Certo (UDC), funcionam como receptáculos gratuitos para materiais que não entram nas coletas regulares da cidade. O novo equipamento aceita madeira, móveis usados, colchões, terra, entulho, cerâmica, sucata de ferro, eletrodomésticos e resíduos de poda de árvores. O que não é permitido são resíduos orgânicos em geral, lâmpadas fluorescentes e medicamentos vencidos. O espaço foi completamente remodelado para garantir condições adequadas aos usuários.

Para o prefeito, a iniciativa representa um instrumento importante de educação ambiental, mas sua efetividade depende fundamentalmente da participação da população. "Temos que aumentar as unidades de Destino Certo. Já temos alguns espalhados, mas precisamos ter mais, mas também temos que ter separação de lixo. Cuidar da cidade é um dever da prefeitura, mas também do cidadão", afirmou Melo durante a vistoria. Ele ressaltou que o sistema só funciona quando as pessoas o utilizam corretamente, transformando o que seria descarte irregular em destinação apropriada.

Além do Ecoponto Aterro Norte, oito outras unidades já estão em operação espalhadas pela cidade: Bernardino Silveira de Amorim (Rubem Berta), Câncio Gomes (Floresta), Carvalho de Freitas (Glória), Centro (Centro Histórico), Cruzeiro do Sul (Santa Tereza), Humaitá (Humaitá), Princesa Isabel (Santana) e Fátima Pinto (Bom Jesus), esta última temporariamente fechada para reformas. Os horários variam entre segunda e sexta-feira, funcionando das 8h às 17h em algumas unidades e das 7h às 19h em outras. Aos sábados e feriados, todas operam das 8h ao meio-dia.

O diretor-geral do DMLU, Carlos Hundertmarker, informou que a prefeitura estuda a criação de mais quatro unidades em outras regiões da capital. O planejamento original previa seis novas UDC durante a gestão atual, e até agora duas foram entregues. Hundertmarker sugeriu que o número final pode ultrapassar essa meta inicial. "Investimos hoje um valor alto para limpar áreas que possuem focos de lixo irregular e essa área que estamos entregando é totalmente acessível para a população, que pode descarregar todo esse tipo de resíduo aqui de forma gratuita", explicou.

Os números revelam o impacto dessa rede de coleta. Apenas em 2025, as nove unidades recolheram aproximadamente 26 mil toneladas de resíduos. Essa capacidade de absorção reduz significativamente os custos municipais com limpeza de áreas onde ocorre descarte irregular. O DMLU gasta mensalmente 1,8 milhão de reais para remover resíduos depositados indevidamente em espaços públicos. Quanto mais Ecopontos funcionarem e forem utilizados, menor será essa despesa e mais limpa a cidade permanecerá.

A expansão da rede depende agora de dois fatores simultâneos: da capacidade orçamentária da prefeitura para construir novos equipamentos e da disposição da população em utilizá-los. Sem adesão comunitária, os Ecopontos não cumprem sua função. Com ela, transformam-se em ferramentas poderosas de gestão urbana e educação ambiental.

Temos que aumentar as unidades de Destino Certo. Cuidar da cidade é um dever da prefeitura, mas também do cidadão.
— Prefeito Sebastião Melo
Quanto mais áreas tivermos para esse tipo de serviço, melhor é para a população. Provavelmente entregaremos ainda mais que seis novas unidades conforme previsto.
— Carlos Hundertmarker, diretor-geral do DMLU
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que a prefeitura decidiu expandir essa rede agora, especificamente?

Model

Porque o custo de limpar áreas irregulares ficou insustentável. Um milhão e oito mil reais por mês apenas para remover lixo que deveria ter ido para um lugar apropriado. Os Ecopontos reduzem esse gasto.

Inventor

E as pessoas estão usando? Os números de 26 mil toneladas em 2025 parecem significativos.

Model

Parecem, sim. Mas o diretor do DMLU deixou claro que precisam de muito mais adesão. O sistema só funciona se virar hábito, se as pessoas entenderem que existe um lugar gratuito para levar essas coisas.

Inventor

O que mais surpreende nessa história?

Model

Que o prefeito reconheça que a responsabilidade não é só da prefeitura. Ele disse que cuidar da cidade é dever tanto do governo quanto do cidadão. Isso é honesto.

Inventor

E se as pessoas não aderirem? Se continuarem jogando lixo nas ruas?

Model

Então a prefeitura continua gastando 1,8 milhão por mês limpando. E a cidade fica mais suja. É um ciclo que só quebra com educação e acesso.

Inventor

Qual é o próximo passo?

Model

Entregar as outras quatro unidades planejadas e torcer para que a população as use. O sucesso dessa nona unidade vai determinar se conseguem expandir ainda mais.

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