Na tarde de uma terça-feira, uma indústria química em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, foi consumida por um incêndio de grandes proporções — lembrança de que certos materiais carregam em sua natureza a semente do fogo. Solventes e resinas de poliéster, substâncias presentes no cotidiano industrial, liberam vapores invisíveis que, ao encontrarem uma faísca, transformam espaços de trabalho em cenários de emergência. O evento reacende o debate sobre a vigilância permanente que a química industrial exige e sobre o quanto o conhecimento técnico especializado é, em si, uma forma de proteção col