A carroceria mais longa corta melhor o ar, reduzindo o consumo
Em setembro de 2020, enquanto o Brasil escolhia seus carros mais vendidos, uma métrica silenciosa ganhava relevância: a eficiência no consumo de combustível. O Chevrolet Onix Plus LT 1.0, com 17,7 km/l na estrada, liderava esse ranking invisível entre os cinco modelos mais populares do país — todos equipados com motores 1.0 flex de três cilindros, fruto de décadas de evolução tecnológica. O Inmetro, por meio do PBE, traduzia essa eficiência em etiquetas coladas nos para-brisas, transformando dados técnicos em escolhas cotidianas para milhões de consumidores.
- O Onix Plus LT 1.0 alcança 17,7 km/l na estrada, o melhor índice entre os cinco carros mais vendidos do Brasil em 2020, segundo o Inmetro.
- A ironia do mercado se revela: versões turbinadas existem, mas são os motores aspirados que entregam a maior eficiência energética.
- A diferença de apenas um quilômetro por litro entre o Onix hatch e o Onix Plus sedã esconde uma lição de aerodinâmica — a carroceria mais longa corta melhor o ar.
- O HB20 Sense, o mais barato da lista a R$ 49.590, fica atrás em eficiência com 14,6 km/l, enquanto o Onix Plus custa R$ 64.190 e recebe nota A do Inmetro.
- O programa PBE do Inmetro classifica veículos de A a E e imprime etiquetas nos para-brisas, colocando a eficiência energética diretamente nas mãos do consumidor no momento da compra.
Em setembro de 2020, o Chevrolet Onix Plus LT 1.0 se destacava entre os cinco carros mais vendidos do Brasil por uma qualidade prática: rodar mais quilômetros com menos combustível. Segundo o Inmetro, o sedã compacto alcançava 17,7 km/l em ciclo rodoviário com gasolina — o melhor do grupo que incluía Hyundai HB20, Volkswagen Gol, Ford Ka e o hatch Onix.
Todos os cinco modelos compartilhavam motores 1.0 flex de três cilindros nas versões de entrada. A redução de um cilindro em relação aos antigos quatro cilindros trouxe menos peso e menos atrito interno, resultando em um equilíbrio notável entre desempenho e consumo controlado.
A ironia era clara: embora Chevrolet e Hyundai oferecessem versões turbinadas, eram os motores aspirados que lideravam em eficiência. O Onix Plus LT, com câmbio manual de seis marchas, custava R$ 64.190 e recebia nota A do Inmetro — a classificação máxima. Na cidade, fazia 14,3 km/l; na estrada, 17,7 km/l com gasolina.
O hatch Onix marcava 16,7 km/l na estrada — um quilômetro a menos que o sedã, diferença explicada pela aerodinâmica da carroceria mais longa. O Ford Ka S alcançava 15,6 km/l, o HB20 Sense 14,6 km/l e o Gol 14,4 km/l, todos com nota B.
Essas informações vinham do PBE, o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro, que classifica veículos de A a E e imprime etiquetas nos para-brisas de cada carro novo — tornando a eficiência energética visível e comparável no momento da compra.
Em setembro de 2020, o Chevrolet Onix Plus LT 1.0 se destacava entre os cinco carros mais vendidos do Brasil não pela quantidade de unidades saídas das concessionárias, mas por uma qualidade que importa no dia a dia: a capacidade de rodar mais quilômetros com menos combustível. Segundo medições do Inmetro, o sedã compacto da General Motors alcançava 17,7 quilômetros por litro de gasolina em ciclo rodoviário — o melhor desempenho do grupo que incluía Hyundai HB20, Volkswagen Gol, Ford Ka e o hatch Onix.
Todos esses cinco modelos compartilhavam uma característica em comum: motores 1.0 flex de três cilindros nas versões de entrada. A redução de um cilindro em relação aos antigos 1.0 de quatro cilindros trouxe benefícios práticos. Menos peças móveis significava menos peso e menos atrito interno. Combinadas com tecnologias modernas de redução de fricção, essas máquinas ofereciam um equilíbrio entre desempenho aceitável e consumo controlado — uma evolução notável em relação à primeira geração de motores 1.0 que circulava pelas ruas brasileiras.
