Dez minutos dentro da casa. Depois, apenas fuga e morte.
Em Governador Valadares, a morte de uma empresária de 34 anos — assassinada dentro de sua própria casa por homens disfarçados de entregadores — revelou uma trama de encomenda que aponta para seu ex-marido como mandante. Quase um mês após o crime, a polícia indiciou Roney Costa Vieira e o intermediário que teria recebido R$ 80 mil para contratar os executores, mas ambos seguem foragidos. É o momento em que a Justiça nomeia os responsáveis, mas ainda não os alcança — e a busca continua como lembrança de que nomear não é o mesmo que encerrar.
- Ingrid Emanuelle Santos foi morta com brutalidade dentro de casa por dois homens que se passaram por entregadores — uma violência que expõe a vulnerabilidade do espaço doméstico como lugar de falsa segurança.
- Os executores já estão presos, capturados em um ônibus em Goiás com arma, joias da vítima e documentos de moto — mas os cérebros do crime seguem em liberdade.
- O ex-marido Roney Costa Vieira, indiciado como mandante, e o intermediário Luiz Carlos de Souza Oliveira, que teria recebido R$ 80 mil para organizar o assassinato, desapareceram antes de serem detidos.
- Polícia Federal e Civil do Tocantins se uniram às buscas, com suspeita de que os foragidos estejam na região de Araguaína, perto da fronteira com o Pará — uma fuga que ainda não chegou ao fim.
Na manhã de 10 de setembro, dois homens de capacete e mochila bateram à porta de Ingrid Emanuelle Santos, de 34 anos, empresária em Governador Valadares, fingindo ser entregadores. Ela os deixou entrar. Dez minutos depois, fugiram de moto. Ingrid foi encontrada morta — mãos e pés amarrados com fita de nylon, o pescoço marcado por cortes profundos confirmados como causa da morte.
Quase um mês depois, a Polícia Civil identificou o arquiteto do crime: Roney Costa Vieira, de 42 anos, ex-marido da vítima, indiciado como mandante. Ao seu lado no indiciamento está Luiz Carlos de Souza Oliveira, de 32 anos, funcionário de Roney que teria recebido R$ 80 mil para contratar os dois executores. Ambos estão foragidos.
Os executores, por sua vez, já foram capturados pela Polícia Civil de Goiás dentro de um ônibus de viagem. Com eles, encontraram uma arma, joias que pertenciam a Ingrid e documentos de motocicleta. Têm 30 e 36 anos e já respondem pelo crime.
As buscas pelos foragidos agora contam com o apoio da Polícia Federal e da Polícia Civil do Tocantins. O delegado Luciano Cunha de Lima acredita que Roney e Luiz Carlos possam estar escondidos na região de Araguaína, próximo à divisa com o Pará. A investigação segue aberta, e a captura dos dois permanece como prioridade.
Na manhã de 10 de setembro, dois homens em uma motocicleta se apresentaram à porta da casa de Ingrid Emanuelle Santos como entregadores. Ela tinha 34 anos, era empresária em Governador Valadares. Os homens usavam capacetes e mochilas. Ela os deixou entrar. Dez minutos depois, fugiram na mesma motocicleta. Quando encontraram Ingrid, ela estava morta — as mãos e os pés presos com fita de nylon, o pescoço marcado por cortes profundos que a perícia confirmaria como causa da morte.
Quase um mês depois, a Polícia Civil anunciou na quinta-feira que havia identificado quem planejou tudo. Roney Costa Vieira, ex-marido de Ingrid, com 42 anos, foi indiciado como mandante do crime. Ele continua foragido. Junto com ele desapareceu também o homem que funcionava como intermediário — aquele que havia contratado os executores e recebido o dinheiro para fazê-lo.
Esse intermediário era Luiz Carlos de Souza Oliveira, de 32 anos, que trabalhava para Roney. Segundo o delegado Luciano Cunha de Lima, da Delegacia de Homicídios de Governador Valadares, Luiz Carlos recebeu 80 mil reais para organizar a morte de Ingrid. Ele também foi indiciado e segue desaparecido.
Os dois homens que entraram na casa — os executores — já foram presos. Têm 30 e 36 anos. A Polícia Civil de Goiás os interceptou em um ônibus de viagem. Com eles foram encontrados uma arma de fogo, jóias que pertenciam à vítima e documentos de uma motocicleta. Esses dois já responderam por suas ações. Os foragidos, porém, ainda estão em liberdade.
As buscas agora envolvem a Polícia Federal e a Polícia Civil do Tocantins. O delegado afirmou que acreditam que Roney e Luiz Carlos possam estar escondidos na região de Araguaína, no Tocantins, próximo à divisa com o Pará, ou em outra cidade daquela área. A investigação segue em andamento, e a captura dos dois continua sendo prioridade.
Notable Quotes
Luiz Carlos teria pagado R$ 80 mil para que a ex-mulher dele fosse morta— Delegado Luciano Cunha de Lima, Delegacia de Homicídios de Governador Valadares
The Hearth Conversation Another angle on the story
Como a polícia conseguiu conectar o ex-marido ao crime se ele estava foragido?
Através da investigação dos intermediários. Quando prenderam os executores e o intermediário Luiz Carlos começou a ser interrogado, a cadeia de comando ficou clara — o dinheiro, a organização, tudo apontava para Roney.
E por que Roney teria feito isso?
A polícia não detalhou o motivo publicamente ainda, mas crimes assim geralmente envolvem questões de relacionamento — separação, disputa de bens, ciúmes. O fato de ele ser ex-marido sugere que havia conflito.
Os executores já confessaram?
A fonte não menciona confissão explícita, mas a evidência contra eles é forte — foram presos com a arma, as jóias da vítima, documentos. Isso facilita a acusação.
Por que Roney e Luiz Carlos conseguiram desaparecer?
Provavelmente porque tiveram aviso de que seriam procurados. Luiz Carlos trabalhava para Roney, então tinha acesso a informações. Eles tiveram tempo de sair de Valadares antes da polícia chegar.
A busca por eles é só em Tocantins?
Começou lá, mas a Polícia Federal está envolvida agora. Isso significa que a busca pode se expandir para outros estados ou até para fora do país, dependendo de onde a investigação os levar.