Por gerações, a ciência debateu se o ser humano é produto da herança biológica ou do ambiente que o molda. Uma neurocientista propõe agora um novo conceito — 'permitências' — para nomear aquilo que a dicotomia clássica nunca conseguiu capturar: as propriedades concretas e mutáveis que emergem da biologia e abrem possibilidades antes inexistentes. A proposta não encerra o debate, mas o transforma, sugerindo que nos fazemos continuamente através da dança entre o que somos capazes de ser e o que nos é dado viver.