O medo de escassez, aquele que dominava antes, foi embora
Quando as rotas do medo se reabrем, os preços falam antes dos diplomatas. Nesta quarta-feira, o petróleo Brent recuou 4,3% e o WTI 3,9%, tocando os menores patamares desde o início do conflito entre Irã e Israel — sinal de que o Estreito de Ormuz, artéria por onde flui boa parte da energia do mundo, voltou a pulsar com relativa normalidade. Um acordo provisório entre Teerã e Washington, somado ao aumento de produção nos países do Golfo, devolve ao mercado global uma estabilidade que parecia distante há poucos meses.
- O Brent chegou a US$ 73,12 durante o pregão — seu menor valor desde fevereiro — enquanto o WTI ficou abaixo de US$ 70 pela primeira vez desde março, marcando uma queda expressiva em um único dia.
- Três petroleiros retidos no Estreito de Ormuz finalmente deixaram a região nesta quarta-feira, carregando juntos cerca de 5 milhões de barris, dois deles com destino à Ásia.
- O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, confirmou que aproximadamente 20 milhões de barris atravessaram o estreito nas últimas 24 horas, próximo aos níveis pré-conflito — apesar de minas iranianas ainda exigirem cautela.
- Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque ampliaram produção e exportações, reforçando a pressão baixista sobre os preços e sinalizando que a oferta regional se reorganiza.
- Trump foi além dos números oficiais, afirmando que 19 milhões de barris passaram pelo estreito em um dia — volume que, segundo ele, supera os patamares anteriores à guerra.
Os preços do petróleo registraram quedas expressivas nesta quarta-feira, com o Brent fechando a US$ 73,74 após recuar 4,3% e o WTI encerrando o dia a US$ 70,34, com baixa de 3,9%. Foram os menores valores desde fevereiro e março, respectivamente, e os mais baixos desde o início do conflito entre Irã e Israel.
O movimento foi impulsionado pela retomada do fluxo pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa parcela significativa da produção global de petróleo. O secretário de Energia americano, Chris Wright, participou do Fórum Global de Energia da Reuters em Nova York e informou que cerca de 20 milhões de barris atravessaram o estreito nas últimas 24 horas. Ele reconheceu que minas iranianas haviam retardado a normalização, mas avaliou que o risco de interrupções maiores diminuiu consideravelmente.
Três petroleiros que estavam retidos na região deixaram o estreito no mesmo dia, transportando juntos aproximadamente 5 milhões de barris — dois deles com destino à Ásia. O movimento se insere em um acordo provisório entre Irã e Estados Unidos que tem permitido a liberação gradual de cargas paradas no Golfo Pérsico.
A pressão sobre os preços também veio pelo lado da oferta: Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque ampliaram produção e exportações, reforçando a tendência de queda. O presidente Donald Trump, por sua vez, afirmou que 19 milhões de barris passaram pelo estreito em um único dia — volume que, segundo ele, supera os níveis pré-guerra. A combinação de rotas normalizadas, oferta em expansão e diplomacia em curso aponta para uma fase de maior estabilidade no mercado global de energia.
Os preços do petróleo caíram significativamente nesta quarta-feira, atingindo seus níveis mais baixos desde o início do conflito entre Irã e Israel. O barril de Brent, referência internacional do mercado, recuou 4,3%, fechando a sessão a US$ 73,74. O WTI, principal índice americano, caiu 3,9% e terminou o dia cotado a US$ 70,34. Durante o pregão, o Brent chegou a ser negociado a US$ 73,12, seu menor valor desde 27 de fevereiro, enquanto o WTI ficou abaixo de US$ 70 pela primeira vez desde 2 de março.
O principal fator por trás dessa queda foi a retomada do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais críticas do mundo, por onde passa uma parcela significativa da produção global de petróleo. Segundo Chris Wright, secretário de Energia dos Estados Unidos, o volume de transporte na região já retornou a patamares próximos aos observados antes do conflito. Durante sua participação no Fórum Global de Energia da Reuters em Nova York, Wright informou que aproximadamente 20 milhões de barris atravessaram o estreito nas últimas 24 horas. Ele reconheceu que a presença de minas iranianas na região havia retardado a normalização do tráfego, mas afirmou que o risco de interrupções mais amplas diminuiu consideravelmente.
Dados de navegação confirmaram essa recuperação: três petroleiros que estavam retidos na área deixaram o estreito nesta quarta-feira. Essas três embarcações transportam conjuntamente cerca de 5 milhões de barris de petróleo, sendo que duas delas seguem com destino à Ásia. Esse movimento ocorre em contexto de um acordo provisório entre Irã e Estados Unidos, que tem permitido a liberação gradual de cargas que permaneciam paradas no Golfo Pérsico.
Além da melhora no fluxo marítimo, os preços também sofreram pressão do aumento da produção e das exportações de petróleo em países do Golfo. Os Emirados Árabes Unidos já recuperaram a maior parte de seus níveis de produção anteriores ao conflito, enquanto Kuwait e Iraque ampliaram significativamente seus embarques para o mercado internacional. Essa expansão da oferta regional reforça a tendência baixista nos preços globais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu números ainda mais otimistas nesta quarta-feira, afirmando que 19 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz em um único dia. Segundo sua avaliação, esse volume supera os níveis observados antes da guerra, que variavam entre 16 milhões e 18 milhões de barris diários. A convergência de uma oferta recuperada, rotas marítimas normalizadas e um acordo diplomático em andamento sugere que o mercado global de energia está entrando em uma fase de maior estabilidade após meses de volatilidade e incerteza.
Citas Notables
A normalização do tráfego foi retardada pela presença de minas iranianas na região, mas o risco de interrupções mais amplas diminuiu— Chris Wright, secretário de Energia dos EUA
19 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz em um único dia, superando os níveis observados antes da guerra, que variavam entre 16 e 18 milhões de barris diários— Donald Trump, presidente dos EUA
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que a retomada do Estreito de Ormuz foi tão decisiva para os preços caírem?
Porque esse estreito é o gargalo do mundo. Se o fluxo ali está interrompido ou em risco, o mercado assume que a oferta global vai apertar, e os preços sobem por puro medo. Quando a rota se normaliza, aquele medo desaparece.
Mas havia minas iranianas lá. Como isso foi resolvido?
Não foi completamente resolvido. O que mudou foi a percepção de risco. As minas ainda estão lá, mas o acordo entre Irã e EUA criou uma situação onde ambos têm incentivo em manter a rota aberta. É mais uma trégua do que uma solução.
Os números do Trump sobre 19 milhões de barris — isso é realmente mais do que antes da guerra?
Segundo ele, sim. Antes eram 16 a 18 milhões por dia. Agora 19. Mas o importante é que o mercado acreditou nisso o suficiente para vender petróleo agressivamente.
E os países do Golfo aumentando produção — eles estão fazendo isso por quê?
Porque podem. Quando a rota está segura e há demanda, é o momento de bombar mais e ganhar market share. Kuwait, Iraque, Emirados — todos estão acelerando.
Isso significa que os preços vão continuar caindo?
Não necessariamente. Isso significa que o piso mudou. O mercado agora precisa de uma razão diferente para subir — talvez uma nova crise, ou uma queda na demanda global. Mas o medo de escassez, aquele que dominava antes, foi embora.