No fundo do Arquipélago de Spermonde, ao largo de Célebes, uma bomba explode a cada 62 minutos — invisível à superfície, mas audível aos hidrofones que cientistas internacionais instalaram no leito do oceano. Durante 16 meses, algoritmos de inteligência artificial analisaram milhares de horas de áudio e confirmaram o que muitos suspeitavam: a pesca com explosivos, proibida há duas décadas, continua a devastar um dos ecossistemas marinhos mais ricos do planeta. Por detrás de cada detonação há um pescador endividado, um sistema de dependência económica secular e um Estado com leis mas sem meios
Pesca com bombas na Indonésia destrói corais a cada 62 minutos
Milhares de famílias costeiras têm o seu sustento sufocado pela destruição contínua dos ecossistemas marinhos, enquanto espécies protegidas como dugongos, tartarugas e golfinhos são atingidas indiscriminadamente.