Novo RG pode ser solicitado pelo celular e entregue em casa pelos Correios

O celular ajuda no agendamento, mas você ainda precisa ir presencialmente
A nova identidade digital não dispensa a etapa presencial obrigatória para captura biométrica e foto oficial.

O Brasil avança em mais um capítulo de sua longa relação com a burocracia: a nova Carteira de Identidade Nacional permite que o cidadão inicie o processo pelo celular e, em alguns estados, receba o documento em casa, consolidando o CPF como número único de identificação em todo o território. A mudança não é apenas tecnológica — é estrutural, pois reduz duplicidades históricas nos cadastros públicos e aproxima o Estado do cotidiano das pessoas. Ainda que uma etapa presencial permaneça obrigatória, o movimento sinaliza que a identidade do cidadão brasileiro está, finalmente, migrando para o século XXI.

  • Milhões de brasileiros já podem agendar a nova Carteira de Identidade Nacional pelo celular, eliminando parte das longas filas que marcaram gerações de atendimento presencial.
  • A padronização do CPF como número único de identificação rompe com décadas de fragmentação, em que um mesmo cidadão podia ter registros diferentes em cada estado.
  • A etapa presencial obrigatória — com biometria, foto e conferência de documentos — permanece como ponto de tensão para quem esperava um processo inteiramente digital.
  • A entrega em casa pelos Correios ainda é desigual: São Paulo e Minas Gerais já oferecem o serviço, enquanto estados como o Espírito Santo mantêm a retirada presencial.
  • A partir de janeiro de 2027, a CIN será exigida para novos pedidos de benefícios federais, transformando o que hoje é uma opção em uma necessidade concreta para milhões de cidadãos.

A burocracia brasileira está encontrando o celular. A nova Carteira de Identidade Nacional — a CIN — permite que o cidadão inicie o pedido pelo telefone, acompanhe cada etapa pela internet e, em alguns estados, receba o documento físico em casa pelos Correios. Não é um processo totalmente digital, mas representa um salto real para quem costumava perder horas em filas.

A mudança mais profunda é estrutural: o CPF passa a ser o número único de identificação em todo o Brasil, substituindo o antigo RG, que podia ter numerações diferentes em cada estado. A nova carteira também traz QR Code e versão digital no aplicativo Gov.br, reunindo documento físico e identidade digital no mesmo bolso.

O processo, porém, ainda exige comparecimento presencial obrigatório em todo o país. O celular facilita o agendamento e o acompanhamento, mas a coleta biométrica, a foto oficial e a conferência dos documentos originais precisam ser feitas em um posto de atendimento. É uma exigência de segurança que não tem como ser contornada.

A entrega em casa pelos Correios depende de cada estado. São Paulo e Minas Gerais já oferecem essa modalidade; o Espírito Santo ainda não. A implantação da CIN é descentralizada — cada estado define seus canais, prazos e formas de entrega — o que explica o avanço desigual pelo país.

O RG antigo continua válido até 28 de fevereiro de 2032, então não há urgência imediata para a troca. Mas o calendário federal já está definido: a partir de janeiro de 2027, a CIN será exigida para novos pedidos de benefícios federais por quem não possui biometria em base oficial. Para quem tem biometria registrada na CNH ou na Justiça Eleitoral, o prazo se estende até janeiro de 2028. O relógio está marcando.

A burocracia brasileira está finalmente encontrando o celular. A nova Carteira de Identidade Nacional, conhecida como CIN, entrou numa fase onde milhões de pessoas conseguem iniciar o pedido pelo telefone, acompanhar cada etapa pela internet e receber o documento físico na porta de casa pelos Correios. Não é totalmente digital — ainda não — mas é um salto considerável para quem costuma perder horas em filas de atendimento.

O documento substitui gradualmente o antigo RG e traz uma mudança estrutural: o CPF passa a ser o número único de identificação em todo o Brasil. Antes, uma pessoa podia ter um número de RG diferente em cada estado. Agora a proposta é padronizar tudo, reduzir duplicidades nos cadastros públicos e, de quebra, facilitar a vida de bancos, cartórios, órgãos públicos e empresas que precisam conferir identidades. A nova carteira também vem com QR Code e versão digital no aplicativo Gov.br, então o cidadão terá tanto o documento físico quanto a identidade no bolso do celular.

Mas aqui está o ponto: o processo ainda exige uma etapa presencial obrigatória em todo o país. O celular ajuda no agendamento e no acompanhamento, mas você precisa comparecer a um posto de atendimento para confirmar seus dados, tirar a foto oficial, registrar a assinatura e fazer a coleta biométrica. Não há jeito de contornar isso. O órgão responsável precisa conferir os documentos originais, validar as informações e capturar as impressões digitais. É uma questão de segurança e redução de fraudes.

