Um grande canal de disseminação do conhecimento voltado à melhoria do cuidado
Quando o conhecimento encontra estrutura e intenção, ele atravessa fronteiras. A Organização Pan-Americana da Saúde reconheceu o Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente da Fiocruz como uma das experiências mais relevantes nas Américas — uma plataforma nascida em 2017 no Rio de Janeiro que, com quase uma década de operação, acumulou mais de 9 milhões de acessos e se tornou referência continental em educação permanente em saúde. O gesto da Opas não é apenas uma distinção: é um convite para que o modelo seja estudado, adaptado e replicado por outros países e instituições da região.
- A fragmentação do conhecimento científico em saúde pública ainda compromete a qualidade do cuidado oferecido a mulheres, crianças e adolescentes em toda a América Latina.
- O Portal da Fiocruz surgiu como resposta direta a essa lacuna, reunindo instituições de ensino e pesquisa do Brasil em torno de conteúdo baseado em evidências e acessível a profissionais de saúde.
- Com 498 webinares realizados, 750 publicações temáticas e 45 mil usuários cadastrados, a plataforma demonstrou que escala e rigor científico podem coexistir.
- A Opas formalizou o reconhecimento criando uma página dedicada ao Portal em seu site, ampliando sua visibilidade para toda a região das Américas.
- O modelo agora se posiciona como referência exportável — um caminho concreto para que outros países fortaleçam suas próprias práticas assistenciais e políticas públicas em saúde.
A Organização Pan-Americana da Saúde reconheceu oficialmente o Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente da Fiocruz como uma iniciativa de destaque nas Américas. O reconhecimento integra uma estratégia mais ampla da Opas para documentar e disseminar experiências bem-sucedidas em saúde pública que possam orientar políticas e práticas assistenciais em toda a região.
O Portal foi criado em outubro de 2017 pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, com o objetivo de oferecer um espaço permanente de atualização profissional. Com o tempo, cresceu para uma plataforma integrada por instituições de ensino e pesquisa de todo o Brasil, organizada em quatro eixos temáticos: cuidado do recém-nascido de risco, saúde das mulheres, saúde da criança e saúde de adolescentes.
Os números traduzem o impacto acumulado: até janeiro de 2026, mais de 9,3 milhões de acessos, 45 mil usuários cadastrados, 498 webinares realizados e 750 publicações temáticas — tudo alinhado às melhores evidências científicas e aos princípios do SUS. Para Maria Gomes, coordenadora de Ações Nacionais e de Cooperação do Instituto Fernandes Figueira, o reconhecimento reforça o Portal como um grande canal de disseminação de conhecimento voltado à melhoria do cuidado.
Com a criação de uma página dedicada no site da Opas, a Fiocruz consolida sua posição como referência em educação permanente em saúde e abre caminho para que o modelo seja adaptado e replicado em outros países das Américas — mostrando como o compartilhamento sistemático de experiências pode, de fato, transformar sistemas de saúde.
A Organização Pan-Americana da Saúde reconheceu oficialmente o Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, desenvolvido pela Fiocruz, como uma iniciativa de destaque nas Américas. O reconhecimento integra o projeto Boas Práticas em Saúde Pública: Experiências e Lições Aprendidas nas Américas, uma estratégia da Opas para documentar, avaliar e disseminar experiências bem-sucedidas que fortaleçam políticas públicas e práticas assistenciais em toda a região.
O Portal, que começou suas operações em outubro de 2017, nasceu como um esforço do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira para criar um espaço permanente de atualização profissional. Desde então, transformou-se numa plataforma integrada por instituições de ensino e pesquisa de todo o Brasil, oferecendo webinares, postagens temáticas, bibliotecas de referências e recursos educacionais estruturados em torno de quatro eixos: cuidado do recém-nascido de risco, saúde das mulheres, saúde da criança e, mais recentemente, saúde de adolescentes.
Os números refletem o alcance da iniciativa. Até janeiro de 2026, o Portal havia registrado mais de 9,3 milhões de acessos e ultrapassado a marca de 45 mil usuários cadastrados. Durante esse período, foram realizados 498 webinares intitulados Encontros com Especialistas, e publicadas 750 postagens distribuídas entre os quatro eixos temáticos. O conteúdo é sistematizado e baseado nas melhores evidências científicas disponíveis, alinhado aos princípios do Sistema Único de Saúde.
Maria Gomes, coordenadora de Ações Nacionais e de Cooperação do Instituto Fernandes Figueira, vê no reconhecimento da Opas um marco importante para a iniciativa. Segundo ela, o reconhecimento reforça a estratégia como um grande canal de disseminação de conhecimento voltado à melhoria do cuidado de mulheres, crianças e adolescentes, consolidando uma iniciativa que vem contribuindo significativamente para o fortalecimento das práticas em saúde desde sua criação.
O reconhecimento da Opas se concretiza com a criação de uma página dedicada ao Portal no site da organização, ampliando sua visibilidade e reforçando seu potencial de disseminação, adaptação e replicação em diferentes contextos. Essa presença institucional consolida a Fiocruz como referência em educação permanente em saúde e abre caminhos para que o modelo seja estudado e implementado em outras instituições e países das Américas. A iniciativa exemplifica como a documentação e o compartilhamento sistemático de experiências bem-sucedidas podem orientar políticas públicas e estimular a cooperação entre países e instituições na região.
Citações Notáveis
Este reconhecimento reforça a importância da estratégia como um grande canal de disseminação do conhecimento voltado à melhoria do cuidado de mulheres, crianças e adolescentes— Maria Gomes, coordenadora de Ações Nacionais e de Cooperação do Instituto Fernandes Figueira
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que a Opas escolheu especificamente este Portal entre tantas iniciativas em saúde pública nas Américas?
Porque ele faz algo raro: documenta e compartilha conhecimento de forma sistemática, baseado em evidências, e consegue alcançar escala real. Nove milhões de acessos não é um número teórico.
Mas qual é a diferença prática entre ter um portal e ter as mesmas informações espalhadas em artigos acadêmicos?
A diferença é que um portal reúne tudo num lugar, oferece webinares com especialistas, permite que profissionais de diferentes contextos acessem simultaneamente. É educação permanente, não apenas informação estática.
Os números impressionam, mas quem realmente usa isso? Médicos em hospitais públicos? Gestores?
Ambos. O Portal atende profissionais e equipes multiprofissionais. Um gestor pode aprender como melhorar a atenção ao recém-nascido de risco; um enfermeiro pode se atualizar sobre saúde de adolescentes. A estrutura em quatro eixos permite que cada um encontre o que precisa.
E o reconhecimento da Opas muda algo na prática, ou é principalmente simbólico?
Muda. Quando uma organização internacional valida uma experiência, ela ganha credibilidade para ser replicada. Outros países olham e pensam: posso fazer isso também. É o começo de uma disseminação maior.
Qual é o próximo passo natural para o Portal?
Provavelmente adaptar o modelo para contextos diferentes nas Américas. O que funciona no Brasil pode precisar de ajustes em outros países, mas a estrutura e a filosofia já estão provadas.