Ele continua a ser um perigo para as mulheres
Mais de uma década após o assassinato de Reeva Steenkamp no Dia dos Namorados de 2013, Oscar Pistorius regressa à vida pública em liberdade condicional e surge ao lado de uma nova companheira com traços físicos marcadamente semelhantes aos da vítima. A família de Steenkamp, confrontada com essa semelhança, levanta uma questão que a sociedade ainda não sabe responder: onde termina a reabilitação e onde começa o risco? A reintegração de quem cometeu violência extrema permanece um dos dilemas mais incómodos da justiça contemporânea.
- A saída de Pistorius da prisão em liberdade condicional reacendeu a ferida pública de um crime que chocou o mundo inteiro em 2013.
- A semelhança física entre Rita Greyling e Reeva Steenkamp — loiras, olhos azuis, aparência de modelo — gerou alarme imediato na família da vítima.
- A irmã de Reeva confessou sentir 'arrepios' ao ver fotografias da nova namorada, questionando se Pistorius procura deliberadamente uma sósia da mulher que matou.
- A mãe de Reeva foi direta ao alertar Rita Greyling: Pistorius 'ainda tem problemas de temperamento' e continua a ser um perigo para as mulheres.
- Pistorius permanece sob condições rígidas de liberdade condicional até 2029, mas a sociedade debate se essas restrições são suficientes para garantir a segurança de quem o rodeia.
Oscar Pistorius saiu da prisão no início de 2024 e já tem uma nova companheira: Rita Greyling, cinco anos mais nova. O que perturbou a família de Reeva Steenkamp — a mulher que Pistorius assassinou em 14 de fevereiro de 2013 — foi a semelhança física marcante entre as duas: cabelos loiros, olhos azuis, aparência de modelo. A irmã de Reeva, Simone Cowburn, não escondeu o desconforto ao ver fotografias de Greyling. "Olho para as fotografias desta mulher e sinto arrepios. Tem a mesma constituição, a mesma cara e cabelo, até os mesmos olhos. Estará ele tão doente ao ponto de querer encontrar uma sósia?", questionou publicamente. A mãe de Reeva foi ainda mais direta, alertando a nova namorada para os riscos de um relacionamento com Pistorius, sublinhando que ele "ainda tem problemas de temperamento".
O crime que define esta história aconteceu no Dia dos Namorados de 2013, quando Pistorius disparou várias vezes através da porta da casa de banho da sua habitação, matando Reeva Steenkamp. O ex-atleta alegou sempre ter confundido a companheira com um intruso. A sua trajetória legal foi longa e tortuosa: condenado em 2014 a cinco anos, depois a seis, e finalmente a treze anos e cinco meses em 2017. Saiu em liberdade condicional este ano, mas permanece sujeito a condições rígidas até 2029.
Segundo amigos próximos do casal, foi o sofrimento partilhado que aproximou Pistorius e Greyling — a família dela também foi marcada por uma morte violenta não resolvida, ocorrida em 2022. Pistorius vive atualmente com um tio milionário em Pretória. Para a família de Reeva, porém, a questão não é sentimental: "Ele continua a ser um perigo para as mulheres." A sociedade debate se a reintegração de um homem condenado por um crime desta natureza deveria incluir a liberdade de estabelecer novas relações amorosas — especialmente com mulheres que se assemelham tão visivelmente à sua vítima.
Oscar Pistorius saiu da prisão no início de 2024 e já reconstruiu uma vida ao lado de uma nova companheira. O que tem gerado inquietação, porém, é o facto de Rita Greyling apresentar características físicas notavelmente semelhantes às de Reeva Steenkamp, a mulher que Pistorius assassinou há mais de uma década. Ambas têm cabelos loiros, olhos azuis e uma aparência que remete para o mundo da modelação — semelhanças que não passaram despercebidas à família da vítima e que levantam questões perturbadoras sobre o padrão de comportamento do ex-atleta paralímpico.
Pistorius, agora com 38 anos, encontra-se numa relação com Greyling, que é cinco anos mais nova. A semelhança entre as duas mulheres é tão marcante que Simone Cowburn, irmã de Reeva Steenkamp, não conseguiu conter o seu desconforto ao ver fotografias da nova namorada. "Olho para as fotografias desta mulher e sinto arrepios. O que me choca é que ela se pareça tanto com a minha Reeva. Tem a mesma constituição, a mesma cara e cabelo, até os mesmos olhos! Estará ele tão doente ao ponto de querer encontrar uma sósia?", questionou Simone em declarações aos media. A mãe de Reeva foi ainda mais direta, alertando Rita Greyling sobre os riscos de um relacionamento com Pistorius, sublinhando que ele "ainda tem problemas de temperamento".
