Nas margens dos rios do Pará, onde a canoa é extensão do próprio corpo, um perigo silencioso ceifava cabelos e dignidade: os eixos expostos dos motores de embarcações. Este ano, oito pessoas sofreram escalpelamentos graves — e foi a própria Amazônia que respondeu, quando estudantes e professores de medicina em Abaetetuba criaram protetores feitos de miriti, a palmeira nativa que cresce onde o problema vive. A história lembra que a inteligência mais transformadora nem sempre vem de laboratórios distantes, mas da humildade de escutar quem já conhece a ferida.
Palmeira amazônica inspira solução inovadora contra acidentes em embarcações
Oito acidentes graves por escalpelamento registrados no Pará em 2026, causando lesões severas em populações ribeirinhas que dependem de embarcações para transporte.