Policlínica reforça prevenção e diagnóstico precoce do diabetes no Brasil

Diabetes não controlado causa complicações graves incluindo doenças cardiovasculares, insuficiência renal, perda de visão, lesões nos nervos e amputações.
Um terço dos brasileiros com diabetes ainda não sabe que tem
Dado alarmante que mostra por que o diagnóstico precoce é tão importante na luta contra a doença.

Em um país onde 16,6 milhões de pessoas convivem com o diabetes e um terço delas sequer sabe disso, a Policlínica Estadual da Região do Entorno, em Formosa, ergue sua voz como um farol de consciência. A doença avança em silêncio, moldando corpos e destinos antes que qualquer alarme soe. Diante desse cenário, a unidade de saúde reafirma uma verdade antiga: prevenir é, quase sempre, escolher — e escolher começa com conhecimento.

  • O Brasil ocupa o sexto lugar no ranking mundial de diabetes, com milhões vivendo à margem do próprio diagnóstico — uma epidemia invisível que cresce sem ser nomeada.
  • Sem tratamento, a doença silenciosa se transforma em ataques cardíacos, falência renal, cegueira e amputações — um custo humano devastador que poderia ser evitado.
  • A policlínica de Formosa mobiliza profissionais de saúde para educar a população sobre fatores de risco modificáveis, como alimentação inadequada, sedentarismo e excesso de peso.
  • A nutricionista da unidade aponta que a maioria dos casos de diabetes tipo 2 pode ser prevenida com mudanças concretas na rotina — escolhas alimentares conscientes e movimento regular.
  • O caminho para conter o avanço da doença passa por exames periódicos e acompanhamento médico, especialmente para quem já carrega fatores de risco identificados.

O diabetes cresce em silêncio no Brasil. Com cerca de 16,6 milhões de pessoas diagnosticadas, o país ocupa a sexta posição no ranking global da doença — mas o número real pode ser ainda maior: um terço dos brasileiros com diabetes não sabe que o tem, vivendo sem tratamento enquanto o corpo muda por dentro.

A Policlínica Estadual da Região do Entorno, em Formosa, tem trabalhado para romper esse silêncio. A unidade orienta a população sobre o que é a doença — uma falha na produção ou no uso da insulina que faz a glicose se acumular no sangue — e sobre as consequências de ignorá-la: doenças cardiovasculares, insuficiência renal, perda de visão, danos nos nervos e amputações.

A boa notícia é que o diabetes tipo 2, o mais comum, pode ser prevenido. A nutricionista Mayla Thayline dos Santos é direta: os fatores de risco — excesso de peso, sedentarismo, alimentação inadequada, pressão alta — são, em grande parte, modificáveis. Priorizar alimentos naturais, aumentar o consumo de fibras, reduzir açúcar e sal, manter-se ativo e hidratado. Pequenas escolhas diárias que fazem diferença real.

O problema é que a doença raramente avisa que está chegando. Sede excessiva, cansaço, visão embaçada e feridas que não cicatrizam são sinais possíveis — mas o diabetes tipo 2 frequentemente evolui sem sintomas visíveis. Por isso, quem tem fatores de risco precisa de exames periódicos e acompanhamento médico regular. Não como precaução excessiva, mas como ato de cuidado com a própria vida.

A diabetes cresce silenciosamente entre os brasileiros. Segundo a Federação Internacional de Diabetes, cerca de 589 milhões de adultos em todo o mundo vivem com a doença, e o Brasil ocupa a sexta posição no ranking global, com aproximadamente 16,6 milhões de pessoas diagnosticadas. O número seria ainda maior se não fosse um dado perturbador: um terço dos brasileiros que têm diabetes ainda não sabe disso. Eles vivem com a doença sem tratamento, sem controle, sem saber que seus corpos estão mudando.

