Luciana Gimenez nega ligação com Epstein após aparecer em documentos divulgados

Transferências internas entre suas próprias contas, não ligadas a Epstein
Explicação de Luciana Gimenez sobre as movimentações financeiras que apareceram nos documentos divulgados.

Em meio à divulgação de milhões de páginas de documentos do caso Epstein pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o nome da apresentadora brasileira Luciana Gimenez emergiu associado a transferências financeiras de até US$ 12 milhões registradas entre 2014 e 2019. Ela nega qualquer vínculo com o bilionário falecido e atribui as movimentações a operações internas entre suas próprias contas de investimento. O episódio nos lembra que, na era da informação em massa, a ausência de contexto pode transformar dados brutos em acusações implícitas — e que a transparência, ainda que tardia, continua sendo o único caminho para a clareza.

  • O nome de Luciana Gimenez explodiu nas redes sociais após documentos do Departamento de Justiça dos EUA registrarem transferências milionárias ligadas ao seu nome no caso Epstein.
  • Os arquivos não identificam a origem dos recursos nem estabelecem qualquer vínculo direto entre a apresentadora e os crimes investigados — mas a ausência de contexto alimentou a especulação.
  • Luciana publicou comunicado negando ter conhecido Epstein e afirmando que as movimentações eram transferências internas entre contas próprias, sem qualquer relação com o bilionário.
  • O Deutsche Bank teria informado preliminarmente que os dados foram solicitados pelo governo americano por período, sem seleção individual de clientes — o que explicaria a presença do nome dela nos registros.
  • A apresentadora aguarda resposta formal do banco e se coloca à disposição das autoridades, enquanto o caso permanece sem indicação de investigação formal contra ela.

Na segunda-feira, 9 de fevereiro, o nome de Luciana Gimenez tornou-se trending topic após documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, relacionados ao caso Jeffrey Epstein, registrarem transferências financeiras de até US$ 12 milhões — cerca de R$ 62 milhões — com a apresentadora como destinatária em operações de 2014, 2018 e 2019. Os nomes de dois de seus filhos também constam nos arquivos.

Um detalhe, porém, é central: os registros não identificam a origem dos recursos nem estabelecem qualquer vínculo direto entre as movimentações e Epstein ou seus crimes. Não há, até o momento, indicação de que Luciana seja alvo de investigação formal.

Antes que a especulação se consolidasse, ela publicou um comunicado no Instagram negando ter conhecido o bilionário — sem contato pessoal, profissional ou financeiro. Informou ter acionado o Deutsche Bank Trust Company Americas, onde mantinha conta no exterior, para entender por que seu nome apareceu nos documentos. A resposta preliminar do banco, segundo ela, é que os dados foram solicitados pelo governo americano por períodos específicos, sem seleção direcionada de indivíduos. As movimentações seriam transferências internas entre suas próprias contas de investimento — e, por se tratarem de transações antigas, o banco estaria reunindo documentação para comprovar a origem dos valores.

O caso Epstein tem raízes em 2005, quando investigações em Palm Beach levaram à sua prisão anos depois. Após cumprir pena reduzida por um acordo posteriormente anulado, ele foi preso novamente em 2019 e encontrado morto em sua cela em agosto daquele ano. Desde então, a divulgação contínua de seus arquivos tem revelado conexões com figuras públicas ao redor do mundo — entre elas, Donald Trump, Elon Musk, o príncipe Andrew e, no Brasil, o empresário Eike Batista e sua ex-mulher Luma de Oliveira.

Luciana Gimenez permanece à disposição das autoridades e aguarda resposta formal do Deutsche Bank sobre a inclusão de seu nome nos registros.

O nome de Luciana Gimenez disparou nas redes sociais na segunda-feira, 9 de fevereiro, depois que documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos a mencionaram em conexão com o caso Jeffrey Epstein. Os arquivos, que trazem registros financeiros do bilionário falecido, mostram transferências de até US$ 12 milhões — aproximadamente R$ 62 milhões — com a apresentadora como destinatária em operações datadas de 2014, 2018 e 2019. Os nomes de dois de seus filhos também aparecem nos documentos.

Mas há um detalhe importante: os registros não explicam de onde vieram os recursos, não identificam as contas de origem e, crucialmente, não estabelecem qualquer vínculo direto entre essas movimentações e Epstein ou os crimes pelos quais ele foi investigado. Até agora, não há indicação de que Luciana seja alvo de investigação formal no caso.

Antes que a especulação tomasse conta, Luciana publicou um comunicado no Instagram negando qualquer relação com Epstein. Segundo sua nota, nunca conheceu o bilionário e não teve contato pessoal, profissional ou financeiro com ele. Ela informou que entrou em contato com o Deutsche Bank Trust Company Americas, a instituição onde mantinha conta no exterior, para esclarecer por que seu nome apareceu nos registros divulgados.

