Do fundo do estreito de Taiwan, pescadores trouxeram à superfície ossos que a ciência agora atribui aos denisovanos — hominínios que, por décadas, existiram quase apenas como sombras genéticas. Dois fêmures e tíbias incompletos, analisados por proteínas preservadas no tempo, sugerem indivíduos de estatura notável, entre 1,8 e 1,9 metro. A descoberta amplia o retrato de uma espécie ainda envolta em mistério, mas nos convida também a refletir sobre os limites do que dois fragmentos, arrancados do leito marinho sem contexto, podem realmente revelar sobre toda uma linhagem humana extinta.