Pazolini vence eleição para prefeito de Vitória com 56,22% dos votos

Uma reafirmação do apoio que Pazolini mantém junto aos eleitores
Pazolini venceu com 56,22% dos votos, quarenta pontos à frente do segundo colocado.

Na noite de domingo, Vitória reafirmou uma escolha já ensaiada pelas pesquisas: Lorenzo Pazolini foi reeleito prefeito da capital capixaba com 56,22% dos votos válidos, encerrando a disputa ainda no primeiro turno. A margem de quarenta pontos sobre João Coser, adversário derrotado pela segunda vez consecutiva, revela menos uma surpresa eleitoral do que a consolidação de um vínculo entre o gestor e seus eleitores. É o tipo de resultado que não apenas renova um mandato, mas confere ao vencedor uma autoridade moral rara para governar.

  • Pazolini venceu com folga tão expressiva que nem foi necessário um segundo turno — algo incomum em capitais estaduais brasileiras.
  • João Coser, ex-prefeito e deputado estadual pelo PT, sofreu sua segunda derrota consecutiva para o mesmo adversário, desta vez com uma diferença ainda mais acachapante.
  • A eleição transcorreu sem grandes sobressaltos, refletindo índices de aprovação sólidos que blindaram Pazolini de qualquer virada de última hora.
  • Para o segundo mandato, a escolha da empresária Cris Samorini como vice sinaliza aproximação com o setor industrial e continuidade administrativa.

Com todas as urnas apuradas, Vitória escolheu manter Lorenzo Pazolini à frente da prefeitura. O prefeito em exercício conquistou 56,22% dos votos válidos, enquanto João Coser, ex-prefeito e deputado estadual pelo PT, ficou em segundo lugar com apenas 15,62% — uma distância de quarenta pontos que transformou a reeleição em algo mais próximo de uma ratificação do que de uma disputa.

Não é a primeira vez que os dois se enfrentam. Em 2020, Pazolini já havia derrotado Coser, mas no segundo turno e com margem menor: 58,50% contra 41,50%. Desta vez, a eleição se resolveu de uma só vez, reflexo de um governo que manteve aprovação consistente ao longo de todo o mandato.

Pazolini tem 42 anos e uma trajetória que passa pela Polícia Civil, pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo e pela Assembleia Legislativa. Foi como delegado na área de proteção à infância que ganhou projeção pública antes de entrar na política. Em 2020, um episódio polêmico — quando invadiu com outros deputados um hospital superlotado para filmar UTIs durante a pandemia, em ação incentivada por Bolsonaro — o colocou sob os holofotes, mas não freou sua ascensão.

Para o segundo mandato, ele terá ao lado a empresária Cris Samorini, ex-presidente da Findes, em substituição à capitã Estéfane, que ocupou a vice-prefeitura na gestão anterior. A escolha sinaliza continuidade e diálogo com o setor produtivo. Pazolini começa o novo ciclo com amplo respaldo popular e sem as concessões que uma vitória mais estreita teria exigido.

Com todas as urnas apuradas, Vitória definiu seu futuro político na noite de domingo. Lorenzo Pazolini, o prefeito em exercício, venceu a disputa pela prefeitura da capital capixaba com 56,22% dos votos válidos, consolidando uma liderança que vinha sendo apontada pelas pesquisas desde o início da campanha. João Coser, ex-prefeito e hoje deputado estadual pelo PT, ficou em segundo lugar com 15,62% dos votos — uma distância de quarenta pontos percentuais que reflete não apenas uma vitória, mas uma reafirmação do apoio que Pazolini mantém junto aos eleitores de Vitória.

Esta é a segunda vez que Pazolini derrota Coser nas urnas. Na eleição anterior, em 2020, o resultado foi ainda mais apertado no segundo turno, quando Pazolini conquistou 58,50% dos votos contra 41,50% do adversário petista. Desta vez, a margem foi tão ampla que a eleição se resolveu já no primeiro turno, sem necessidade de um segundo confronto. Os bons índices de aprovação do governo atual e a consistência das pesquisas ao longo da campanha deixaram claro que Pazolini teria caminho livre para a reeleição.

O prefeito reeleito tem uma trajetória que mistura segurança pública e política. Aos 42 anos, formado em Direito e pós-graduado em Segurança Pública, Pazolini trabalhou como auditor do Tribunal de Contas do Espírito Santo e como delegado da Polícia Civil. Foi na delegacia de proteção à criança e ao adolescente que ganhou visibilidade antes de chegar à política. Em 2019, elegeu-se deputado estadual, cargo que ocupou até 2020, quando então se candidatou à prefeitura de sua cidade natal.

Mas foi um episódio em 2020, poucos meses antes daquelas eleições municipais, que o colocou sob os holofotes de forma mais intensa. Pazolini, junto com outros quatro deputados estaduais, invadiu um hospital superlotado no Espírito Santo para filmar as unidades de terapia intensiva repletas de pacientes internados pela pandemia de Covid-19. A ação foi incentivada pelo então presidente Jair Bolsonaro e gerou repercussão à época, mas não impediu sua eleição para a prefeitura.

Agora, para seu segundo mandato, Pazolini terá como vice a empresária Cris Samorini, que foi presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). Na gestão anterior, sua vice foi a capitã Estéfane. A escolha de Samorini, com sua experiência no setor industrial, sinaliza uma continuidade na administração municipal, com foco em manter as relações com o setor produtivo da capital. O novo governo começa com uma margem confortável de apoio popular e sem a necessidade de negociações complexas que uma eleição mais acirrada teria exigido.

Pazolini mantém apoio consistente desde sua primeira eleição em 2020, quando também venceu Coser
— Resultados eleitorais do TSE
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que Pazolini conseguiu uma margem tão grande desta vez, quando em 2020 o resultado foi bem mais apertado?

Model

Os índices de aprovação do seu governo foram altos o suficiente para que ele não precisasse de um segundo turno. As pesquisas apontavam essa liderança desde o início, e isso afeta como as pessoas votam — quando veem um candidato consolidado, muitos se sentem mais à vontade para apoiá-lo.

Inventor

João Coser é um nome conhecido em Vitória. Como um ex-prefeito termina com apenas 15% dos votos?

Model

Coser perdeu espaço político. Ele está como deputado estadual agora, não está na prefeitura. Quando você sai do cargo executivo, é mais difícil manter a visibilidade e o apoio que tinha. Pazolini, ao contrário, estava ali todos os dias, governando.

Inventor

Aquele episódio do hospital em 2020 — com Bolsonaro — não prejudicou Pazolini?

Model

Aparentemente não. Pode ter ajudado, na verdade, dependendo de quem você pergunta. Para quem apoiava Bolsonaro, foi uma ação corajosa. Para quem não apoiava, talvez tenha sido esquecido ou superado pelos resultados do governo que veio depois.

Inventor

E a escolha de Cris Samorini como vice — o que isso diz sobre os próximos quatro anos?

Model

Diz que Pazolini quer manter diálogo com o setor produtivo, com as indústrias. Samorini vem da Findes, então há uma mensagem clara de continuidade e de abertura para o mercado.

Inventor

Vitória elegeu seu prefeito em primeiro turno com folga. Isso é comum?

Model

Não é tão comum quanto parece. Significa que o candidato tinha apoio muito sólido, que não havia dúvida real sobre o resultado. A maioria das eleições municipais em cidades grandes vai para o segundo turno justamente porque há competição real.

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