Em um momento em que o Brasil se aproxima de um novo ciclo eleitoral, o Procurador-Geral da República Paulo Gonet buscou um caminho entre a compaixão e a cautela democrática: manter Jair Bolsonaro em prisão domiciliar por razões humanitárias, mas tornar mais explícitas as fronteiras que separam o confinamento da influência política. A carta lida publicamente pelo senador Flávio Bolsonaro em 11 de julho trouxe à superfície uma tensão que já existia — a de como conciliar um benefício concedido por humanidade com a proteção da integridade do processo eleitoral. A palavra final, como tantas vezes