Alguns desses carros ofereciam versões turbinadas para quem buscava mais potência. Chevrolet e Hyundai tinham essas opções em seus catálogos. Mas a ironia era clara: os motores aspirados, sem turbo, é que entregavam a melhor eficiência energética. O Onix Plus LT, com seu motor 1.0 de doze válvulas e câmbio manual de seis marchas, custava R$ 64.190 e recebia nota A do Inmetro — a classificação máxima. Na cidade, consumia 14,3 km/l com gasolina; na estrada, 17,7 km/l. Com etanol, os números caíam para 10,1 km/l urbano e 12,5 km/l rodoviário.
O hatch Onix, versão mais curta do mesmo modelo, fazia 16,7 km/l na estrada com gasolina — uma diferença de um quilômetro por litro explicada pela aerodinâmica. A carroceria mais longa do sedã Plus cortava melhor o ar, reduzindo o arrasto e, consequentemente, o consumo. O Ford Ka S, com motor 1.0 de cinco marchas, alcançava 15,6 km/l na estrada e recebia nota B. O Volkswagen Gol, também com motor 1.0 de cinco marchas, ficava em 14,4 km/l rodoviários e nota B. O Hyundai HB20 Sense, o mais barato da lista com preço sugerido de R$ 49.590, marcava 14,6 km/l na estrada e nota B.
Essas informações vinham de um programa criado pelo Inmetro anos antes: o PBE, Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular. A instituição media o consumo energético em megajoules por quilômetro e também em quilômetros por litro, avaliando quanto de energia um automóvel precisava gastar para se locomover. Os testes seguiam condições padronizadas e controladas. A classificação ia de A, para os mais eficientes, até E, para os menos. Essas informações eram impressas em uma etiqueta colada no para-brisa de cada veículo novo, visível ao consumidor no momento da compra, e também disponíveis no site do instituto para consulta pública.
Os dados apresentados consideravam as versões mais econômicas de cada modelo, conforme critério do Inmetro. Quando havia mais de uma configuração com o mesmo consumo, a escolha recaía sobre a de menor preço sugerido. O Onix Plus LT, portanto, não era apenas o mais eficiente do grupo — era também uma opção de entrada para a linha, oferecendo o melhor custo-benefício em termos de economia de combustível entre os cinco carros que mais brasileiros escolhiam comprar.
Citas Notables
A carroceria mais longa ajuda na aerodinâmica e faz com que tenha consumo ainda menor na comparação com o hatch Onix— Inmetro
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que o Onix Plus consegue rodar mais quilômetros por litro que o hatch Onix, sendo basicamente o mesmo carro?
A diferença está na aerodinâmica. O sedã tem uma carroceria mais longa e alongada, que corta melhor o ar na estrada. Menos arrasto significa menos esforço do motor, menos consumo.
Todos esses cinco carros usam o mesmo tipo de motor — 1.0 de três cilindros. O que mudou em relação aos 1.0 antigos?
Menos peças móveis, menos peso, menos atrito interno. Quando você tira um cilindro, reduz a complexidade mecânica. Combinado com tecnologias modernas de redução de fricção, o resultado é um motor que não deixa saudades dos antigos.
Se o turbo incrementa a performance, por que não aparece nos carros mais econômicos?
Porque turbo consome mais combustível. A pressão extra que gera potência também exige mais energia. Os motores aspirados, sem essa pressurização, conseguem manter a eficiência em primeiro lugar.
Como o Inmetro mede isso tudo? É confiável?
Usa testes padronizados em condições controladas. Mede em megajoules por quilômetro e em quilômetros por litro. A classificação vai de A a E. A etiqueta fica no para-brisa, visível na hora da compra.
O Onix Plus custa mais que o Gol e o HB20, mas consome menos. Vale a pena?
Depende de quanto você roda. Se passa muito tempo na estrada, a diferença de um quilômetro por litro se acumula. Ao longo de um ano, pode compensar a diferença de preço.