A Policlínica Estadual da Região do Entorno, em Formosa, tem se dedicado a mudar essa realidade. A unidade trabalha para que mais pessoas entendam o que a diabetes é e, mais importante, como evitá-la. A doença ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não consegue usar esse hormônio de forma adequada, deixando a glicose acumular no sangue. Quando não controlada, as consequências são severas: ataques cardíacos, falência renal, cegueira, danos aos nervos, amputações. A lista de complicações é longa e assustadora.

Mas há esperança no controle. Os fatores de risco para o diabetes tipo 2 — o tipo mais comum — são bem conhecidos: excesso de peso, falta de movimento, alimentação ruim, pressão alta, colesterol elevado, histórico familiar, idade avançada. Todos eles, em maior ou menor medida, podem ser modificados. A nutricionista Mayla Thayline dos Santos, que trabalha na policlínica, é clara sobre isso: a maioria dos casos de diabetes tipo 2 pode ser prevenida ou retardada. Não é necessário esperar pela doença. Pequenas mudanças na rotina diária fazem diferença real.

A alimentação é o ponto de partida. Frutas, verduras, legumes, grãos integrais, proteínas magras e alimentos naturais ajudam a manter a glicose sob controle. O oposto também é verdadeiro: alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas e produtos cheios de gordura saturada empurram o corpo na direção errada, favorecendo ganho de peso e aumentando o risco de diabetes. Segundo Santos, as escolhas alimentares conscientes não são apenas parte do tratamento — são parte da prevenção. Priorizar alimentos naturais, aumentar fibras, reduzir açúcar e sal, manter-se hidratado. Essas atitudes ajudam no controle da glicemia, equilibram o metabolismo e melhoram a qualidade de vida.

Mas nem sempre a doença avisa que está chegando. Alguns sinais são óbvios: sede excessiva, vontade frequente de urinar, fome constante, perda de peso sem razão aparente, cansaço extremo, visão embaçada, feridas que cicatrizam lentamente. Porém, especialmente no diabetes tipo 2, a doença pode evoluir de forma silenciosa, quase invisível, até que o dano já tenha começado. Por isso, pessoas com fatores de risco — e há muitas delas — precisam de acompanhamento médico regular e exames periódicos. Não é paranoia. É prevenção. É a diferença entre viver com a doença controlada e viver com as suas consequências.

A maioria dos casos de diabetes tipo 2 pode ser prevenida ou retardada por meio da adoção de hábitos saudáveis
— Mayla Thayline dos Santos, nutricionista da Policlínica Estadual da Região do Entorno
Escolhas alimentares conscientes fazem parte do tratamento e da prevenção
— Mayla Thayline dos Santos
The Hearth Conversation Another angle on the story
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Por que um terço dos brasileiros com diabetes ainda não sabe que tem a doença?

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Porque o diabetes tipo 2 é silencioso. Ele não dói, não causa sintomas óbvios no começo. A pessoa pode estar anos com glicose alta no sangue sem sentir nada, até que aparecem as complicações — aí é tarde demais.

Inventor

E como a policlínica está tentando mudar isso?

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Reforçando a importância do diagnóstico precoce e da prevenção. Se as pessoas entendem os fatores de risco e fazem exames regularmente, conseguem pegar a doença cedo ou evitá-la completamente.

Inventor

Quais são esses fatores de risco?

Model

Excesso de peso, sedentarismo, alimentação ruim, pressão alta, colesterol elevado, histórico familiar. Basicamente, o estilo de vida moderno. Mas a boa notícia é que quase todos podem ser modificados.

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E se alguém já tem diabetes?

Model

O controle é possível. Alimentação equilibrada, atividade física regular, controle de peso, acompanhamento médico. Sem isso, as complicações são graves — doenças do coração, insuficiência renal, perda de visão, amputações.

Inventor

Parece que a alimentação é a chave?

Model

É uma das chaves. Frutas, verduras, grãos integrais, proteínas magras fazem diferença. O problema é que alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas são mais acessíveis e convenientes para muita gente.

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Então é um problema de educação e acesso?

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Dos dois. A educação ajuda as pessoas a entender por que precisam mudar. Mas sem acesso a alimentos saudáveis e a acompanhamento médico, a educação sozinha não resolve.

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