Perpétua anuncia supercomputador de R$ 2 mi para Ufac com foco em IA

A mesma capacidade das melhores universidades do mundo
Perpétua Almeida sobre o que o supercomputador entrega aos pesquisadores e alunos da UFAC.

Supercomputador Intel Gaudi2 com 8 aceleradores e 768 GB de memória dedicada chega à UFAC para pesquisa em IA, bioinformática e visão computacional. Investimento de R$ 2 milhões resolve gargalo histórico da universidade, permitindo pesquisadores acessarem capacidade de processamento equivalente às melhores instituições mundiais.

  • Supercomputador Intel Gaudi2 com 8 aceleradores, 768 GB de memória dedicada e até 1 TB de RAM
  • Investimento de R$ 2 milhões articulado por Perpétua Almeida junto ao MCTI e Intel
  • Equipamento permite treinamento de modelos de IA, visão computacional, bioinformática e processamento de imagens médicas
  • Arquitetura permite futuras expansões via clusters para garantir longevidade tecnológica

A Universidade Federal do Acre recebeu um supercomputador de alto desempenho da Intel, articulado por Perpétua Almeida junto ao MCTI, posicionando a instituição na vanguarda de pesquisas em IA e ciência de dados.

A Universidade Federal do Acre viveu uma sexta-feira de transformação tecnológica. Perpétua Almeida, ex-deputada federal, anunciou a chegada de um supercomputador avaliado em R$ 2 milhões para a instituição — um equipamento que promete reposicionar a UFAC no mapa das pesquisas em inteligência artificial, bioinformática e ciência de dados. O anúncio aconteceu no campus, diante do vice-reitor e reitor eleito Josimar Batista, professores e pesquisadores que acompanharam o momento.

O caminho até ali envolveu meses de negociações. Perpétua trabalhou diretamente com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e com a Intel, que doou o equipamento e confirmou oficialmente o investimento para o estado. A máquina — um Servidor de Aprendizado Profundo HLS-Gaudi2 da Intel Habana Labs — não é apenas um computador poderoso. Trata-se de uma infraestrutura que será compartilhada por pesquisadores e estudantes de diferentes unidades e projetos da universidade, criando um recurso comum de processamento de classe mundial.

Perpétua foi direto ao ponto em seu discurso: "A inteligência artificial e a alta tecnologia não podem ser privilégios apenas dos grandes centros do país. Com esse supercomputador, nós estamos entregando para os pesquisadores e alunos da UFAC a mesma capacidade de processamento das melhores universidades do mundo." O reitor eleito Josimar Batista celebrou a parceria e a infraestrutura já preparada. "O nosso data center já está preparado para receber esse equipamento, que já tem o seu espaço garantido," disse, comparando a máquina a uma Ferrari para impulsionar as pesquisas da instituição.

A professora Ana Beatriz Álvares, pesquisadora em visão computacional e inteligência artificial da UFAC, descreveu o investimento como solução para um problema antigo. Seu grupo e outros na universidade trabalham com algoritmos que exigem processamento intenso, mas frequentemente precisam buscar recursos em outras instituições ou na nuvem por falta de capacidade local. Com o novo equipamento, pesquisadores em saúde, geografia, computação e engenharias poderão avançar sem limitações tecnológicas, gerando mais publicações e atraindo alunos para a área.

O servidor que chega à UFAC possui especificações robustas: 8 aceleradores Gaudi2 integrados, 768 gigabytes de memória dedicada de alta velocidade exclusiva para processamento de IA, e até 1 terabyte de memória RAM para suporte imediato de aplicações científicas. Essa arquitetura permite não apenas executar, mas também treinar modelos avançados de inteligência artificial. O sistema garante longevidade tecnológica porque permite futuras expansões através da formação de clusters — agrupamentos de processamento que ampliam a capacidade conforme a demanda cresce.

Com essa infraestrutura, a UFAC terá capacidade de processamento de nível global para rodar estudos em áreas estratégicas que demandam extrema potência computacional. As principais aplicações incluem inteligência artificial generativa e grandes modelos de linguagem, ciência de dados, visão computacional, bioinformática e processamento de imagens médicas. O que antes era um gargalo estrutural — a falta de poder computacional para pesquisa de ponta — deixa de ser obstáculo. A universidade entra agora em um território que até pouco tempo parecia reservado aos grandes centros urbanos do país.

A inteligência artificial e a alta tecnologia não podem ser privilégios apenas dos grandes centros do país
— Perpétua Almeida
Nós já trabalhamos com algoritmos que exigem bastante processamento e percebemos que outros grupos de pesquisa também têm essa demanda. Hoje, por não termos essa capacidade na UFAC, muitas vezes precisamos buscar recursos em outros lugares ou na nuvem
— Professora Ana Beatriz Álvares, pesquisadora em visão computacional e IA da UFAC
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que um supercomputador dessa magnitude importa tanto para uma universidade no Acre?

Model

Porque pesquisa em IA e ciência de dados exige processamento que não dá para fazer em máquinas convencionais. Sem isso, pesquisadores precisam ir para outros lugares ou pagar caro por acesso à nuvem. Agora têm tudo aqui.

Inventor

Quem realmente vai usar essa máquina?

Model

Pesquisadores e alunos de várias áreas — saúde, computação, engenharia, geografia. Qualquer um que trabalhe com algoritmos pesados ou treinamento de modelos de IA. É um recurso compartilhado, não exclusivo.

Inventor

Qual é o risco de uma universidade receber um equipamento assim e não conseguir aproveitar?

Model

É real. Exige pessoal qualificado, manutenção, expertise. Mas a UFAC já tem pesquisadores trabalhando nessas áreas, então não é como se estivessem começando do zero.

Inventor

E quanto ao futuro? Essa máquina vai ficar obsoleta?

Model

Não rapidamente. O design permite expandir com clusters, então a universidade pode crescer a infraestrutura conforme precisa. Isso dá longevidade ao investimento.

Inventor

O que muda para os alunos?

Model

Muda tudo. Deixam de ser espectadores de pesquisa de ponta e passam a estar dentro dela. Mais publicações, mais motivação para entrar na área, mais oportunidades de trabalhar com tecnologia de verdade.

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