Na encruzilhada entre interesses econômicos e orgulho nacional, o presidente Lula escolheu o diálogo direto: ligou para Trump e obteve o que a diplomacia formal ainda não havia conseguido — um retorno à mesa de negociações. As tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos ao Brasil em julho tornaram-se o centro de uma disputa que vai além do comércio, tocando em questões de soberania, reputação e a geometria sempre instável das relações entre grandes nações. Que dois líderes tão distintos tenham encontrado terreno comum, ainda que provisório, lembra que o pragmatismo, quando bem conduzido, pode