Gostava que analisassem como é que o Zicky fica fora desta final
No rescaldo de uma vitória sofrida mas determinante, o Sporting empurrou a final de andebol contra o Benfica para um quinto e decisivo jogo, carregando consigo tanto o alívio do triunfo como o peso de uma injustiça percebida. Nuno Dias, treinador leonino, colocou em causa a lógica de um castigo que retira o pivot Zicky Té do momento mais importante da época, enquanto a equipa se prepara para um derradeiro esforço físico e emocional. A história desportiva, como tantas vezes acontece, aproxima-se do seu clímax com heróis ausentes, capitães em despedida e a promessa de que domingo pode ser o dia em que tudo se resolve.
- O Sporting venceu o Benfica por 3-2 e forçou um jogo 5 na final de andebol, mas a série continua em aberto e a pressão é máxima para ambos os lados.
- Nuno Dias não escondeu a irritação com o castigo de Zicky Té, questionando publicamente como o pivot com mais faltas cometidas na Liga pode ser também um dos que menos sofre — uma contradição que o técnico considera inexplicável.
- A equipa leonina entrou mal na primeira parte, demasiado macia taticamente e a oferecer bolas ao adversário, mas corrigiu a postura na segunda metade e acabou por dominar o jogo.
- Com mais de 45 jogos na temporada e cinco pela frente em duas semanas, a recuperação física tornou-se tão urgente quanto a preparação tática.
- João Matos, capitão histórico com quarenta títulos, disputou a sua última partida no João Rocha — e o clube quer oferecer-lhe um campeonato nacional como despedida no domingo, em casa do rival.
Nuno Dias saiu da vitória do Sporting sobre o Benfica (3-2) com a série ainda em aberto e uma frustração difícil de conter. O técnico reconheceu que o adversário dominou os últimos minutos da primeira parte, mas viu a sua equipa corrigir a postura na segunda metade — tornando-se mais objetiva, menos descuidada na construção, mais competitiva. A correção chegou a tempo, e com ela o triunfo que leva a decisão do título para um jogo 5 no Pavilhão da Luz, no domingo.
Mas há um problema que pesa: Zicky Té, pivot do Sporting, cumpre castigo após cartão amarelo no jogo anterior e fica fora da final decisiva. Nuno Dias questionou publicamente como é possível que um jogador com tantas faltas cometidas ao longo da temporada seja também um dos que menos sofre — uma disparidade que o técnico considera impossível de explicar. Sem Zicky, as opções estreitam-se num momento em que cada detalhe conta.
O que vem a seguir é um teste de resistência coletiva. Com mais de 45 jogos disputados esta época e cinco pela frente em duas semanas, Nuno Dias foi claro: o desafio não é apenas preparar a equipa, é recuperá-la fisicamente para que possa correr e competir. Com Wesley, com Allan, com cinco jogadores de cada vez — é assim que terá de ser.
Antes do jogo decisivo, houve também espaço para uma homenagem. João Matos, capitão histórico com quarenta títulos conquistados, disputou a sua última partida no João Rocha. Nuno Dias perguntou quantos jogadores no mundo podem dizer o mesmo. Fica por cumprir um desejo: terminar uma carreira lendária com um título de campeão nacional. Talvez domingo, no Pavilhão da Luz, seja possível dar esse presente a quem tanto deu ao Sporting.
Nuno Dias saiu da vitória do Sporting sobre o Benfica (3-2) com a série ainda em aberto, mas também com uma frustração que não conseguiu conter. O treinador leonino reconheceu que o seu adversário começou melhor — especialmente nos últimos sete ou oito minutos da primeira parte — mas viu a sua equipa acordar na segunda metade, corrigindo posturas e tornando-se mais competitiva e objetiva. Aquilo que tinha falhado no início, explicou, era uma certa maciez tática, uma tendência para jogar onde não deveria, um descuido na construção que entregava bolas ao adversário demasiado facilmente. A correção veio rápida, e com ela, o triunfo que levou a decisão do título para um jogo 5 no Pavilhão da Luz, no domingo.
Mas há um problema que pesa. Zicky Té, o pivot do Sporting, viu cartão amarelo na primeira parte do jogo anterior e agora cumpre castigo, ficando fora da final decisiva. Nuno Dias não deixou passar em branco. Questionou publicamente como era possível que um jogador como Zicky, talvez o pivot com mais faltas cometidas na Liga, fosse também um dos que menos sofria — uma disparidade que o técnico considera estranha, até impossível de explicar. A frustração é legítima: quanto menos opções tem, mais difícil fica competir num jogo desta magnitude.
O que vem a seguir é um teste de resistência. O Sporting disputou mais de 45 jogos esta temporada, e agora enfrenta cinco em duas semanas. Nuno Dias foi claro: não se trata apenas de preparar a equipa, mas de a recuperar, de a deixar em condições de correr e de ajudar o clube a conseguir um bom resultado. Sem Zicky, com Wesley, com Allan, com cinco jogadores de cada vez — é assim que terá de ser.
Antes do jogo decisivo, houve também espaço para uma homenagem. João Matos, capitão do Sporting, disputou a sua última partida no João Rocha. Quarenta títulos conquistados ao longo de uma carreira extraordinária — Nuno Dias perguntou quantos jogadores no mundo têm o mesmo número. Mas há um desejo que fica por cumprir: terminar essa carreira lendária com um título de campeão nacional. Talvez no domingo, no Pavilhão da Luz, seja possível dar esse presente a quem tanto deu ao clube.
Citas Notables
Retificámos posturas, comportamentos. Na maior parte das vezes é o que faz a diferença.— Nuno Dias, treinador do Sporting
A melhor maneira de terminar isto era com o título de campeão nacional— Nuno Dias, sobre o legado de João Matos
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Como é que se recupera uma equipa entre jogos quando o calendário é tão apertado?
Não é apenas treino. É descanso, é cuidado físico, é gerir as energias. Quando jogaste cinco em duas semanas, o corpo grita. O Nuno sabe disso — por isso disse que recuperar é tão importante quanto preparar.
E quanto a Zicky? Parece genuinamente injusto?
Ele questiona a lógica. Um pivot que comete muitas faltas mas sofre poucas — isso não encaixa. Se ele joga de forma agressiva, deveria sofrer mais. A disparidade é o que o incomoda, não apenas a ausência.
Qual é o peso real de perder um pivot numa final?
Enorme. É uma posição-chave. Perdes não só a qualidade dele, mas também a confiança que ele dá. E numa série ao melhor de cinco, cada jogo é tudo.
João Matos merecia terminar de forma diferente?
Sim. Quarenta títulos e uma carreira extraordinária — o natural seria coroar isso com um último troféu. Mas o desporto não funciona assim. Às vezes o final não é o que esperamos.
Qual é a sensação no Sporting agora?
Esperança, mas com cansaço. Sabem que podem ganhar, mas sabem também que estão no limite. Tudo depende do domingo.