Duas marcas tradicionais criando espaço onde jovens querem estar
Duas marcas que moldaram gerações de brasileiros — uma pelo sabor, outra pela tela — unem-se agora no território onde a Geração Z constrói identidade: o jogo competitivo. A PlayStation e a Guaraná Antarctica lançam um torneio de EA SPORTS FC com final presencial em São Paulo e um PS5 Pro como prêmio, reconhecendo que conquistar o jovem consumidor de hoje exige mais do que publicidade — exige pertencimento. É o momento em que o marketing tradicional cede espaço à experiência vivida.
- Marcas consolidadas enfrentam o desafio urgente de se tornarem relevantes para uma geração que rejeita publicidade passiva e exige participação real.
- A parceria entre PlayStation e Guaraná Antarctica cria tensão criativa ao misturar o universo dos refrigerantes com o dos esports competitivos — territórios que raramente se encontram com tanta ambição.
- O torneio aberto de EA SPORTS FC permite que qualquer jogador com console e internet dispute uma vaga, democratizando o acesso mas elevando o prêmio ao nível mais premium da linha PlayStation.
- A final presencial em São Paulo transforma uma competição digital em espetáculo físico, apostando que a comunidade e o pertencimento são o verdadeiro produto sendo vendido.
- A iniciativa já sinaliza onde o mercado está indo: marcas que não criarem ecossistemas de entretenimento integrados correm o risco de se tornarem invisíveis para seus consumidores futuros.
A PlayStation e a Guaraná Antarctica anunciaram uma parceria para lançar um torneio de EA SPORTS FC voltado à Geração Z — colocando duas marcas icônicas do mercado brasileiro lado a lado no universo dos videogames competitivos, um espaço que historicamente pertencia aos nativos digitais.
O campeonato terá formato híbrido: qualificatórias online abertas a qualquer participante com console e conexão à internet, culminando em uma final presencial em São Paulo. O prêmio principal é um PS5 Pro, a versão mais avançada do hardware da PlayStation — uma escolha que reforça o compromisso das marcas em criar uma experiência de alto nível, não apenas uma ação promocional.
EA SPORTS FC, escolhido como jogo da competição, é a sequência do popular FIFA. Seu apelo tanto para jogadores casuais quanto competitivos o torna estratégico para um torneio que precisa de volume de participantes. São Paulo, centro da indústria de tecnologia e games do país, é a sede natural para o encerramento do evento.
O que torna a iniciativa significativa vai além da mecânica do torneio. A Geração Z não consome marcas como gerações anteriores — eles querem competir, pertencer, ser vistos. Uma campanha tradicional teria pouco efeito; um torneio onde você disputa um prêmio real jogando o que já joga é um convite para dentro, não um discurso de fora. A parceria sinaliza que marcas consolidadas entenderam: não basta estar nas redes sociais — é preciso estar integrado ao ecossistema de entretenimento digital onde o futuro consumidor já vive.
A PlayStation e a Guaraná Antarctica anunciaram uma parceria para criar um torneio de EA SPORTS FC voltado especificamente para a Geração Z. A iniciativa coloca duas marcas brasileiras tradicionais lado a lado em um espaço que historicamente pertencia aos nativos digitais — o dos videogames competitivos.
O campeonato funcionará como uma competição aberta, com participantes disputando a chance de chegar à final presencial, que será realizada em São Paulo. O prêmio principal é um console PS5 Pro, a versão mais avançada do hardware da PlayStation, um objeto de desejo considerável entre jogadores sérios. A escolha de oferecer o equipamento mais premium da linha reforça o compromisso de ambas as marcas em criar uma experiência de alto nível.
A parceria representa uma aposta clara em esports como canal de conexão com consumidores mais jovens. Enquanto a Guaraná Antarctica é uma marca com décadas de presença no mercado brasileiro, a PlayStation domina o universo dos consoles. Juntas, elas buscam criar um ponto de encontro onde o gaming competitivo se torna também uma experiência de marca — não apenas jogar, mas jogar dentro de um universo que essas duas companhias constroem juntas.
