Brasil amplia proteção contra poliomielite com segunda dose de reforço no calendário infantil

Enquanto dois países ainda têm transmissão ativa, o risco de reintrodução existe
O Brasil mantém vigilância contra a poliomielite apesar de estar livre da doença há 37 anos.

Em um país que não registra casos de poliomielite há 37 anos, o Brasil escolhe não repousar sobre essa conquista: a partir de agosto, uma segunda dose de reforço será incorporada ao calendário vacinal infantil, elevando o esquema para cinco aplicações. A decisão, construída em diálogo com especialistas e organismos internacionais, reconhece que a erradicação de uma doença não é um estado permanente, mas uma vigilância contínua — especialmente enquanto o vírus ainda circula em outras partes do mundo.

  • Apesar de décadas sem casos, o risco de reintrodução do poliovírus permanece real: Paquistão e Afeganistão ainda convivem com transmissão endêmica, e surtos derivados de vacina oral ameaçam regiões com cobertura vacinal insuficiente.
  • A queda nas taxas de vacinação em diversas partes do mundo acende um alerta silencioso — fronteiras não protegem contra vírus, e a imunidade coletiva exige manutenção constante.
  • O Ministério da Saúde, em articulação com sociedades científicas, secretarias estaduais e municipais e a OPAS, estruturou um novo esquema de cinco doses, todas gratuitas pelo SUS, com o segundo reforço aplicado aos 4 anos de idade.
  • Crianças com vacinação incompleta poderão atualizar o calendário nas Unidades Básicas de Saúde, garantindo que nenhuma fique desprotegida na transição para o novo esquema.

A partir de 3 de agosto, o Brasil acrescenta mais uma camada à sua proteção contra a poliomielite: uma segunda dose de reforço no calendário vacinal infantil, tornando o esquema completo de cinco aplicações — todas oferecidas gratuitamente pelo SUS. O novo reforço será aplicado aos 4 anos de idade, somando-se às doses dos 2, 4 e 6 meses de vida e ao primeiro reforço aos 15 meses.

A decisão foi construída em diálogo com a Câmara Técnica Assessora em Imunizações, sociedades científicas, conselhos de secretários de saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde. Desde novembro de 2024, o país utiliza exclusivamente a vacina injetável inativada, tendo abandonado completamente a versão oral.

O Brasil está livre da poliomielite desde 1989 e recebeu certificação oficial de área livre do vírus em 1994, junto com as demais Américas. Ainda assim, as autoridades rejeitam qualquer complacência: apenas Paquistão e Afeganistão ainda enfrentam transmissão endêmica, e surtos de poliovírus derivados de vacina oral continuam emergindo em regiões onde a cobertura vacinal caiu abaixo de níveis seguros.

A nova dose é recomendada para crianças menores de 5 anos que já completaram o esquema básico e receberam o primeiro reforço. Quem estiver com a vacinação atrasada poderá regularizar a situação nas Unidades Básicas de Saúde. O objetivo é duplo: proteger cada criança individualmente e preservar a barreira coletiva que impede o vírus de encontrar caminho de volta a um país que já o eliminou.

A partir de 3 de agosto, o Brasil vai ampliar sua estratégia de proteção contra a poliomielite ao incluir uma segunda dose de reforço no calendário de vacinação infantil. A mudança, anunciada pelo Ministério da Saúde, eleva o esquema vacinal de quatro para cinco aplicações da vacina inativada poliomielite, todas oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

O novo cronograma mantém o padrão estabelecido: as três primeiras doses continuam sendo aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço permanece marcado para os 15 meses. A novidade é a inclusão de um segundo reforço aos 4 anos de idade. Essa estrutura foi desenhada para garantir proteção prolongada e sustentar os níveis de imunidade coletiva em patamares que impeçam a circulação do vírus no território nacional.

Desde novembro de 2024, o Brasil utiliza exclusivamente a vacina injetável, tendo descontinuado completamente o uso da vacina oral. A decisão de ampliar o esquema foi construída em diálogo com a Câmara Técnica Assessora em Imunizações, sociedades científicas, conselhos de secretários de saúde estaduais e municipais, além da Organização Pan-Americana da Saúde. Essa articulação reflete a seriedade com que as autoridades tratam a questão, mesmo diante de um cenário que pode parecer tranquilizador à primeira vista.

O Brasil está livre da poliomielite há 37 anos. Em 1994, o país recebeu certificação oficial de área livre da circulação do poliovírus, junto com os demais países das Américas. Nenhum caso foi registrado desde 1989. Apesar dessa realidade, as autoridades de saúde insistem que a vigilância e a vacinação continuam absolutamente essenciais. Apenas dois países no mundo ainda enfrentam transmissão endêmica da doença: Paquistão e Afeganistão. Além disso, surtos causados por poliovírus derivados de vacina têm emergido em regiões onde as coberturas vacinais caíram abaixo de níveis seguros.

A recomendação da nova dose é direcionada a crianças menores de 5 anos que já completaram o esquema básico e receberam o primeiro reforço. Crianças com vacinação incompleta poderão atualizar seu calendário nas Unidades Básicas de Saúde. O objetivo declarado é duplo: fortalecer a proteção individual de cada criança e manter a barreira coletiva que impede a reintrodução do vírus em um país que já o eliminou. A medida representa uma aposta na continuidade da erradicação, não na complacência diante dela.

A ampliação do esquema busca garantir proteção por mais tempo e manter elevados os níveis de imunidade coletiva, considerados fundamentais para impedir a circulação do vírus
— Ministério da Saúde
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o Brasil decide ampliar o esquema vacinal agora, se a poliomielite foi eliminada há quase 40 anos?

Model

Porque a eliminação de um vírus em um país não significa que ele deixou de existir no mundo. Enquanto Paquistão e Afeganistão ainda têm transmissão ativa, o risco de reintrodução existe. E a história recente mostra que quando a cobertura vacinal cai, o vírus reaparece.

Inventor

Qual é a diferença entre ter cinco doses em vez de quatro?

Model

Não é apenas um número. Cada reforço adicional estende o período de proteção e eleva a imunidade coletiva — aquela barreira que protege até quem não pode ser vacinado. Uma segunda dose aos 4 anos garante que a criança entre na escola com proteção reforçada.

Inventor

A vacina injetável é mais segura que a oral que era usada antes?

Model

A mudança para a vacina inativada foi uma decisão técnica importante. A vacina oral, embora eficaz, carrega um risco mínimo mas real de causar poliomielite em pessoas imunodeprimidas. A injetável elimina esse risco.

Inventor

Quem decidiu isso? Foi uma escolha do Brasil sozinho?

Model

Não. A decisão envolveu especialistas da câmara técnica de imunizações, sociedades científicas, secretários de saúde estaduais e municipais, e a OPAS. É uma decisão coletiva, baseada em evidência.

Inventor

E se os pais não levarem os filhos para essa nova dose?

Model

Aí volta o risco antigo. Surtos de poliovírus derivados de vacina já ocorreram em regiões com baixa cobertura. A imunidade coletiva funciona quando a maioria está protegida. Se cai abaixo de certo patamar, o vírus encontra espaço.

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