Em política, a credibilidade é uma moeda que, uma vez gasta, raramente se recupera. Flávio Bolsonaro, ao repetir o padrão paterno de disseminar falsidades sobre urnas eletrônicas diante de embaixadores, não cometeu apenas um erro de comunicação — selou sua relação com a elite empresarial brasileira, que, movida mais pelo medo de interferências externas do que por afinidade com Lula, já projeta seu cálculo para 2030. O pragmatismo, e não o entusiasmo, governa as grandes decisões nos bastidores do poder.