quase levou, mais uma vez, o presidente à morte
Jair Bolsonaro permanece internado em UTI em Brasília com broncopneumonia bacteriana bilateral, o episódio mais grave de sua já extensa história clínica. Seu filho Carlos, vereador pelo Rio de Janeiro, acusou a Polícia Federal de ter colocado a vida do ex-presidente em risco durante uma perícia — afirmação feita sem apresentação de provas. Enquanto a família e a defesa mobilizam recursos jurídicos em direção ao STF, o corpo de um homem marcado por 14 cirurgias desde 2018 continua sendo o palco onde política e medicina se entrelaçam de forma inseparável.
- Carlos Bolsonaro lançou nas redes sociais uma acusação grave contra a Polícia Federal, afirmando que uma perícia médica quase matou seu pai — sem oferecer qualquer evidência.
- O ex-presidente está internado em UTI desde 13 de março com broncopneumonia bilateral, diagnosticada como o pior episódio pulmonar de sua vida.
- Apesar de um boletim médico indicar melhora clínica parcial e queda nos marcadores inflamatórios, Bolsonaro segue sem previsão de alta e sob suporte semi-intensivo.
- A defesa aguarda um laudo atualizado para decidir se pedirá prisão domiciliar ao STF, tornando a evolução clínica dos próximos dias também uma questão jurídica e política.
- O histórico de 14 cirurgias desde o esfaqueamento de 2018, incluindo três procedimentos em dezembro de 2025, revela a fragilidade acumulada que torna cada internação um evento de alto risco.
Carlos Bolsonaro, vereador pelo Rio de Janeiro, publicou na rede social X uma acusação direta contra a Polícia Federal, afirmando que uma perícia realizada para avaliar o estado de saúde de seu pai quase levou o ex-presidente à morte e que ele ainda corre risco gravíssimo. A declaração, feita sem qualquer comprovação, acirrou o ambiente político em torno da internação de Jair Bolsonaro.
O ex-presidente está hospitalizado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, desde 13 de março, quando passou mal durante uma atividade no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. O diagnóstico é de broncopneumonia bacteriana bilateral, com comprometimento significativo do pulmão esquerdo — descrita por seus médicos como o episódio mais grave de pneumonia que ele já enfrentou. O tratamento inclui antibióticos intravenosos, fisioterapia respiratória e motora, além de monitoramento intensivo.
Um boletim divulgado na quarta-feira trouxe sinais mais alentadores: melhora visível em exames de imagem e redução dos marcadores inflamatórios. Ainda assim, Bolsonaro permanece internado sob suporte semi-intensivo, sem previsão de alta.
A defesa do ex-presidente aguarda um laudo médico atualizado para decidir se acionará o Supremo Tribunal Federal com um pedido de prisão domiciliar. A movimentação jurídica, portanto, depende diretamente da evolução clínica dos próximos dias.
O contexto de saúde de Bolsonaro é longo e delicado. Desde o esfaqueamento sofrido em Juiz de Fora durante a campanha de 2018, ele passou por 14 cirurgias — dez delas ligadas às sequelas do ferimento abdominal. Uma condição crônica, o soluço refratário, pode provocar refluxo e aspiração de substâncias para as vias respiratórias, o que teria ocorrido na madrugada do dia 13 de março. Em dezembro de 2025, três novos procedimentos foram realizados, incluindo o bloqueio do nervo frênico direito e esquerdo, na tentativa de controlar os episódios de soluço que persistem há anos.
Carlos Bolsonaro, vereador pelo Rio de Janeiro, afirmou na quinta-feira que uma perícia realizada pela Polícia Federal para avaliar o estado de saúde de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, colocou a vida do ex-chefe do Executivo em risco grave. A acusação foi feita por meio de publicação na rede social X, onde o vereador declarou que o procedimento "quase levou, mais uma vez, o presidente Jair Bolsonaro à morte" e que o ex-presidente "ainda corre risco gravíssimo". Carlos Bolsonaro, porém, não apresentou qualquer comprovação para sustentar a afirmação.
