Pai questiona sinalização de toboágua onde filho de 8 anos morreu em parque

Menino de 8 anos morreu após cair de toboágua em manutenção no parque aquático; família relata falta de sinalização e bloqueio adequado do brinquedo.
Um brinquedo em manutenção não pode estar aberto para crianças
O pai questiona por que o toboágua tinha apenas fitas de sinalização, sem bloqueio total das entradas.

Em Caldas Novas, a morte de Davi De Lucas Miranda, oito anos, dentro de um parque aquático que sua família visitava há anos, levanta uma questão que transcende o acidente: até onde vai a responsabilidade de quem oferece diversão quando a segurança é apenas simbólica? O pai, Luciano Márcio Miranda, descreve fitas zebradas onde deveriam existir barreiras reais, e a ausência de qualquer pessoa orientando crianças a não entrarem num toboágua em manutenção. A investigação policial ainda busca os fatos, mas a família já carrega uma certeza: a sinalização que existia não foi suficiente para salvar seu filho.

  • Um menino de oito anos que conhecia o parque desde bebê morreu após cair de um toboágua que estava em manutenção — mas que, para ele, parecia aberto.
  • O pai relata que não havia bloqueio físico nas entradas do brinquedo, apenas fitas zebradas, sem placas de advertência nem funcionários orientando as crianças.
  • Logo após o acidente, um funcionário pediu que Miranda assinasse uma folha em branco, e a empresa o retirou rapidamente do local — atitudes que aumentaram sua desconfiança.
  • A polícia ouviu representantes do parque, requisitou imagens de câmeras e realizou perícia no local e no corpo; o laudo deve ser concluído em dias.
  • O Grupo diRoma se recusa a se manifestar até o fim da perícia, enquanto a família aguarda respostas e exige que brinquedos em manutenção sejam completamente bloqueados no futuro.

Luciano Márcio Miranda chegou ao diRoma Acqua Park em Caldas Novas numa tarde de terça-feira com a mulher e dois filhos — Davi, de oito anos, e um bebê de um ano. Após o almoço e o check-in, o menino insistiu para descer ao parque ainda naquele dia. Miranda hesitou, mas cedeu. Davi conhecia aquele lugar desde os oito meses de idade. Ia ali todo ano com a família. Conhecia cada brinquedo, cada caminho.

No parque, Davi pediu para ir ao banheiro e não voltou. Quando o pai foi procurá-lo, encontrou uma multidão e uma ambulância perto do toboágua em forma de vulcão. O menino havia caído. Levado ao Hospital Municipal de Caldas Novas, Davi não resistiu aos ferimentos e morreu naquele mesmo dia.

Depois, Miranda começou a fazer perguntas. Não havia visto nenhuma placa de advertência, nenhuma barreira física, nenhum funcionário orientando as crianças. Apenas fitas zebradas cercando o toboágua em manutenção — o mesmo tipo de fita que cerca qualquer obra. O brinquedo ficava logo na entrada do parque, num local movimentado, e parecia aberto para qualquer criança que passasse por ali.

A situação piorou quando, logo após o acidente, um funcionário pediu que Miranda assinasse uma folha em branco, alegando que o relatório seria preenchido depois. Ele recusou. Em seguida, a empresa o retirou rapidamente do local e providenciou funerária e transporte. Tudo muito rápido demais.

O delegado Rodrigo Pereira abriu investigação, ouviu representantes do parque — que afirmaram haver tapumes e fitas no local — e requisitou imagens das câmeras de monitoramento. A perícia técnica foi realizada. O laudo deve ficar pronto em poucos dias. O Grupo diRoma disse que só se manifestaria após a conclusão dos exames.

Miranda descreve o filho como comunicativo e carinhoso — o menino que vinha lhe dar um beijo toda vez que ele chegava do trabalho. Agora, ele quer que o parque chame especialistas em segurança, que brinquedos em manutenção sejam completamente bloqueados, e que nenhuma outra família precise viver o que a sua viveu. A dor que sente, diz, não tem preço.

Luciano Márcio Miranda chegou ao hotel do diRoma Acqua Park em Caldas Novas na tarde de uma terça-feira com a família. Tinha vindo de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais, com a mulher e dois filhos — um de oito anos, Davi De Lucas Miranda, e outro de apenas um. Após o almoço e o check-in, o menino pediu para descer ao parque aquático. Miranda hesitou. Tinha planejado esperar até o dia seguinte. Mas Davi insistiu com entusiasmo — ele conhecia aquele lugar como ninguém. Desde os oito meses de idade, o menino vinha ali com a família todos os anos. Conhecia cada canto, cada brinquedo, cada caminho. Então o pai cedeu.

