Petrobras investe R$ 270 milhões em cultura, maior aporte de sua história

Cultura tem uma força empresarial incrível
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, justifica o maior investimento cultural da história da companhia.

Maior investimento cultural da Petrobras em sua história, com R$ 270 milhões destinados a projetos em todas as regiões do Brasil. Seleção inclui 11 modalidades de patrocínio, com novas categorias de games e incubação cultural, garantindo distribuição regional equitativa.

  • R$ 270 milhões — maior investimento cultural da Petrobras em sua história
  • 11 modalidades de patrocínio, incluindo duas novas: Produção de Games e Incubação e Desenvolvimento Cultural
  • Cada região do Brasil receberá no mínimo 15% do valor total (R$ 40,5 milhões por região)
  • Inscrições abertas até 31 de julho de 2026
  • Mínimo de 25% dos projetos contemplados devem ter realizadores ou temática vinculada a grupos historicamente sub-representados

Petrobras lança Seleção Cultural 2026 com maior investimento da história em projetos culturais, totalizando R$ 270 milhões com foco em diversidade, economia criativa e tecnologia.

Na quarta-feira de julho, a Petrobras anunciou o maior investimento cultural de sua história: R$ 270 milhões destinados a projetos em todas as regiões do Brasil. O anúncio veio acompanhado da presidente da estatal, Magda Chambriard, e do secretário executivo do Ministério da Cultura, Marcio Tavares dos Santos, em um evento que reafirmou a companhia como uma das principais incentivadoras da produção cultural brasileira.

A Seleção Petrobras Cultural 2026 abre inscrições até 31 de julho e representa uma mudança significativa na forma como a estatal distribui recursos para a cultura. O processo será nacional, com critérios transparentes e mecanismos desenhados para alcançar diferentes territórios, realizadores, temas e públicos. Os patrocínios funcionarão por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet, e da Lei do Audiovisual — instrumentos que há décadas estruturam o financiamento cultural no país.

Uma das inovações desta edição é a criação de duas novas modalidades de patrocínio: Produção de Games e Incubação e Desenvolvimento Cultural. Ao todo, serão 11 modalidades disponíveis, ampliando o leque de segmentos que podem ser contemplados. A Petrobras também estabeleceu regras explícitas para garantir que nenhuma região fique para trás. Cada uma das cinco regiões do país receberá no mínimo 15% do valor total — o equivalente a R$ 40,5 milhões por região. Além disso, todos os estados brasileiros e o Distrito Federal deverão receber atividades de pelo menos dois projetos selecionados.

Proponentes sediados no Norte, Nordeste, Centro-Oeste ou no Espírito Santo ganharão pontuação adicional, assim como projetos que se realizem em pelo menos três regiões. A seleção também estabelece que no mínimo 25% dos projetos contemplados tenham realizadores ou temática principal vinculada a grupos historicamente pouco representados nas artes: mulheres, pessoas negras, povos indígenas, comunidades tradicionais, comunidades de terreiros, quilombolas, mestras e mestres da cultura popular, populações nômades, povos ciganos, pessoas LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência. A economia criativa é obrigatória em todas as propostas — as iniciativas devem gerar valor econômico a partir da cultura, mobilizando redes de realizadores, fomentando empreendedorismo e capacitação nas cidades onde atuarão.

Chambriad defendeu a decisão em termos que vão além do setor cultural. "A Petrobras acredita na cultura", disse ela. "Quando falamos que a companhia empurra o PIB deste país, muitos pensam apenas em petróleo, gás, fertilizantes e biocombustíveis, mas a cultura tem uma força empresarial incrível. Com esta seleção pública de 270 milhões estamos promovendo e impulsionando a sociedade brasileira. Isso é arte e cultura, mas é também emprego, renda, reconhecimento internacional."

O cronograma é claro: inscrições de 1º a 31 de julho de 2026. A análise e seleção dos projetos ocorrerá entre agosto e novembro. O resultado será divulgado em 30 de novembro, e as contratações começarão em dezembro. A realização das ações dos projetos patrocinados está prevista para começar em maio de 2027. Não é necessário que as propostas já estejam cadastradas nas Leis de Incentivo para participar.

A Petrobras também anunciou o patrocínio ao Petrobras Futuros — Arte e Tecnologia, um centro cultural tradicional localizado no Flamengo, no Rio de Janeiro. O espaço será reaberto sob nova identidade, com programação das cinco regiões do Brasil. A partir de agosto, o centro ampliará a oferta gratuita de arte e cultura para a população carioca e de todo o país, com projetos nas áreas de Artes Visuais, Artes Cênicas e Música selecionados por chamada pública. A nova fase será inaugurada com a instalação interativa inédita "Sua Energia", da artista Rejane Cantoni, também patrocinada pela Petrobras.

A Petrobras acredita na cultura. Quando falamos que a companhia empurra o PIB deste país, muitos pensam apenas em petróleo, gás, fertilizantes e biocombustíveis, mas a cultura tem uma força empresarial incrível.
— Magda Chambriard, presidente da Petrobras
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a Petrobras decidiu fazer esse investimento agora, neste tamanho?

Model

A companhia está sinalizando que vê a cultura como parte da sua responsabilidade social e também como motor econômico. Não é apenas filantropia — é reconhecer que arte gera emprego, renda e reconhecimento internacional.

Inventor

A distribuição regional parece muito pensada. Por quê?

Model

Porque historicamente o dinheiro da cultura se concentra no Sudeste. Garantir que cada região receba pelo menos 15% e que todos os estados tenham projetos é uma forma de descentralizar poder e recursos.

Inventor

E essa exigência de 25% dos projetos para grupos sub-representados?

Model

É reconhecer que a cultura brasileira tem sido feita por um grupo muito restrito. Mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência — esses grupos precisam de acesso real, não apenas simbólico.

Inventor

A economia criativa como obrigatoriedade muda o que é considerado "cultura"?

Model

Muda, sim. Não é mais apenas fazer arte pela arte. É pensar em como aquele projeto gera trabalho, empreendedorismo, capacitação nas cidades. É cultura que sustenta pessoas.

Inventor

E o Petrobras Futuros, por que reabrir agora?

Model

É um sinal de que a companhia está apostando em espaços permanentes, não apenas em projetos pontuais. Um centro cultural que oferece programação gratuita em Artes Visuais, Cênicas e Música é um compromisso de longo prazo com a cidade.

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