O ex-presidente segue internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star, em Brasília, desde o dia 13 de março, quando passou mal durante uma atividade no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Ele foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, descrita por seus médicos como o episódio mais grave de pneumonia que enfrentou até agora. Exames revelaram comprometimento significativo do pulmão esquerdo, levando à iniciação imediata de tratamento com antibióticos intravenosos e monitoramento intensivo.
Um boletim médico divulgado na quarta-feira apresenta um quadro mais otimista. O documento indica que Bolsonaro apresentou "boa evolução clínica", com melhora parcial visível em exames de imagem e redução relevante dos marcadores inflamatórios. Apesar dessa melhora, ele permanece internado, agora sob suporte semi-intensivo, recebendo antibióticos, fisioterapia respiratória e motora, além de suporte clínico intensivo. Não há previsão de alta hospitalar.
A defesa do ex-presidente aguarda a chegada de um laudo médico atualizado para decidir se acionará o Supremo Tribunal Federal com um pedido de prisão domiciliar. Essa movimentação jurídica depende, portanto, de como evoluir o quadro clínico nos próximos dias.
O histórico de saúde de Bolsonaro é extenso e complexo. Desde que foi esfaqueado durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais, o ex-presidente passou por 14 cirurgias. Dez delas estão diretamente ligadas às sequelas do ferimento abdominal e a complicações de procedimentos posteriores. Uma das condições crônicas que o afeta é o soluço refratário, que pode provocar refluxo e entrada de substâncias na via respiratória — exatamente o que teria ocorrido na madrugada do dia 13 de março.
Três cirurgias foram realizadas em dezembro de 2025. No Natal, foi feita uma herniorrafia inguinal bilateral para corrigir duas hérnias na região da virilha. Nos dias 27 e 29 de dezembro, foram realizados procedimentos para bloquear o nervo frênico, tanto o direito quanto o esquerdo, com o objetivo de reduzir os episódios de soluço que o afligem. Esses procedimentos refletem a complexidade do quadro de saúde do ex-presidente e as tentativas contínuas de seus médicos de melhorar sua qualidade de vida.
Citas Notables
O procedimento quase levou, mais uma vez, o presidente Jair Bolsonaro à morte e ele ainda corre risco gravíssimo— Carlos Bolsonaro, vereador
Bolsonaro apresentou boa evolução clínica, com melhora parcial em exames de imagem e redução relevante de marcadores inflamatórios— Boletim médico do Hospital DF Star
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que a acusação de Carlos Bolsonaro sobre a perícia não foi acompanhada de detalhes técnicos ou provas?
Porque não havia provas a apresentar. O vereador fez uma afirmação pública sem fundamentação, deixando em aberto o que exatamente teria acontecido durante o procedimento.
O boletim médico contradiz a versão de Carlos?
Não exatamente contradiz. O boletim mostra melhora clínica, mas Bolsonaro continua internado na UTI. É possível que Carlos esteja interpretando o procedimento de perícia como um fator de risco adicional em um quadro já delicado.
Por que a defesa espera por um novo laudo antes de acionar o STF?
Porque qualquer pedido de prisão domiciliar precisa de fundamentação médica sólida. Um laudo atualizado que demonstre impossibilidade de Bolsonaro estar em cárcere teria mais peso jurídico.
O soluço refratário é realmente tão perigoso?
Neste caso, sim. Quando causa refluxo que entra nas vias respiratórias, pode levar a infecções como a broncopneumonia que o afetou. É uma complicação séria de uma condição crônica.
As cirurgias de dezembro conseguiram resolver o problema?
Aparentemente não completamente. O soluço continua sendo uma questão, e agora ele enfrenta uma infecção respiratória grave, possivelmente relacionada a essa mesma condição.