Na fronteira entre o dever e a transgressão, um soldado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul foi detido transportando mercadorias contrabandeadas avaliadas em R$ 2,15 milhões — iPhones e perfumes sem documentação fiscal — enquanto vestia o próprio uniforme que deveria simbolizar a lei. O episódio, ocorrido no Posto Pacuri, na BR-463, em Ponta Porã, levanta questões que transcendem o indivíduo: quando aquele encarregado de combater o crime nas estradas se torna parte do fluxo que deveria interceptar, a confiança nas instituições é que fica retida na fiscalização.