Palmeiras envia ofício à CBF questionando arbitragem do clássico contra Corinthians

Estou desiludido com aquilo que vi, estou triste
Abel Ferreira resumiu a frustração do Palmeiras após a derrota para o Corinthians na Copa do Brasil.

Clube reclama de pênalti não marcado, gol anulado por impedimento e permissividade com faltas do Corinthians no dérbi. Técnico Abel Ferreira critica qualidade da tecnologia do VAR e aponta que Palmeiras não vence há sete jogos apitados por Wilton Pereira Sampaio.

  • Palmeiras perdeu 1 a 0 para o Corinthians na Neo Química Arena, primeira mão das oitavas da Copa do Brasil
  • Clube questionou pênalti não marcado, gol anulado por impedimento e permissividade com faltas
  • Árbitro Wilton Pereira Sampaio e VAR Braulio da Silva Machado foram alvo das críticas
  • Palmeiras não venceu em nenhum dos últimos sete jogos apitados por Wilton Pereira Sampaio

Palmeiras envia ofício à CBF questionando decisões do árbitro Wilton Pereira Sampaio e do VAR após derrota para Corinthians na Copa do Brasil, alegando prejuízo severo.

Na quarta-feira à noite, o Palmeiras saiu derrotado do clássico contra o Corinthians na Neo Química Arena por 1 a 0, pela primeira mão das oitavas de final da Copa do Brasil. Mas a frustração com o resultado logo cedeu lugar a uma frustração maior: a convicção de que a arbitragem havia sido decisiva para a derrota. No dia seguinte, o clube tomou uma decisão que seus dirigentes inicialmente não pretendiam tomar. Enviou um ofício formal à Comissão de Arbitragem da CBF exigindo explicações sobre o trabalho da equipe de arbitragem naquele jogo.

O questionamento do Palmeiras recaía sobre dois nomes: Wilton Pereira Sampaio, árbitro de campo, e Braulio da Silva Machado, que operava o VAR. O clube apontava três lances específicos que considerava decisivos. Primeiro, uma falta de Raniele do Corinthians que não havia sido punida com a devida severidade. Segundo, um pênalti não marcado em favor do Palmeiras quando Lucas Evangelista foi derrubado. Terceiro, a marcação de um pênalti contra o Palmeiras — Gustavo Gómez em Memphis Depay — que resultou no gol de Yuri Alberto, defendido por Weverton mas que havia deixado a partida em aberto.

Mas havia um quarto lance que concentrava toda a raiva do clube. Maurício havia marcado um gol para o Palmeiras, e o VAR anulou a jogada. A razão: impedimento de Gustavo Gómez. A tecnologia traçou uma linha e decidiu. Abel Ferreira, o técnico do Palmeiras, não conteve sua frustração na coletiva de imprensa. Reclamou da qualidade das ferramentas disponíveis para avaliar essas linhas de impedimento, apontando a defasagem entre a tecnologia do século 21 e as ferramentas do século passado que o futebol brasileiro ainda utilizava.

O que tornava tudo ainda mais irritante para o Palmeiras era um padrão que o clube acreditava enxergar. Nos últimos sete jogos apitados por Wilton Pereira Sampaio, o Palmeiras não havia vencido nenhum. Não era coincidência, pensava o clube. Era um padrão. Era uma tendência. E agora, em um jogo tão importante quanto uma oitava de final da Copa do Brasil, aquele árbitro havia novamente prejudicado o time.

Os jogadores, os dirigentes e o próprio Abel Ferreira saíram do estádio revoltados. Mas a revolta inicial — aquela que passa em minutos — transformou-se em algo mais frio e institucional: um ofício. Uma reclamação formal. Uma exigência de explicações. Ao final da coletiva, Abel resumiu tudo em poucas palavras: "Estou desiludido com aquilo que vi, estou triste". O Palmeiras agora estava em desvantagem no confronto das oitavas, e a responsabilidade, segundo o clube, não era apenas do Corinthians.

Vocês sabem que a qualidade da tecnologia que temos para avaliar estas linhas, já falei minha opinião várias vezes. Estamos no século 21, e trabalhamos com ferramentas do século passado
— Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Estou desiludido com aquilo que vi, estou triste
— Abel Ferreira
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o Palmeiras decidiu enviar o ofício apenas no dia seguinte? Não era uma reação imediata?

Model

Inicialmente o clube não pretendia fazer a reclamação formal. Mas depois de dormir sobre aquilo, de rever os lances, a convicção de que havia sido severamente prejudicado ficou tão forte que mudaram de ideia. Às vezes a raiva precisa virar análise para virar ação.

Inventor

O técnico Abel Ferreira mencionou ferramentas do século passado. Isso é uma crítica ao Brasil ou à CBF especificamente?

Model

É uma crítica à defasagem. Ele está dizendo que o futebol evoluiu, a tecnologia evoluiu, mas o Brasil ainda trabalha com equipamentos que não conseguem dar respostas claras. Quando uma linha de impedimento é tão fina que só máquinas conseguem enxergar, talvez a máquina não seja boa o suficiente.

Inventor

E esse padrão dos sete jogos sem vitória? Isso é evidência de algo ou apenas coincidência?

Model

O Palmeiras acredita que é padrão. Sete jogos é um número grande demais para ser acaso. Mas a CBF provavelmente dirá que é coincidência, que cada jogo é independente. A verdade é que ninguém consegue provar uma coisa ou outra com certeza.

Inventor

Como isso afeta o confronto das oitavas agora?

Model

O Palmeiras está em desvantagem. Perdeu em casa por 1 a 0 e agora precisa vencer fora ou ganhar por dois gols de diferença. A arbitragem questionada não muda o placar, mas muda a narrativa. Muda como o time vai para o próximo jogo.

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