Em Paraty, durante a Flip 2026, o escritor Milton Hatoum afirmou que o silêncio intelectual diante da barbárie é uma forma de cumplicidade — não uma escolha neutra. Ao apresentar sua trilogia sobre exílio e ditadura militar brasileira, o autor amazonense situou a literatura no centro de uma responsabilidade ética que transcende o tempo e as fronteiras: dizer a verdade ao poder. Por trás de seus personagens e narradores hesitantes, persiste uma ferida coletiva ainda aberta — a das centenas de famílias que, sem poder enterrar seus mortos desaparecidos, habitam um luto sem fim.
'O intelectual não deve ficar calado', diz Milton Hatoum na Flip 2026
O texto menciona centenas de desaparecidos durante a ditadura militar brasileira cujas famílias permanecem em luto não resolvido, incapazes de enterrar seus entes queridos assassinados.