Nas profundezas do Atlântico equatorial, a quase três quilômetros abaixo da superfície, a Petrobras encontrou o que pode ser um dos últimos grandes capítulos da era do petróleo brasileiro. A descoberta de hidrocarbonetos no poço Morpho, na bacia da Foz do Rio Amazonas, ecoa o que países vizinhos como Guiana e Suriname já viveram — a revelação de que o subsolo guarda riquezas capazes de reconfigurar destinos nacionais. Em um momento em que o mundo debate a transição energética, o Brasil se vê diante de uma escolha que não é nova, mas nunca foi tão carregada de consequências: extrair o que está