A explicação que o banco forneceu preliminarmente, conforme relatado por Luciana, é que os dados foram solicitados pelo governo americano para períodos específicos, sem qualquer seleção direcionada de indivíduos e sem conexão direta com o caso Epstein. Segundo seu comunicado, as movimentações atribuídas a ela seriam transferências internas — dinheiro saindo de uma conta de investimentos para outra conta pessoal em seu nome. Como se tratava de transações antigas, o banco estaria reunindo documentação para comprovar a origem dos valores. Luciana argumentou ainda que os documentos foram publicados sem contexto adequado, razão pela qual seu nome teria aparecido junto ao de outros clientes que realizaram operações financeiras no mesmo período.

O caso Epstein tem raízes que recuam a 2005, quando a polícia de Palm Beach, na Flórida, abriu investigação após a denúncia da família de uma adolescente de 14 anos. O FBI assumiu o caso e coletou depoimentos de outras jovens que afirmaram ter sido contratadas para realizar "massagens sexuais" para o bilionário. Apesar das acusações, Epstein negociou um acordo judicial que evitou um processo federal. Ele se declarou culpado de acusações estaduais relacionadas à prostituição envolvendo menores e cumpriu 13 meses de prisão. Mais de dez anos depois, em 2019, um juiz da Flórida anulou o acordo por considerá-lo ilegal, e Epstein foi preso novamente em julho daquele ano. Em 10 de agosto de 2019, foi encontrado morto em sua cela em uma prisão federal de Nova York. A autópsia concluiu que se suicidou.

Desde então, milhões de páginas de correspondência relacionada a Epstein vêm sendo divulgadas publicamente. Esses arquivos revelam seus negócios e relacionamentos com pessoas famosas, incluindo Donald Trump, Elon Musk e o ex-príncipe britânico Andrew, irmão do rei Charles III. Documentos recentes também mostram que Epstein tinha interesse em fechar negócios com Eike Batista, o empresário e ex-bilionário brasileiro. Registros indicam que Batista se encontrou com Ian Osborne, um emissário de Epstein, 12 vezes em 2012, embora não haja menção a encontros diretos entre Epstein e o brasileiro. Batista não foi implicado nas acusações de crimes sexuais. A ex-mulher de Batista, Luma de Oliveira, também foi mencionada em correspondência de Epstein, em contexto de discussões sobre seu interesse em mulheres brasileiras. Quando questionado, Batista afirmou não se lembrar de Osborne nem dos encontros, reiterando que nunca conheceu, conversou ou trocou mensagens com Epstein.

Luciana Gimenez permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e aguarda resposta formal do Deutsche Bank sobre a inclusão de seu nome nos registros divulgados.

Nunca conheceu o bilionário e não teve contato pessoal, profissional ou financeiro com ele
— Luciana Gimenez, em comunicado no Instagram
Os dados teriam sido solicitados pelo governo americano por períodos específicos, sem qualquer seleção individualizada
— Informações preliminares do Deutsche Bank, conforme relatado por Luciana Gimenez
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que o nome de Luciana apareceu especificamente nesses documentos se não há ligação com Epstein?

Model

Segundo ela, o banco foi solicitado pelo governo americano a fornecer registros de contas para períodos específicos, sem seleção individual de clientes. Seu nome teria aparecido junto com outros clientes que fizeram operações na mesma época.

Inventor

Mas US$ 12 milhões é uma quantia muito grande. Como ela explica isso?

Model

Ela diz que foram transferências internas — dinheiro movido entre suas próprias contas de investimento e contas pessoais. O banco estaria reunindo documentação para comprovar a origem desses valores.

Inventor

E o banco confirmou isso?

Model

Não completamente. O Deutsche Bank forneceu apenas informações preliminares. Luciana disse que aguarda uma resposta mais detalhada da instituição.

Inventor

Há alguma investigação formal contra ela?

Model

Não. Até agora, não há indicação de que ela seja investigada formalmente no caso. Os documentos não estabelecem qualquer vínculo direto entre as transferências e Epstein ou seus crimes.

Inventor

Como ela reagiu quando viu seu nome nos documentos?

Model

Publicou um comunicado no Instagram negando qualquer ligação com Epstein, afirmando que nunca o conheceu e não teve contato pessoal, profissional ou financeiro com ele. Também disse que procurou o banco para entender por que foi incluída.

Inventor

E quanto aos outros brasileiros mencionados?

Model

Eike Batista aparece em registros de encontros com um emissário de Epstein, mas afirma não se lembrar desses encontros. Sua ex-mulher, Luma de Oliveira, foi mencionada em correspondência de Epstein, mas também não foi implicada em crimes.

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