O crime que moldou esta narrativa ocorreu no Dia dos Namorados de 2013. Pistorius disparou múltiplas vezes através da porta da casa de banho da sua habitação, matando Reeva Steenkamp. O ex-atleta alegou sempre que acreditava estar a defender a casa de um assalto, pensando que quem estava no interior da casa de banho era um intruso. Tinha armas de fogo espalhadas pela casa — uma pistola junto à cama, uma metralhadora perto da janela. Foi detido no próprio dia 14 de fevereiro e acusado de homicídio premeditado.
A trajetória legal de Pistorius foi marcada por reviravoltas. Em 2014, foi condenado a cinco anos de prisão por homicídio. Meses depois, foi-lhe permitido cumprir o resto da sentença em prisão domiciliária, uma decisão que viria a ser revertida. Em 2016, a sua pena foi aumentada para seis anos e, em 2017, para treze anos e cinco meses. Apesar de ter saído da prisão em liberdade condicional no início deste ano, Pistorius não é um homem totalmente livre. As condições impostas são rígidas e manter-se-ão em vigor até 2029, quando a sua sentença termina oficialmente.
A família de Rita Greyling também carrega o peso de uma tragédia. No final de 2022, durante a despedida de solteiro do seu irmão Ghini Greyling, um dos convidados desapareceu e foi encontrado morto pouco tempo depois. O caso nunca foi resolvido, embora a polícia tenha investigado suspeitas de homicídio. Segundo amigos próximos do casal, foram precisamente estes dois acontecimentos trágicos que aproximaram Rita e Pistorius — uma ligação forjada no sofrimento partilhado. Pistorius está atualmente a viver com um tio milionário em Pretória, na África do Sul.
O alerta da família de Reeva Steenkamp é claro e direto: "Ele continua a ser um perigo para as mulheres." A preocupação não é apenas sobre o padrão de escolha de parceiras que Pistorius parece exibir, mas sobre a adequação da sua reintegração na sociedade. Enquanto cumpre as suas condições de liberdade condicional até 2029, a questão permanece em aberto: será que um homem que cometeu um crime desta natureza deveria estar numa posição onde pode estabelecer novas relações amorosas, particularmente com mulheres que apresentam características tão semelhantes à sua vítima?
Notable Quotes
Olho para as fotografias desta mulher e sinto arrepios. O que me choca é que ela se pareça tanto com a minha Reeva. Tem a mesma constituição, a mesma cara e cabelo, até os mesmos olhos!— Simone Cowburn, irmã de Reeva Steenkamp
Não percebo como é que ela não vê uma 'bandeira vermelha' nele, porque ele ainda tem problemas de temperamento— Mãe de Reeva Steenkamp
The Hearth Conversation Another angle on the story
O que é que torna este caso tão perturbador para além do crime original?
É a coincidência — ou talvez não seja coincidência — das características físicas. Quando a irmã da vítima vê fotografias da nova namorada e sente arrepios porque ela é praticamente uma cópia de Reeva, isso levanta questões sobre padrões de comportamento que não foram abordadas na condenação.
A família está a sugerir que ele procurou deliberadamente alguém que se parecesse com Reeva?
Não dizem isso explicitamente, mas a pergunta está lá: "Estará ele tão doente ao ponto de querer encontrar uma sósia?" É uma questão que fica no ar. Ninguém sabe a resposta, mas o facto de ser possível colocá-la é o que assusta.
E quanto às condições de liberdade condicional? Será que não deveriam incluir restrições sobre relacionamentos?
Essa é uma questão legal e ética complexa. As condições são rígidas — ele está sob vigilância até 2029 — mas aparentemente não cobrem quem ele pode ou não namorar. É um vazio que a sociedade sul-africana está agora a questionar.
A família de Rita Greyling também passou por uma tragédia. Isso muda algo?
Talvez explique a aproximação entre eles — duas pessoas que conhecem o luto. Mas também levanta uma questão incómoda: será que uma pessoa que passou por um trauma está verdadeiramente em posição de avaliar o risco de estar com alguém condenado por homicídio?
O que é que Pistorius diz sobre tudo isto?
Não há declarações públicas dele sobre a relação ou sobre as preocupações levantadas. Ele permanece em silêncio, enquanto a sua vida é dissecada publicamente.