Faubert culpa a cor da camisola branca pelo seu insucesso no Real Madrid

A cor branca é que engorda, mas não tinha nenhum problema
Faubert defende-se das críticas sobre sua forma física durante a passagem pelo Real Madrid.

Há histórias no futebol que não se medem em golos nem em títulos, mas em minutos que nunca chegaram a ser suficientes. Franck Faubert, lateral francês que passou apenas 54 minutos com a camisola do Real Madrid, revisitou esse episódio com uma mistura de resignação e clareza: quando o maior clube do mundo telefona, não existe resposta possível que não seja o sim. O que ficou dessa passagem não foi desempenho, mas rumor — e Faubert, anos depois, ainda procura separar a lenda da realidade.

  • Cinquenta e quatro minutos, zero golos e uma avalanche de rumores sobre sonos no banco e treinos falhados — a passagem de Faubert pelo Real Madrid tornou-se sinónimo de oportunidade desperdiçada.
  • O próprio jogador admite que não estava totalmente convencido de quem o contactou, mas a lógica era simples: ninguém recusa o Real Madrid, nem aos 80 anos.
  • A crítica que mais o feriu não foi sobre o tempo de jogo escasso, mas sobre a sua silhueta — uma narrativa que ele considera injusta e que atribui, com ironia, à cor branca da camisola.
  • Para Faubert, o verdadeiro problema nunca foi a forma física nem o profissionalismo, mas a ausência de uma oportunidade real para provar o seu valor em campo.

Franck Faubert sentou-se diante das câmaras da Movistar para revisitar um dos capítulos mais incómodos da sua carreira: os 54 minutos que vestiu a camisola do Real Madrid. Não marcou, não deixou marca, e o que ficou foram rumores — que adormecera no banco, que faltara a treinos. Mas antes disso, houve a transferência em si, descrita com incredulidade e resignação.

Tudo começou com um telefonema de um francês que se apresentou como representante do clube. Faubert não estava totalmente convencido da credibilidade de quem ligava, mas havia uma lógica que o guiava: quando o Real Madrid chama, não se diz não. "Se me ligarem quando tiver 80 anos digo que sim", explicou, resumindo a irrecusabilidade daquela oportunidade.

O que se seguiu foi um desastre silencioso. Chegou a Madrid, mas o campo não o recebeu como esperava. O que mais o incomodou, porém, não foi o tempo de jogo limitado — foi a narrativa sobre a sua forma física. Criticado pela sua silhueta, Faubert respondeu sem rodeios: estava em forma, insistiu, e o problema era a cor da camisola. "A cor branca é que engorda", afirmou, com uma mistura de frustração e leveza.

No fundo, a sua mensagem era outra: "Para demonstrar o nível que tens, deves ter uma oportunidade." Cinquenta e quatro minutos não chegam para provar nada a ninguém — e talvez seja essa a constatação mais honesta que Faubert quis deixar no ar.

Franck Faubert sentou-se diante das câmaras do programa "Los Otros" da Movistar para falar sobre um dos episódios mais constrangedores da sua carreira: os 54 minutos que passou pelo Real Madrid. Não marcou. Não deixou marca. O que ficou foram rumores — alguns diziam que tinha adormecido no banco de suplentes durante um jogo, outros que tinha faltado a um treino. Mas antes de tudo isso, houve a transferência em si, um processo que Faubert descreveu com uma mistura de incredulidade e resignação.

Tudo começou com um telefonema. Uma pessoa francesa contactou-o, apresentando-se como representante do Real Madrid. Faubert admitiu que não estava inteiramente convencido da credibilidade de quem o chamava — poderia ser um agente, poderia ser alguém a fingir sê-lo. Mas havia uma lógica simples que o guiava: quando o Real Madrid telefona, não se diz não. "Se me ligarem quando tiver 80 anos digo que sim", explicou, resumindo a irrecusabilidade de uma oportunidade daquele calibre.

O que se seguiu foi um desastre silencioso. Faubert chegou a Madrid, mas o campo não o recebeu como esperado. Cinquenta e quatro minutos de jogo, nenhum golo, e uma série de comportamentos que alimentaram as suspeitas sobre o seu profissionalismo. Os rumores circulavam nos corredores do estádio e nas páginas dos jornais desportivos.

Mas o que mais o incomodou, aparentemente, não foi o tempo de jogo limitado nem os rumores sobre o seu comportamento. Foi a narrativa que se construiu em torno da sua forma física. Faubert foi criticado pela sua silhueta, pela sua aparência no relvado. E foi precisamente isso que ele quis esclarecer no programa da Movistar. "Nunca fui um jogador magro", começou por dizer, sem tentar esconder a realidade. Mas depois veio a defesa: estava em forma, insistiu. O problema não era o seu corpo. O problema era a cor da camisola. "A cor branca é que engorda", afirmou, com um tom que misturava a frustração com uma certa leveza.

Para Faubert, a questão fundamental não era a sua condição física ou o seu profissionalismo. Era a oportunidade. "Para demonstrar o nível que tens, deves ter uma oportunidade", finalizou. Cinquenta e quatro minutos não são suficientes para ninguém provar nada. E talvez seja essa a verdade que Faubert quis deixar no ar — não uma desculpa, mas uma constatação sobre como as carreiras se constroem e se destroem em instantes.

Se me ligarem quando tiver 80 anos digo que sim
— Franck Faubert, sobre a irrecusabilidade de uma oportunidade no Real Madrid
Para demonstrar o nível que tens, deves ter uma oportunidade
— Franck Faubert, refletindo sobre sua breve passagem pelo clube
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Porque é que Faubert decidiu falar sobre isto agora, tantos anos depois?

Model

Porque a ferida ainda dói, mas de forma diferente. Não é raiva — é incompletude. Ele nunca teve a chance de mostrar o que valia.

Inventor

E realmente acredita que a camisola branca o fez parecer mais pesado?

Model

Não é sobre acreditar literalmente. É sobre reivindicar a narrativa. Todos o criticaram pela forma física, e ele está a dizer: vocês estão a ver-me errado.

Inventor

Mas 54 minutos é muito pouco para qualquer coisa. Como se defende contra isso?

Model

Exatamente. Por isso é que ele insiste: nunca tive oportunidade. Não é desculpa — é facto. Ninguém brilha em 54 minutos.

Inventor

O telefonema do agente — isso parece suspeito. Ele sabia que era estranho?

Model

Sabia, mas não importava. O Real Madrid é o Real Madrid. Quando ligam, você atende. A lógica é simples demais para questionar.

Inventor

E os rumores sobre adormecer no banco? Ele nunca os abordou diretamente.

Model

Porque não consegue. São histórias que vivem sozinhas. Tudo o que pode fazer é dizer: eu estava em forma, eu estava pronto. O resto é ruído.

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