Pelo menos dois lusodescentes morrem nos sismos da Venezuela

Pelo menos dois lusodescendentes com ligações à Madeira morreram nos sismos; um português faleceu após resgate dos escombros; cinco portugueses estão desaparecidos.
A situação é muito complicada e muito grave
Palavras do presidente do Governo da Madeira sobre o impacto dos sismos na comunidade madeirense na Venezuela.

Dois grandes sismos varreram a Venezuela na quarta-feira, deixando pelo menos 164 mortos e mais de 900 feridos — e alcançando, com dor particular, a comunidade de descendentes portugueses que há gerações construiu raízes naquele país caribenho. O Governo da Madeira confirmou a morte de pelo menos dois lusodescendentes com ligações à região, enquanto Portugal chora um cidadão que não sobreviveu ao transporte para o hospital após ser retirado dos escombros com vida. Cinco portugueses permanecem desaparecidos, quatro deles da mesma família, num momento em que a distância geográfica pouco atenua a proximidade do luto.

  • Dois sismos de grande magnitude sacudiram a Venezuela, matando pelo menos 164 pessoas e ferindo mais de 900, num desastre que ninguém pôde prever ou conter.
  • A comunidade madeirense foi atingida de forma direta: pelo menos dois lusodescendentes com ligações à Madeira perderam a vida, e cinco portugueses — quatro deles da mesma família — estão desaparecidos.
  • Um cidadão português foi retirado vivo dos escombros, mas não resistiu durante o transporte para o hospital, transformando o alívio do resgate em tragédia.
  • A Madeira respondeu com prontidão: a secretária regional da Proteção Civil colocou-se à disposição para integrar as equipas de resgate que se deslocariam à Venezuela.
  • As operações de busca continuam em curso, mas a contagem de desaparecidos permanece impossível de fechar enquanto as equipas ainda procuram sobreviventes entre os escombros.

Os sismos que abalaram a Venezuela na quarta-feira não ficaram contidos pelas fronteiras do país caribenho. O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, confirmou na quinta-feira, à margem da Festa da Sidra no Funchal, a morte de pelo menos dois cidadãos lusodescendentes com ligações à região autónoma. Descreveu a situação como "muito complicada e muito grave", admitindo que as informações chegavam ainda de forma fragmentada, com as equipas de resgate concentradas em salvar vidas dos escombros.

A resposta da Madeira foi imediata: a secretária regional da Proteção Civil contactou o secretário de Estado responsável e disponibilizou-se para integrar as missões de resgate que partiriam para a Venezuela nos dias seguintes — um gesto de solidariedade concreta para com os seus, mesmo a milhares de quilómetros de distância.

O balanço provisório era devastador para toda a Venezuela: pelo menos 164 mortos e mais de 900 feridos. Para Portugal, a dor tinha rosto e nome. O Governo confirmou a morte de um cidadão português que, apesar de ter sido retirado vivo dos escombros, não sobreviveu ao transporte para o hospital. Outros cinco portugueses permaneciam desaparecidos — quatro deles membros da mesma família —, deixando as autoridades numa corrida contra o tempo.

A catástrofe lembrava, uma vez mais, que os desastres naturais não respeitam fronteiras. A comunidade portuguesa na Venezuela, em grande parte descendente de emigrantes madeirenses que ali construíram as suas vidas, encontrava-se agora entre as vítimas. O número final de mortos e desaparecidos entre os lusodescendentes permanecia incerto, à espera de notícias que chegavam lentamente de um país mergulhado no caos.

Os sismos que sacudiram a Venezuela na quarta-feira deixaram um rasto de destruição que alcançou também a comunidade madeirense. O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, confirmou na quinta-feira que pelo menos dois cidadãos lusodescendentes com ligações à região autónoma morreram nos tremores de terra que varreram o país caribenho.

Albuquerque falava aos jornalistas à margem de uma visita à Festa da Sidra, no Funchal, e não escondeu a gravidade da situação. Descreveu-a como "muito complicada e muito grave", reconhecendo que as informações ainda chegam de forma fragmentada e incompleta. Mesmo assim, através de contactos pessoais que mantém, conseguiu confirmar a morte de pelo menos dois lusodescendentes. O número de desaparecidos permanecia impossível de quantificar naquele momento, uma vez que as operações de resgate estavam ainda em curso, com as equipas focadas em tirar pessoas vivas dos escombros.

A resposta madeirense foi imediata. Micaela Freitas, secretária regional da Proteção Civil, contactou o secretário de Estado responsável pela área e colocou-se à disposição para integrar as equipas de resgate que se deslocariam à Venezuela nos dias seguintes. Era uma forma de a região mostrar solidariedade com os seus, mesmo a milhares de quilómetros de distância.

O balanço oficial provisório dos sismos era devastador. Dois grandes tremores de terra causaram pelo menos 164 mortos e mais de 900 feridos em toda a Venezuela. Mas para Portugal, o impacto era ainda mais próximo e pessoal. O Governo português confirmou que um cidadão português tinha morrido. Tinha sido retirado dos escombros com vida, mas não resistiu durante o transporte para o hospital. Além disso, cinco portugueses permaneciam desaparecidos — quatro deles membros da mesma família — deixando as autoridades portuguesas numa corrida contra o tempo para obter informações sobre o seu paradeiro.

A situação ilustrava como os desastres naturais não respeitam fronteiras nem nacionalidades. A comunidade portuguesa na Venezuela, muitos deles descendentes de emigrantes madeirenses que tinham construído vidas naquele país, encontrava-se agora entre as vítimas de uma catástrofe que ninguém conseguia prever ou evitar. Enquanto as operações de resgate prosseguiam, o número final de mortos e desaparecidos entre os lusodescendentes permanecia incerto, à espera de informações que chegavam lentamente de um país mergulhado no caos.

A situação é muito complicada e muito grave
— Miguel Albuquerque, presidente do Governo da Madeira
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Como é que o Governo da Madeira consegue confirmar estes números quando a situação ainda está tão confusa no terreno?

Model

Albuquerque deixou claro que não tem números oficiais. O que tem são contactos pessoais — pessoas que conhece, que lhe telefonam, que lhe dizem que perderam alguém. É informação fragmentada, mas é real.

Inventor

E os desaparecidos? Por que é que não conseguem contar?

Model

Porque as operações ainda estão a tirar pessoas dos escombros. Ninguém sabe quantas pessoas estão mortas, quantas estão vivas debaixo dos destroços, quantas fugiram. É impossível contabilizar quando tudo está ainda a acontecer.

Inventor

A Madeira está a enviar equipas?

Model

Sim. A secretária regional de Proteção Civil ofereceu-se para integrar as operações de resgate. É uma forma de a região participar, de mostrar que não está indiferente ao que acontece aos seus.

Inventor

Mas há um português que morreu mesmo assim, apesar de ter sido resgatado.

Model

Exatamente. Foi tirado dos escombros vivo, mas o corpo não aguentou. Às vezes o resgate não é suficiente. O trauma, as ferimentos, o tempo que passou debaixo dos destroços — tudo conta.

Inventor

E os cinco desaparecidos?

Model

Ainda ninguém sabe onde estão. Uma família inteira — quatro pessoas — desapareceu. O Governo português está a tentar obter informações, mas numa situação como esta, com 164 mortos em toda a Venezuela, encontrar cinco pessoas específicas é como procurar uma agulha num palheiro.

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