Paolla Oliveira: 'Aos 38 anos me sinto melhor que aos 25'

Não me trocaria hoje por uma versão de 25 anos
Paolla Oliveira responde a críticos sobre sua aparência, afirmando segurança em relação à própria idade.

Aos 38 anos, a atriz Paolla Oliveira transformou uma provocação anônima na internet em uma declaração pública sobre autonomia feminina e o valor do tempo vivido. Em vez de se defender com desculpas, ela afirmou preferir quem é hoje a qualquer versão mais jovem de si mesma — um gesto simples que toca em algo mais profundo: a recusa de uma mulher em deixar que o envelhecimento seja tratado como declínio. Sua fala, feita em setembro de 2020, ecoa uma tensão antiga entre o que a indústria do entretenimento espera das mulheres e o que as próprias mulheres escolhem ser.

  • Um comentário cruel sobre sua aparência em foto de Carnaval poderia ter passado em silêncio — Paolla escolheu respondê-lo com humor e convicção.
  • A provocação expôs uma pressão real: a indústria do entretenimento ainda tende a medir o valor das mulheres pela juventude, e qualquer desvio disso vira alvo.
  • Ao afirmar que não trocaria seus 38 anos por uma versão de 25, ela desloca o debate de aparência para identidade — e isso incomoda quem esperava fragilidade.
  • O papel de Jeiza em 'A Força do Querer' ampliou o campo: por que uma mulher em ambiente masculino precisaria abrir mão da própria feminilidade para ser levada a sério?
  • A postura de Paolla não pede permissão nem oferece negociação — ela simplesmente declara que já é quem quer ser, e que isso não está em discussão.

Quando um seguidor comentou que Paolla Oliveira 'já foi bem melhor que isso' em uma foto de Carnaval, a atriz poderia ter ignorado. Em vez disso, riu da provocação e a transformou em declaração. Durante participação no canal de YouTube de Giovanna Ewbank, foi direta: não trocaria seus 38 anos por nenhuma versão mais jovem de si mesma. 'Me sinto melhor do que há alguns anos. Não me trocaria hoje por uma versão de 25 anos', disse.

A frase foi mais do que resposta a um hater. Foi uma afirmação sobre segurança pessoal em uma indústria que ainda mede o valor das mulheres pela juventude — e que tende a tratar o envelhecimento feminino como algo a ser escondido ou desculpado.

O contexto ganhou outra camada com a reprise de 'A Força do Querer', novela de Gloria Perez em que Paolla interpreta Jeiza, policial e lutadora de MMA. O papel gerou conversas sobre como as mulheres devem se apresentar em profissões historicamente masculinas. Paolla questionou a premissa: 'Em que lugar está escrito que se a mulher está dentro de um contexto masculino, ela deve se masculinizar?' Sua resposta foi defender que Jeiza fosse feminina, do jeito que quisesse, em qualquer ambiente.

O que torna sua postura relevante é a ausência de pedido de permissão. Paolla não negocia o direito de envelhecer com segurança nem de ser feminina onde quiser. Ela simplesmente afirma que já é assim — e encerra o assunto.

Aos 38 anos, Paolla Oliveira não quer voltar. Respondendo a críticos na internet que questionavam sua aparência em uma foto de Carnaval, a atriz foi direto: não trocaria sua idade atual por nenhuma versão mais jovem de si mesma. Um seguidor havia comentado que ela "já foi bem melhor que isso", e em vez de se defender com constrangimento, ela riu da provocação e transformou o momento em uma declaração sobre como se sente em relação ao próprio corpo e à passagem do tempo.

"Estou com 38 anos e não voltaria", disse ela durante uma participação no canal de YouTube de Giovanna Ewbank. "Não me sinto menos hoje do que já fui. Me sinto melhor do que há alguns anos. Não me trocaria hoje por uma versão de 25 anos." A frase não era apenas uma resposta a um hater — era uma afirmação sobre segurança pessoal em um momento em que a indústria do entretenimento ainda mede o valor das mulheres pela juventude.

Parolla está em cartaz novamente com a reprise de "A Força do Querer", a novela de Gloria Perez em que interpretou Jeiza, uma policial e lutadora de MMA. O papel foi significativo não apenas pela complexidade da personagem, mas também pelas conversas que gerou sobre como as mulheres devem se apresentar em profissões historicamente dominadas por homens. Quando surgiram questionamentos sobre o figurino que Jeiza deveria usar, Paolla levantou uma questão que vai além da novela: por que uma mulher em um contexto masculino precisaria se masculinizar?

"Em que lugar está escrito que se a mulher está dentro de um contexto masculino, ela deve se masculinizar?", questionou em entrevista à TV Globo. Sua resposta foi defender que Jeiza fosse feminina, que pudesse usar o figurino que quisesse, independentemente do ambiente profissional. A postura refletia uma convicção maior sobre liberdade de expressão e identidade. "Toda mulher deve estar onde ela quer estar e deve ser como ela quer ser", completou.

O que torna essa declaração relevante não é apenas a confiança pessoal de uma atriz aos 38 anos. É o fato de ela estar desafiando, publicamente e sem rodeios, a expectativa de que as mulheres devem se adequar aos espaços que ocupam — seja envelhecendo de forma invisível, seja abandonando aspectos de sua feminilidade para caber em profissões consideradas masculinas. Paolla não está pedindo permissão para envelhecer com segurança ou para ser feminina em qualquer contexto. Está simplesmente afirmando que já é assim, e que não há negociação a fazer.

Estou com 38 anos e não voltaria. Me sinto melhor do que há alguns anos. Não me trocaria hoje por uma versão de 25 anos.
— Paolla Oliveira
Toda mulher deve estar onde ela quer estar e deve ser como ela quer ser.
— Paolla Oliveira
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

O que a fez responder daquela forma a um crítico que questionava sua aparência?

Model

Acho que em algum ponto você cansa de tentar agradar. Aos 38 anos, você já viveu o suficiente para saber que sua própria aprovação importa mais do que a de um estranho na internet.

Inventor

Mas não é fácil, especialmente sendo mulher e atriz, certo?

Model

Não é. A indústria inteira está construída para fazer você acreditar que seu valor diminui com cada ano que passa. Então quando você consegue sair disso, quando você realmente acredita que está melhor agora do que aos 25, isso é revolucionário.

Inventor

Você mencionou a questão do figurino de Jeiza em "A Força do Querer". Por que isso importava tanto?

Model

Porque era um padrão invisível. Ninguém disse explicitamente "você não pode ser feminina", mas a expectativa estava lá. E eu pensei: por que uma mulher policial, uma lutadora de MMA, não poderia usar o que quisesse? Por que precisaria se masculinizar para ser levada a sério?

Inventor

Isso mudou algo em como você vê seu próprio trabalho?

Model

Mudou tudo. Quando você começa a questionar essas coisas, você não consegue parar. Você vê quantas vezes as mulheres se diminuem para caber em espaços que não foram feitos para elas.

Inventor

E agora, aos 38, você sente que tem mais liberdade para fazer essas escolhas?

Model

Muito mais. Porque agora eu não estou tentando provar nada para ninguém. Estou apenas sendo quem sou.

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