Os 10 voos comerciais mais longos do mundo: conheça rotas de até 22 horas

Ver o nascer do sol duas vezes em um único voo
O projeto Sunrise da Qantas permite aos passageiros uma experiência única durante as rotas Sydney-Londres e Sydney-Nova York.

Singapore Airlines detém o recorde atual com voo de 19 horas entre Nova York e Singapura, operado pelo Airbus A350-900ULR. Qantas lançará em 2026 voos Sydney-Londres e Sydney-Nova York com até 22 horas, permitindo aos passageiros ver o nascer do sol duas vezes.

  • Singapore Airlines opera o voo mais longo atual: Nova York a Singapura em 19 horas, cobrindo 15.249 km
  • Qantas lançará em 2026 rotas Sydney-Londres (19h) e Sydney-Nova York (22h)
  • Dez rotas comerciais ultra-longas estão em operação, cobrindo entre 14.110 e 15.344 quilômetros
  • Aeronaves como Airbus A350-900ULR e Boeing 787-9 tornam essas rotas possíveis

Conheça os voos diretos mais longos operados atualmente, com a Qantas planejando lançar em 2026 as duas rotas mais longas jamais operadas comercialmente.

Há uma competição silenciosa acontecendo nos céus. As companhias aéreas estão empurrando os limites do que é possível em um voo comercial direto, transformando jornadas que antes exigiam paradas intermediárias em maratonas aéreas de até 22 horas. Hoje, a Singapore Airlines detém o recorde, mas em 2026, a australiana Qantas pretende reescrever esse livro de recordes com duas rotas que soarão quase impossíveis para quem viajava há uma década.

O voo mais longo operado atualmente sai de Nova York rumo a Singapura. A Singapore Airlines cobre os 15.249 quilômetros em aproximadamente 19 horas a bordo de um Airbus A350-900ULR, uma aeronave especialmente projetada para essas distâncias extremas. O avião carrega apenas 161 passageiros, todos em cabines de classe executiva ou premium economy — não há assentos de economia nessa rota. Quase idêntico é o segundo voo mais longo, que parte de Newark, em Nova Jersey, também rumo a Singapura, cobrindo 15.344 quilômetros em pouco mais de 19 horas.

Mas a verdadeira transformação virá em 2026. A Qantas batizou seu ambicioso projeto de "Sunrise" — nascer do sol — porque os passageiros verão o amanhecer duas vezes durante a jornada. Uma rota ligará Sydney a Londres em cerca de 19 horas; a outra, Sydney a Nova York, levará aproximadamente 22 horas. Essas serão as duas rotas comerciais mais longas jamais operadas.

Entre os recordes atuais, encontram-se rotas que cobrem distâncias impressionantes. Auckland a Doha, operada pela Qatar Airways, percorre 14.535 quilômetros em 17 horas e 25 minutos. Perth a Londres, pela Qantas, cobre 14.449 quilômetros em 17 horas e 50 minutos — essa rota é notável por ter sido a primeira a ligar a Austrália e a Europa sem escalas, iniciada em 2018. Dallas a Melbourne, também pela Qantas, leva 17 horas e 45 minutos para cobrir 14.471 quilômetros, atravessando o Oceano Índico, o Atlântico Norte e a África.

A lista continua com rotas que desafiam a geografia. Perth a Paris, operada pela Qantas desde julho de 2024, cobre 14.264 quilômetros em 17 horas e 25 minutos. Nova York a Auckland, pela Air New Zealand, percorre pouco mais de 14.200 quilômetros em 17 horas e 35 minutos. Auckland a Dubai, pela Emirates, também cobre 14.200 quilômetros, mas em um Airbus A380-800 que pode transportar até 615 passageiros — uma diferença radical em relação aos voos ultra-longos de outras companhias, que priorizam cabines premium.

Os voos mais recentes da lista incluem Shenzhen a Cidade do México, operado pela China Southern Airlines, que atravessa praticamente todo o Oceano Pacífico Norte em 16 horas, cobrindo 14.147 quilômetros. E fechando a lista dos dez mais longos, Los Angeles a Singapura, operado pela Singapore Airlines, leva 17 horas e 10 minutos para cobrir mais de 14.110 quilômetros.

O que torna essas rotas possíveis é a tecnologia. Aeronaves como o Boeing 787 Dreamliner e o Airbus A350 foram projetadas especificamente para voos ultra-longos, com sistemas de cabine que reduzem a fadiga dos passageiros e combustível suficiente para cobrir distâncias que, há poucos anos, pareciam impraticáveis. A tendência é clara: as companhias aéreas estão eliminando as escalas, conectando cidades que antes exigiam paradas intermediárias, e redefinindo o que significa viajar pelo mundo.

Os passageiros poderão ver o nascer do sol duas vezes durante a jornada
— Descrição do projeto Sunrise da Qantas
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que as companhias aéreas estão tão interessadas em voos cada vez mais longos? Não seria mais eficiente fazer escalas?

Model

A escalas custam dinheiro — combustível, taxas de aeroporto, tempo de espera. Um voo direto, mesmo que leve 22 horas, pode ser mais lucrativo e atrair passageiros que não querem interrupções.

Inventor

Mas 22 horas em um avião? Como as pessoas lidam com isso fisicamente?

Model

É por isso que as rotas ultra-longas têm cabines especiais. A Qantas e a Singapore Airlines não oferecem assentos de economia nesses voos — apenas classes premium com mais espaço, melhor ar, melhor comida. É um produto diferente.

Inventor

E por que a Qantas escolheu Sydney como ponto de partida para seus recordes?

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Sydney é geograficamente isolada. Conectar a Austrália diretamente à Europa ou aos EUA sempre foi um desafio. A Qantas está resolvendo um problema real de seus passageiros.

Inventor

A tecnologia dos aviões é o fator limitante aqui?

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Principalmente. O Airbus A350 e o Boeing 787 foram desenvolvidos justamente para isso — alcance extremo com eficiência de combustível. Sem eles, essas rotas não existiriam.

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E o que muda para o viajante comum?

Model

Muda tudo. Você pode sair de Sydney e acordar em Londres sem nunca deixar o avião. Não é conforto — é conveniência radical. E isso está se tornando a norma.

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