EA SPORTS FC, o jogo escolhido para a competição, é a sequência do popular FIFA. Trata-se de um simulador de futebol que combina coleta de cartas, construção de times e partidas em tempo real. É um título que atrai tanto jogadores casuais quanto competitivos, o que torna a escolha estratégica para um torneio que precisa de volume de participantes.
O formato híbrido — qualificatórias online seguidas de final presencial — é cada vez mais comum em iniciativas de esports. Permite que qualquer pessoa com um console e conexão à internet participe, mas mantém o elemento de espetáculo e comunidade que só um evento físico consegue criar. São Paulo, como maior metrópole do país e centro da indústria de tecnologia e games, é a escolha óbvia para sediar o encerramento.
O que torna essa parceria notável é o reconhecimento implícito de que a Geração Z não consome marcas da forma como gerações anteriores consumiam. Eles não querem apenas um refrigerante ou um console — querem fazer parte de algo, competir, ser vistos. Uma campanha tradicional de publicidade teria pouco efeito. Um torneio onde você pode vencer um PS5 Pro jogando o jogo que você já joga, patrocinado por uma marca que você já conhece, é uma proposta diferente. É convidá-los para dentro, não falar para eles de fora.
A iniciativa também sinaliza uma tendência mais ampla: marcas consolidadas percebem que precisam estar onde seus consumidores futuros estão. Não é mais suficiente ter presença em redes sociais. É preciso criar experiências, patrocinar competições, estar integrado ao ecossistema de entretenimento digital. PlayStation e Guaraná Antarctica estão apostando que essa integração resultará em lealdade de marca e, claro, em vendas.
Citações Notáveis
Guaraná Antarctica se une à PlayStation para conquistar a Geração Z— Anúncio da parceria
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que uma marca de refrigerante se une a uma fabricante de consoles para fazer um torneio de videogame?
Porque ambas querem falar com a mesma pessoa — um jovem que joga, que consome, que está online. Sozinhas, cada uma chega a esse público de um jeito. Juntas, criam uma experiência que nenhuma conseguiria sozinha.
Mas qual é o ganho real para a Guaraná Antarctica? Ela vende mais refrigerante porque tem um torneio de EA SPORTS FC?
Não é tão direto assim. O ganho é associação. Quando você é jovem e joga, e vê Guaraná Antarctica patrocinando o torneio que você está participando, a marca fica colada àquele momento de vitória, de comunidade, de diversão. Não é venda imediata. É construção de memória.
E a PlayStation? Ela já vende consoles. Por que precisa de uma parceria assim?
Porque console é um produto caro. Você não compra todo mês. Mas você pode criar razões para que as pessoas pensem em você, que se sintam parte de algo. Um torneio com prêmios reais, com final presencial — isso cria buzz, cria comunidade. Faz a PlayStation parecer não apenas um fabricante, mas um criador de experiências.
A final em São Paulo é importante?
Muito. Online, qualquer um pode participar de qualquer lugar. Mas quando você reúne os melhores jogadores em um lugar, com câmeras, com público, com prêmios sendo entregues ao vivo — isso vira espetáculo. Vira história. É a diferença entre jogar sozinho em casa e ser visto.
Quantas pessoas você acha que vão participar?
Não sabemos ainda. Mas o formato aberto significa que qualquer um com um PS5 e o jogo pode tentar. Pode ser centenas, pode ser milhares. O importante é que a barreira de entrada é baixa — você já tem o console, já joga. Só precisa se inscrever.
Isso vai funcionar? Vai conquistar a Geração Z?
Parcialmente. Vai criar uma conexão com alguns. Vai gerar conteúdo, vai viralizar em redes sociais. Mas conquistar uma geração inteira? Isso é mais longo. Essa é uma peça de um quebra-cabeça muito maior.