Retomar protagonismo antes da Copa do Mundo é a prioridade
No limiar de 2026, ano em que a Argentina persegue um tetracampeonato mundial, o Palmeiras estende uma ponte de 20 milhões de euros entre São Paulo e Madri, buscando repatriar Thiago Almada — um meio-campista que conquistou a América do Sul pelo Botafogo, mas perdeu seu lugar ao sol no Atlético de Madrid. É o eterno movimento do futebol: talentos que migram em busca de protagonismo, e clubes que enxergam na inquietação alheia uma oportunidade própria.
- Almada disputou apenas 16 partidas e pouco mais de 587 minutos pelo Atlético de Madrid nesta temporada — um silêncio preocupante para quem precisa chegar em forma à Copa do Mundo.
- O Palmeiras formalizou uma oferta de €20 milhões por 50% dos direitos econômicos do argentino, e o próprio Atlético sinalizou que o valor é aceitável.
- O jogador carrega o peso de ter sido reserva no título mundial de 2022 e não quer repetir o papel coadjuvante em 2026, o que torna cada minuto em campo uma moeda valiosa.
- Um retorno ao Brasil representaria para Almada a chance de recuperar ritmo e visibilidade justamente no ciclo mais importante de sua carreira até agora.
- A negociação ainda está em fase inicial, e o desfecho depende da avaliação do jogador e da capacidade do Palmeiras de fechar os detalhes financeiros da operação.
O Palmeiras entrou em campo no mercado de transferências com uma proposta concreta pelo meio-campista argentino Thiago Almada, atualmente no Atlético de Madrid. Segundo a TyC Sports, o clube paulista ofereceu 20 milhões de euros — cerca de 125 milhões de reais — por 50% dos direitos econômicos do jogador de 24 anos. O sinal positivo do Atlético de Madrid indica que as conversas podem avançar.
Almada chegou à Europa carregando credenciais sólidas: na temporada anterior, pelo Botafogo, foi campeão da Libertadores e do Campeonato Brasileiro, tornando-se um dos nomes mais brilhantes do futebol sul-americano. Mas a adaptação espanhola não correspondeu às expectativas — apenas 16 partidas e menos de 600 minutos em campo revelam um jogador à margem do projeto atleticano.
O que confere urgência à negociação é o calendário da seleção argentina. Almada é peça relevante no esquema de Scaloni nas Eliminatórias, com a Argentina liderando a classificação rumo à Copa de 2026. Embora tenha sido campeão mundial em 2022, atuou como reserva — e não pretende repetir esse papel. Voltar ao Brasil significaria recuperar ritmo, minutos e visibilidade antes do torneio mais importante do planeta. Para o Palmeiras, seria a chegada de um atleta testado nas maiores competições do continente. O próximo passo pertence ao jogador e aos bastidores financeiros da negociação.
O Palmeiras movimentou o mercado de transferências nesta quinta-feira com uma proposta concreta pelo meio-campista argentino Thiago Almada, atualmente no Atlético de Madrid. Segundo a emissora TyC Sports, o clube paulista ofereceu 20 milhões de euros — o equivalente a 125 milhões de reais — para adquirir 50% dos direitos econômicos do jogador de 24 anos. A informação ganhou peso quando o próprio Atlético de Madrid sinalizou que a proposta é aceitável, abrindo caminho para negociações mais avançadas.
Almada chega ao futebol europeu com credenciais impressionantes. Pelo Botafogo na temporada passada, conquistou tanto a Libertadores quanto o Campeonato Brasileiro, consolidando-se como um dos destaques do futebol sul-americano. Sua transferência para Madri ocorreu em clima de otimismo, mas a realidade espanhola tem sido diferente. Nesta temporada, o meia disputou apenas 16 partidas pelo Atlético, acumulando pouco mais de 587 minutos em campo — números que revelam uma perda significativa de espaço no elenco.
O que torna essa movimentação do Palmeiras particularmente estratégica é o calendário. Almada integra a seleção argentina que se prepara para a Copa do Mundo de 2026, onde a Argentina buscará conquistar o tetracampeonato mundial. Nas Eliminatórias sul-americanas, o meia tem sido peça importante no esquema de Lionel Scaloni, ajudando a Argentina a terminar a fase de qualificação na liderança. Embora tenha sido campeão mundial em 2022, Almada atuou como reserva naquela ocasião, o que intensifica seu desejo de retomar protagonismo antes do próximo torneio.
Para o jogador, um retorno ao Brasil representaria a oportunidade de recuperar minutos de jogo e visibilidade. O Palmeiras, por sua vez, buscaria reforçar seu meio-campo com um atleta que já provou seu valor em competições de alto nível. A negociação ainda está em fase inicial, mas a sinalização positiva do Atlético de Madrid sugere que as conversas podem avançar nos próximos dias. Tudo dependerá agora de como Almada e sua comissão técnica avaliam a proposta e se o Palmeiras conseguirá estruturar os detalhes financeiros da operação.
Notable Quotes
O Atlético de Madrid considera a proposta aceitável— TyC Sports
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que o Palmeiras faria essa aposta agora, justamente quando Almada está fora de forma na Europa?
Porque o calendário trabalha a favor. A Copa de 2026 está chegando, e Almada precisa de minutos. O Palmeiras oferece isso — e oferece um palco onde ele já venceu.
Mas 20 milhões de euros por apenas metade dos direitos é caro para um jogador que mal joga.
Verdade, mas você está comprando não o Almada de hoje, mas o Almada que pode ser em seis meses se recuperar a confiança. E a Argentina precisa dele em forma.
O Atlético aceitaria perder um jogador assim tão facilmente?
Ele não está jogando. Para o Atlético, é melhor receber dinheiro agora do que manter um ativo que não rende. E ainda fica com 50% dos direitos.
Qual é o risco para o Palmeiras?
Que Almada não recupere o nível, que se machuque antes de 2026, ou que simplesmente não se adapte novamente ao Brasil. Mas é um risco calculado em um jogador que já provou valer a pena.