Eu sou traper de verdade, cara, eu não faço marketing
Na noite de quinta-feira, na Barra da Tijuca, o trapper Oruam foi preso após executar intencionalmente um cavalo de pau diante de uma blitz policial — com câmeras da sua equipe registrando tudo. Horas depois, já solto mediante fiança de R$ 60.720, anunciou o álbum 'Liberdade'. A sequência levantou uma questão que a humanidade sempre faz diante do espetáculo: onde termina a vida vivida e começa a vida encenada?
- A manobra foi deliberada e filmada — um cavalo de pau executado na frente de uma viatura policial, com equipe posicionada para capturar as imagens para um possível clipe.
- A prisão e o anúncio imediato do álbum 'Liberdade' criaram uma narrativa quase perfeita demais, incendiando as redes sociais com acusações de que o artista teria orquestrado sua própria detenção como estratégia de marketing.
- Oruam reagiu com raiva contida no Instagram, afirmando ser um 'trapper de verdade' e rejeitando qualquer cálculo promocional por trás do episódio.
- O pano de fundo pesa: filho de traficante condenado e sobrinho de um homem preso pelo assassinato do jornalista Tim Lopes, cada gesto do artista é lido através dessas conexões.
- O rapper prometeu 'responder com música', sinalizando que o próximo capítulo desta história será contado nas faixas do novo trabalho — seja qual for a verdade por trás dos eventos.
Na quinta-feira à noite, poucas horas após deixar a delegacia, o trapper Oruam anunciou um novo álbum. A sequência — prisão, fiança de R$ 60.720, anúncio imediato — alimentou uma suspeita que tomou conta das redes: tudo havia sido encenado como jogada de marketing.
O que se sabe é que Oruam, 23 anos, dirigia na Barra da Tijuca quando passou por uma blitz e executou um cavalo de pau intencional diante da viatura policial. Sua equipe filmou tudo, e especula-se que as imagens integrarão um clipe do novo trabalho, intitulado 'Liberdade'. A polícia o prendeu por direção perigosa.
Nas redes, a desconfiança foi imediata. Seguidores questionaram se o artista havia usado a polícia e o próprio Estado como ferramenta promocional. Oruam respondeu com irritação: 'Eu sou traper de verdade, cara, eu não faço marketing. Eu mandei a porr* da chapa na frente da viatura.' Depois, acrescentou que responderia com música e admitiu que sua mente estava 'uma confusão' diante de tanta especulação.
O episódio não existe no vácuo. Oruam é filho de Marcinho VP, traficante preso desde 1996 e condenado a 44 anos. No Lollapalooza do ano passado, subiu ao palco com uma camiseta pedindo a liberdade do pai, gerando nova onda de críticas. Tem ainda uma tatuagem em homenagem a Elias Maluco — considerado seu tio e condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. São conexões que colorem qualquer leitura de seus atos.
Assim, quando um cavalo de pau filmado precede o anúncio de um disco chamado 'Liberdade', a coincidência é difícil de ignorar — mesmo que Oruam insista que é apenas um trapper vivendo a vida que vive.
Na quinta-feira à noite, poucas horas depois de ser solto da delegacia, o trapper Oruam anunciou o lançamento de um novo álbum. A sequência dos eventos — prisão seguida imediatamente por anúncio de disco — alimentou uma suspeita que tomou conta das redes sociais: que tudo havia sido encenado, uma jogada de marketing disfarçada de crime.
O que aconteceu foi isto: Oruam, 23 anos, cujo nome de registro é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, dirigia na Barra da Tijuca quando passou por uma blitz policial. Segundo as autoridades, ele executou um cavalo de pau — aquela manobra em que o carro desliza lateralmente — bem na frente da viatura. Não foi acidente. Foi intencional. E foi filmado. Sua equipe capturou tudo, e há especulação de que as imagens virarão parte de um clipe para uma das faixas do novo trabalho.
A polícia o prendeu por direção perigosa. Ele pagou fiança de R$ 60.720 — o equivalente a 40 salários mínimos — e saiu. Horas depois, anunciava o álbum "Liberdade".
Nas redes, a reação foi de desconfiança. "Foi tudo encenação?", perguntou um seguidor. "O cara usou a polícia e o Estado para promover um clipe?", indagou outro. A narrativa era clara na cabeça de muita gente: um artista em busca de atenção havia orquestrado sua própria prisão como estratégia de lançamento.
Oruam respondeu com raiva contida. "Eu sou traper de verdade, cara, eu não faço marketing. Eu mandei a porr* da chapa na frente da viatura", escreveu no Instagram. Depois, voltou ao assunto: "Vou responder com música. Não aguento mais todo mundo falando de mim. Minha mente está uma confusão". A negação era enfática, mas também revelava incômodo — o tipo de incômodo que vem quando você é acusado de algo que toca num ponto sensível.
Oruam não é estranho à controvérsia. Ele é filho de Marcinho VP, traficante preso desde 1996 e condenado a 44 anos por tráfico e homicídios. No ano passado, durante o Lollapalooza em São Paulo, Oruam subiu ao palco com uma camiseta pedindo a liberdade do pai. A reação foi negativa. Ele se defendeu dizendo que era apenas "um desabafo de um menor que cresceu sem ter o seu pai perto", que seu pai havia errado mas estava pagando pelos erros, e que ninguém deveria lhe tirar o direito de reivindicar melhores condições para o pai. A explicação não acalmou os críticos.
Há também sua conexão com Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. Elias é considerado tio de Oruam e foi homenageado pelo sobrinho com uma tatuagem na barriga. Essas ligações — ao pai traficante, ao tio envolvido em crime grave — formam o pano de fundo sobre o qual qualquer ação de Oruam é interpretada.
Então quando ele faz um cavalo de pau na frente de uma blitz, com câmeras ligadas, e depois anuncia um disco chamado "Liberdade", a coincidência é difícil de ignorar. Mas Oruam insiste que não há coincidência, que é apenas um trapper sendo ele mesmo, vivendo a vida que vive. Se a vida dele gera polêmica, bem, isso é outra questão.
Notable Quotes
Eu sou traper de verdade, cara, eu não faço marketing. Eu mandei a porr* da chapa na frente da viatura— Oruam, em publicação no Instagram
Vou responder com música. Não aguento mais todo mundo falando de mim. Minha mente está uma confusão— Oruam, em resposta aos críticos nas redes sociais
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que você acha que as pessoas imediatamente suspeitaram que tudo era marketing?
Porque a sequência foi muito perfeita. Prisão, soltura, anúncio de disco — tudo no mesmo dia. E tinha câmera filmando. Parecia roteiro.
Mas ele nega que tenha provocado o acidente de propósito.
Nega, sim. Diz que é trapper de verdade, que não faz marketing. Mas a polícia acredita que foi intencional, que ele fez aquilo sabendo que tinha viatura ali.
Qual é o histórico dele que torna isso mais suspeito ainda?
Ele é filho de Marcinho VP, um grande traficante. Já causou polêmica pedindo liberdade do pai em um festival. Tem tatuagem de outro criminoso. Então quando algo acontece com Oruam, as pessoas já vêm carregadas de desconfiança.
Ele respondeu aos críticos?
Respondeu com raiva. Disse que é trapper de verdade, que vai responder com música, que sua mente está uma confusão. Mas a resposta dele não convenceu ninguém.
O que você acha que vai acontecer agora?
Ele vai lançar o álbum "Liberdade". As pessoas vão assistir o clipe — se houver — e vão tentar descobrir se aquele cavalo de pau estava planejado ou não. A dúvida provavelmente nunca vai ser resolvida.