No parque, após alguns minutos, Davi pediu para ir ao banheiro. Miranda o deixou ir, dizendo para voltar rápido. A mãe estava chegando. Mas o menino não voltou. Miranda saiu procurando. Quando chegou perto do toboágua em forma de vulcão — uma atração típica do parque, com quatro descidas saindo da mesma plataforma — encontrou uma multidão, uma ambulância do SAMU, pessoas em pânico. Davi tinha caído.

O menino foi levado ao Hospital Municipal de Caldas Novas. Não resistiu aos ferimentos. Morreu naquele dia.

Depois, quando a dor começou a ceder um pouco, Miranda começou a fazer perguntas. Ele tinha visto alguma sinalização avisando que o toboágua estava em manutenção? Não. Tinha visto algum bloqueio nas entradas? Não. Havia apenas fitas zebradas — as mesmas fitas que cercam qualquer obra em qualquer lugar. Nenhuma placa de advertência. Nenhuma barreira física. Nenhuma pessoa avisando as crianças para não entrar. O toboágua ficava logo na entrada do parque, num local movimentado, e estava aberto. Ou pelo menos parecia estar aberto para uma criança de oito anos que conhecia aquele lugar de cor.

Miranda acredita que Davi pensou que a descida do vulcão seria próxima de onde ele estava esperando. O menino já tinha descido aquele toboágua dezenas de vezes. Tudo aconteceu muito rápido. Depois, quando a polícia chegou, um funcionário do parque pediu para que Miranda assinasse uma folha em branco — um relatório que seria preenchido depois, disseram. Miranda recusou. Estava em pânico. Depois, a empresa o tirou do local rapidamente, arrumou funerária, motorista. Tudo muito rápido. Ele tinha pago pelo serviço, esperava segurança. Não recebeu nenhuma das duas coisas.

A investigação começou. O delegado Rodrigo Pereira, responsável pelo caso, ouviu representantes do parque. Eles disseram que havia tapumes de madeira e fita zebrada no local, além de placas informando a manutenção. Mas não havia placas de advertência. A Polícia Técnico-Científica realizou exames no local e no corpo. Imagens das câmeras de monitoramento foram requisitadas. Mais quatro pessoas ainda seriam ouvidas. O laudo pericial deveria ficar pronto em dias.

O Grupo diRoma, proprietário do parque, não se manifestou. Disse que só falaria após a conclusão da perícia. Miranda, enquanto isso, tentava processar o que tinha acontecido. Seu filho era comunicativo, educado, gostava de conversar. Toda vez que Miranda chegava do trabalho, Davi vinha lhe dar um beijo. Agora Miranda quer que o parque repense suas medidas de segurança. Quer que chamem especialistas. Quer que um brinquedo em manutenção tenha um bloqueio total — não apenas fitas. Quer que ninguém mais passe pelo que ele passou. A dor que sente agora, diz, não tem preço.

Ele já era acostumado a descer o 'vulcão'. É uma atração típica. Tudo aconteceu muito rápido.
— Luciano Márcio Miranda, pai de Davi
É inaceitável que um brinquedo em manutenção não tivesse um bloqueio total. O público-alvo do parque é criança e adolescente.
— Luciano Márcio Miranda
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que você acha que a sinalização foi tão inadequada? Parques aquáticos normalmente têm protocolos.

Model

Porque não havia bloqueio físico real. Apenas fitas. Numa área movimentada, com crianças correndo, fitas não significam nada. Especialmente para uma criança que conhecia o parque de memória.

Inventor

Você mencionou que Davi tinha oito meses quando começou a frequentar. Isso significa que aquele lugar era praticamente uma segunda casa para ele?

Model

Era. Ele tinha ido ali todos os anos da vida dele. Conhecia cada brinquedo, cada caminho. Para ele, aquele toboágua não era um lugar perigoso — era um lugar familiar. E é exatamente por isso que a falta de sinalização clara foi tão fatal.

Inventor

O pai disse que um funcionário pediu para ele assinar uma folha em branco. Por que isso importa?

Model

Porque mostra como o parque reagiu. Não com preocupação genuína. Com procedimento. Com pressa de tirar a situação para debaixo do tapete. Um pai em pânico, um filho morto, e eles querendo papéis assinados.

Inventor

Qual é a questão de segurança mais profunda aqui?

Model

Um parque aquático é um lugar para crianças. Se você coloca um brinquedo em manutenção, você não pode deixá-lo acessível. Não é complicado. Mas alguém decidiu que fitas eram suficientes. Alguém não pensou que uma criança poderia entrar. Ou pensou, mas achou que era improvável.

Inventor

E agora? O que muda?

Model

Depende do laudo pericial. Depende se a polícia consegue provar negligência. Mas para o pai, nada muda. Seu filho continua morto. O que ele quer agora é que ninguém mais tenha que passar por isso.

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