No noroeste paulista, onde há 85 milhões de anos habitavam predadores aquáticos extintos, pesquisadores da UnB e da Universidade de Fernandópolis desenterraram o esqueleto praticamente intacto de um Baurusuchus pachecoi — fruto de 22 anos de trabalho sistemático que transformou uma região comum em sítio paleontológico reconhecido. A descoberta não é apenas um achado científico; é a confirmação de que a paciência e a persistência humana podem resgatar mundos inteiros do silêncio da rocha.