Na capital nicaraguense, Daniel Ortega declarou abertamente o que a trajetória do seu regime já anunciava em silêncio: não haverá mais eleições na Nicarágua. Num comício que celebrava 47 anos da revolução sandinista, o presidente de 80 anos descartou qualquer alternância democrática, transformando uma erosão gradual de instituições numa abolição declarada. É um momento em que a ficção da legitimidade eleitoral é abandonada não por colapso, mas por escolha — e em que um povo inteiro vê encerrada, por decreto, a porta que ainda imaginava entreaberta.
Ortega anuncia fim das eleições na Nicarágua e consolida poder autoritário
A eliminação das eleições afeta toda a população nicaraguana, negando direitos democráticos fundamentais e consolidando um regime autoritário que persegue a oposição.