Goldman vê petróleo em queda gradual, mas com novo piso em US$ 70-75

O novo piso marca um mercado que aprendeu a viver com a incerteza
Goldman Sachs avalia que petróleo Brent encontrará suporte entre US$ 70-75, refletindo riscos geopolíticos persistentes no Oriente Médio.

Após um acordo provisório entre Washington e Teerã aliviar a tensão no Oriente Médio, o Goldman Sachs oferece ao mercado não uma promessa de queda livre, mas uma lição de paciência: os preços do petróleo recuarão, sim, porém de forma gradual, ancorados pela memória dos estoques esgotados e pela sombra persistente do Estreito de Ormuz. O Brent, que fechou a semana em torno de US$ 80 por barril, encontrará seu novo chão entre US$ 70 e US$ 75 — um patamar que reflete menos euforia diplomática e mais a prudência de quem sabe que uma trégua de 60 dias ainda não é paz.

  • O acordo EUA-Irã reduziu o pânico imediato, mas o mercado já precificou o alívio — o que resta é incerteza, não celebração.
  • O Estreito de Ormuz, por onde passa um quarto do petróleo marítimo mundial, segue parcialmente reaberto e totalmente vigiado.
  • Estoques globais drenados durante meses de conflito impedem qualquer queda brusca, mesmo com a oferta iraniana voltando a circular.
  • Apostas mais agressivas em US$ 50-60 por barril existem, mas o Goldman Sachs as trata como otimismo prematuro diante de uma trégua ainda frágil.
  • O destino dos preços nos próximos meses se resume a uma pergunta: os 60 dias de negociação se converterão em um acordo permanente entre Washington e Teerã?

O petróleo não vai despencar — essa é a mensagem do Goldman Sachs aos mercados após o entendimento provisório entre Estados Unidos e Irã. O Brent encerrou a sexta-feira perto de US$ 80 por barril, bem abaixo dos picos da escalada militar, mas ainda acima dos níveis pré-conflito. O alívio diplomático foi real, porém o banco avalia que o mercado já absorveu a maior parte do impacto positivo da notícia.

O que vem a seguir é uma acomodação lenta. Jerome Dortmans, co-chefe global de negociação de petróleo e derivativos do Goldman Sachs, projeta um primeiro patamar de sustentação entre US$ 70 e US$ 75 por barril. A reconstrução dos estoques globais, drenados durante os meses de guerra, e a velocidade de normalização da oferta são os fatores que ditarão o ritmo dessa queda gradual.

O Estreito de Ormuz permanece no centro da equação. A reabertura parcial da rota — por onde trafega cerca de um quarto de todo o petróleo transportado por mar — é um alívio, mas não dissolve os riscos geopolíticos. O acordo prevê 60 dias de negociações com retomada parcial das exportações iranianas, um passo importante que ainda carece de solidez.

Há quem aposte em quedas para a faixa de US$ 50-60, caso as negociações avancem rapidamente. O Goldman descarta esse cenário como prematuro e mantém uma leitura conservadora: o Brent deve encerrar o ano próximo dos níveis atuais. O novo piso de US$ 70-75 só será testado se a trégua de 60 dias se transformar em algo mais permanente — e essa continua sendo a grande incógnita do mercado.

O petróleo não vai despencar. Isso é o que o Goldman Sachs está dizendo aos mercados após o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã que abrandou a crise no Oriente Médio. Na sexta-feira, o Brent fechou perto de US$ 80 por barril, enquanto o WTI se mantinha em torno de US$ 76,50 — números que representam uma queda significativa em relação aos picos da escalada militar, mas ainda bem acima do que se via antes do conflito começar.

O alívio diplomático foi real, mas limitado. O banco avalia que o mercado já absorveu a maior parte do impacto positivo do entendimento entre Washington e Teerã. O que vem agora é uma acomodação mais lenta, condicionada pela necessidade de reconstruir os estoques globais que foram drenados durante os meses de guerra e pela velocidade com que a oferta consegue se normalizar. Jerome Dortmans, co-chefe global de negociação de petróleo e derivativos do Goldman Sachs, vê um cenário onde as cotações encontram seu primeiro patamar de sustentação entre US$ 70 e US$ 75 por barril.

O Estreito de Ormuz segue sendo o fio da navalha. Antes do conflito, aproximadamente um quarto de todo o petróleo transportado por via marítima no mundo passava por ali. A reabertura parcial dessa rota crítica é um alívio, mas não elimina os riscos geopolíticos que mantêm os preços elevados. O acordo prevê 60 dias de negociações e permite que o Irã retome suas exportações durante esse período — um passo importante, mas ainda provisório.

Há investidores mais otimistas apostando que o petróleo pode cair para a faixa de US$ 50 a US$ 60 por barril se as negociações avançarem rapidamente e a produção acelerar. O Goldman Sachs considera essa projeção prematura. A instituição mantém uma leitura mais conservadora: o Brent deve encerrar o ano próximo dos níveis atuais, com eventuais recuos ocorrendo de forma gradual ao longo dos próximos anos.

Tudo depende agora de uma coisa: se a trégua de 60 dias consegue se transformar em um acordo duradouro. Enquanto isso não acontecer, o novo piso de US$ 70-75 marca o limite inferior de um mercado que aprendeu a viver com a incerteza do Golfo Pérsico.

O mercado já incorporou grande parte do alívio proporcionado pelo acordo diplomático. A partir daqui, a tendência seria de uma acomodação mais lenta
— Jerome Dortmans, co-head global de negociação de petróleo e derivativos do Goldman Sachs
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que o Goldman acha que US$ 70-75 é o piso e não pode cair mais?

Model

Porque durante a guerra os estoques globais foram consumidos. Mesmo com o petróleo voltando a fluir pelo Estreito de Ormuz, leva tempo para reabastecer. É como esvaziar uma piscina — quando você abre a torneira de novo, não enche da noite para o dia.

Inventor

Então o risco geopolítico ainda está precificado no preço?

Model

Completamente. O acordo é provisório, de 60 dias. Se as negociações fracassarem, voltamos ao caos. O mercado não está apostando que isso foi resolvido — está apostando que foi adiado.

Inventor

Esses investidores que falam em US$ 50-60, o Goldman acha que estão errados?

Model

Não errados, apenas apressados. Eles estão vendo um cenário onde tudo dá certo rapidinho. O Goldman acha mais realista que isso leve anos, não meses.

Inventor

E se as negociações realmente avançarem rápido?

Model

Aí o piso cai. Mas o banco está dizendo: não conte com isso. Prepare-se para viver com preços altos por mais tempo.

Inventor

Qual é o risco maior agora — geopolítico ou de oferta?

Model

Geopolítico. A oferta volta quando o Estreito ficar seguro. O Estreito fica seguro quando Washington e Teerã chegam a um acordo de verdade. Enquanto isso for incerto, o preço fica preso.

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