Vinte anos separam dois anúncios quase idênticos: Lula voltou a chamar uma descoberta de petróleo de 'passaporte para o futuro', desta vez na Foz do Amazonas, como havia feito com o pré-sal em 2006. Entre os dois momentos, a Petrobras viveu seu ciclo mais sombrio — endividamento recorde, captura política e o epicentro da Lava Jato. A repetição do discurso levanta uma questão que o Brasil ainda não respondeu: o que uma nação faz com uma riqueza que suas instituições ainda não aprenderam a proteger?