A entrega em casa pelos Correios, porém, ainda depende das regras de cada estado. São Paulo e Minas Gerais já oferecem essa modalidade. Em São Paulo, o Poupatempo permite que o cidadão solicite o envio do documento para o endereço informado no cadastro e acompanhe tudo pelos canais digitais. Minas Gerais funciona de forma semelhante: agendamento pelo site ou pelo aplicativo MGApp, comparecimento à unidade de atendimento, e depois o documento chega pelos Correios. No Espírito Santo, porém, a entrega domiciliar ainda não aparece como opção disponível. Os moradores do estado devem seguir as regras locais de agendamento, comparecer presencialmente e retirar a carteira no posto onde fizeram o atendimento.

A expectativa é que a modernização dos sistemas estaduais avance aos poucos, já que a implantação da CIN ocorre de forma descentralizada. Cada estado organiza sua própria rede de atendimento, define os prazos, escolhe os canais de agendamento e determina a forma de entrega. Por isso, quem quer solicitar a nova carteira deve primeiro acessar o site ou aplicativo oficial do estado onde mora, procurar pela opção de Carteira de Identidade Nacional, preencher os dados solicitados e escolher uma unidade disponível. No dia marcado, é necessário levar os documentos exigidos. Durante o atendimento, o servidor confere as informações, registra a biometria, tira a foto oficial e conclui a solicitação. Após essa etapa, o pedido passa por análise. Se o sistema encontrar alguma divergência cadastral, o cidadão pode precisar corrigir os dados antes da emissão final.

A primeira via da Carteira de Identidade Nacional em papel é gratuita em todo o país, assim como as renovações. Os estados podem cobrar taxa em casos de segunda via, perda, dano, furto ou extravio, e também pode haver cobrança se o cidadão optar por versões ou serviços adicionais. O RG antigo ainda não perdeu a validade. Os documentos emitidos no modelo anterior continuam válidos até 28 de fevereiro de 2032, então não há pressa imediata para trocar. Mas a troca pode ser necessária se o documento estiver rasgado, apagado, muito antigo, com foto desatualizada ou com informações que já não correspondem aos dados atuais. Bancos, cartórios, órgãos públicos e empresas podem recusar documentos em mau estado ou que dificultem a identificação.

A CIN ganhará ainda mais relevância nos próximos anos. Pelo cronograma federal, pessoas sem biometria em base oficial deverão emitir a CIN para novos pedidos, concessões ou renovações de benefícios a partir de janeiro de 2027. Quem possui biometria em bases aceitas, como CNH ou Justiça Eleitoral, terá prazo maior — a exigência começa em janeiro de 2028. Isso significa que a nova identidade deixará de ser uma opção e se tornará uma necessidade para quem quer acessar benefícios sociais e previdenciários. A troca imediata não é obrigatória para todos agora, mas o relógio está marcando.

O CPF passa a funcionar como identificação única do cidadão em todo o Brasil, eliminando a possibilidade de ter números de RG diferentes em cada estado
— Informações do processo de implementação da CIN
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que ainda é necessário ir presencialmente se o agendamento é pelo celular?

Model

Porque a biometria e a foto oficial precisam ser capturadas no momento, com a pessoa presente. Não dá para falsificar impressão digital pela internet. É a parte que garante que você é realmente você.

Inventor

Então a entrega em casa pelos Correios é só em alguns lugares?

Model

Exatamente. São Paulo e Minas Gerais já fazem isso. Mas no Espírito Santo, por exemplo, você ainda precisa voltar ao posto para pegar o documento. Cada estado está implementando no seu próprio ritmo.

Inventor

E se meu RG antigo ainda está bom? Preciso trocar agora?

Model

Não precisa correr. O RG antigo vale até fevereiro de 2032. Mas a partir de janeiro de 2027, se você quiser pedir um benefício federal novo, vai precisar da CIN. Aí sim fica obrigatório.

Inventor

Qual é a grande mudança no documento em si?

Model

O CPF vira o número único. Antes você podia ter um RG diferente em cada estado. Agora padroniza tudo. Além disso, vem com QR Code e versão digital no celular.

Inventor

Isso facilita para quem quer cometer fraude?

Model

Pelo contrário. A padronização ajuda a combater fraudes. Bancos e órgãos públicos conseguem conferir os dados de forma muito mais rápida e segura. E a biometria obrigatória torna mais difícil alguém se passar por outra pessoa.

Inventor

Quanto custa?

Model

A primeira via é gratuita em todo o país. Renovações também são gratuitas. Só cobra se for segunda via, perda, dano ou furto. Alguns estados podem cobrar por serviços adicionais, mas aí você consulta antes de fazer o pedido.

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