Durante décadas, a psicologia tratou a personalidade como algo imutável após a adolescência — uma impressão digital do caráter. Um novo estudo com quase 167 mil participantes, acompanhados ao longo de décadas em quatro países, desafia essa crença com dados: entre os 15 e os 90 anos, traços como extroversão e neuroticismo declinam, enquanto amabilidade e conscienciosidade crescem, em magnitudes comparáveis às maiores transformações da vida humana. A ciência confirma o que a sabedoria popular sempre intuiu, mas raramente mensurou: tornamo-nos pessoas diferentes ao longo do tempo.